quarta-feira, 16 de junho de 2010

A difícil situação do tubarão

DO REDATOR DE DESPERTAI! NO MÉXICO

POUCOS animais são tão amedrontadores como o tubarão. Calcula-se que no mundo inteiro haja em média, todo ano, 75 ataques não provocados de tubarão contra humanos, dos quais cerca de 10 são fatais. Esses ataques amplamente divulgados, junto com a imagem negativa transmitida pelos filmes, retratam o tubarão como um predador de humanos. É claro que se deve tomar cuidado com os tubarões. Mas, encarando o assunto na perspectiva certa, muito mais mortes são causadas por ferroadas de abelha e por crocodilos do que por ataques de tubarão.

Na realidade, é o tubarão que está sofrendo ataques da parte dos humanos. “Todo ano cem milhões de tubarões são capturados — um número tão grande que, se os colocássemos um atrás do outro, seria possível dar cinco voltas no globo”, relata um pesquisador da organização Argus Mariner Consulting Scientists na revista Premier. Além dessa pesca predatória, outros fatores responsáveis pelo declínio rápido da população de tubarões incluem seu índice de natalidade naturalmente baixo, o tempo prolongado que leva para se tornarem adultos, os longos períodos de gestação e a poluição de seus locais de reprodução. Uma vez reduzida demais, levaria anos para a população de tubarões voltar ao normal.

A maioria dos tubarões são capturados por causa de suas barbatanas. Elas são muito valorizadas por alguns asiáticos que lhes atribuem propriedades medicinais e afrodisíacas. A sopa de barbatana de tubarão é uma iguaria cara que pode custar até 150 dólares a tigela! Para suprir o lucrativo mercado asiático, tem sido empregado o método cruel e desperdiçador de cortar as barbatanas de um tubarão vivo e depois soltá-lo no mar para morrer de fome ou afogado.

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