Se tivesse olhado debaixo da água, Pelsaert teria encontrado seus prados verdejantes. Isso porque a baía dos Tubarões possui a maior e mais diversificada floresta de plantas marinhas do mundo, com mais de 4 mil quilômetros quadrados. Só o banco de plantas marinhas de Wooramel se estende por 130 quilômetros ao longo do braço oriental da baía dos Tubarões.
Essas plantas, que são floríferas, sustentam uma enorme variedade de vida marinha. Camarões, pequenos peixes e incontáveis outras criaturas do mar habitam esse santuário repleto de plantas. Os prados de plantas marinhas também fornecem bastante alimento a cerca de 10 mil dugongos, ou vacas-marinhas. Esses dóceis e curiosos mamíferos, que podem pesar até 400 quilos, alimentam-se tranqüilamente do pasto marinho, às vezes em rebanhos com mais de cem deles. O norte da Austrália, desde a baía dos Tubarões no oeste até à baía de Moreton no leste, talvez abrigue a maioria dos dugongos do mundo.
Como o próprio nome indica, há muitos tubarões de mais de 12 espécies nessa baía. Entre eles está o temido tubarão-tigre e o gigantesco, mas inofensivo, tubarão-baleia, o maior peixe do mundo. Os tubarões dividem essas águas com os golfinhos, contrariando o mito de que onde há golfinhos não há tubarões. Na verdade, pesquisadores descobriram que cerca de 70% dos golfinhos da região têm cicatrizes de ataques de tubarões. A diversificada vida animal da baía também inclui milhares de baleias jubarte (ou corcunda), que param aqui para descansar durante sua migração anual para o sul. Um número similarmente grande de tartarugas chega todos os anos para desovar nas praias.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
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