O litoral da ilha Phillip e do continente próximo é agreste e arenoso, coberto por densa vegetação. Isso o torna um habitat ideal para a colônia de 26.000 pingüins-anões. Tudo começa num ninho laboriosamente escavado pelos pais numa duna, onde a fêmea bota o ovo. Mesmo que fique vários dias exposto ao frio, o ovo ainda pode ser incubado pelos pais que se revezam conscienciosamente na tarefa. Nessa fase, o pai ou a mãe protege o ovo envolvendo-o com uma prega cutânea ricamente vascularizada do baixo ventre. A pele em contato com o ovo se incha, aquecida pelo sangue, transmitindo assim o calor essencial para o desenvolvimento do embrião. No intervalo entre as incubações, a dobra de pele murcha e a plumagem impermeável volta a recobrir a área, permitindo que a ave volte ao mar para se alimentar.
Ao sair da casca, o filhote cresce rapidamente. Num período de apenas oito a dez semanas, ele já é do tamanho de um adulto e está pronto para entrar no mar. “É impressionante que os jovens pingüins saiam para longas viagens no mar munidos apenas do seu fantástico equipamento fisiológico . . . e instintos de sobrevivência”, diz o livro Little Penguin—Fairy Penguins in Australia (Os Pingüins-Anões da Austrália).
Por um período de um a três anos os jovens pingüins percorrem milhares de quilômetros, passando grande parte do tempo no mar. Os que sobrevivem em geral voltam à colônia para reproduzir — a uns 500 metros do lugar onde nasceram. Como sabem o caminho de casa? Há quem diga que os pingüins se orientam pelo Sol, valendo-se do relógio biológico que os guia na direção certa apesar da mudança aparente da posição do astro nas várias estações. Outros acreditam que eles reconhecem marcos geográficos familiares. De qualquer forma, avistar esses marinheiros retornando à terra, depois de uma longa viagem ou após um dia árduo de pesca, é um espetáculo que atrai multidões à ilha Phillip.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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