Mas, de onde provém toda essa areia, de qualquer maneira? Tinha a impressão de que resultava de a maré constantemente rebentar sobre as rochas costeiras? Isto talvez esteja envolvido, mas realmente só é responsável por uma pequena porcentagem da areia total das praias. Para a ampla maioria das praias do mundo, a resposta é bem diversa. Não foi senão nos últimos vinte anos mais ou menos que os homens começaram a entender melhor as forças que atuam sobre as praias e os efeitos resultantes.
À medida que os processos comuns de envelhecimento decompõem as formações rochosas, não raro bem no interior, as correntes e os rios transportam diferentes quantidades de sedimento para serem depositados nas embocaduras dos rios. Os sedimentos e argilas mais finos são logo levados para o mar, deixando atrás grandes quantidades de areia nos deltas dos rios. Mas, daí, como é que areia chega onde as praias são formadas? Para entender esta transferência, temos que examinar algumas das forças que atuam sobre uma praia.
As ondas que são geradas pelo vento no alto mar por fim gastam suas energias no litoral. Não obstante, nem sempre açoitam de frente a praia, isto é, as ondas nem sempre são paralelas ao litoral. Por esta razão, a energia das ondas da enchente se divide em duas partes. A parte principal se dirige perpendicularmente à praia e se dissipa na rebentação. A segunda parte, muito inferior em energia total, se dirige numa corrente paralela à praia e se restringe entre a areia seca e a linha de rebentação. Esta corrente pode ser assemelhada a um rio, tendo como uma das “margens” a beira da praia seca, a outra “margem” sendo a linha mar adentro em que a primeira onda começa a rebentar.
Este rio talvez flua costa acima ou costa abaixo, dependendo da direção das ondas de enchente. Este “rio” costeiro é bem semelhante a seus primos que fluem através da terra firme, no sentido de que é capaz de transportar grande quantidade de sedimento. O sedimento transportado pelo “rio” costeiro, naturalmente, é a areia que constitui a praia pela qual flui.
A areia trazida por estes “rios” costeiros talvez envolva grandes quantidades — em algumas áreas, milhões de toneladas de areia por ano. Isto envolveria muitos vagões ferroviários de areia que chegassem à costa a cada dia do ano. A quantidade, contudo, varia de região a região, mas podemos claramente ver que a areia trazida pelos rios e correntes até o oceano vem a ser distribuída ao longo do litoral.
Ao passo que este processo de transporte de areia prossegue de contínuo, ainda outro processo se acha em operação. Este processo é um que transforma a aparência da própria praia de uma estação para outra. Na maioria das praias do mundo, as ondas de enchente são menores e mais brandas nos meses de verão, e maiores e mais poderosas nos meses de inverno. As ondas mais brandas tendem a puxar a areia praia acima, ao passo que as ondas tempestuosas do inverno arrastam a areia da praia e a depositam em grandes montes paralelos à praia. Chamamos estes montes de bancos de areia. Ao retornarem as ondas mais brandas do verão, os bancos de areia tendem a desaparecer, à medida que a areia é mais uma vez levada para a praia.
Caso todas as areias trazidas pelos rios para os oceanos permanecessem nas praias, por fim teríamos amplas e arenosas praias ao redor de todos os nossos continentes. Mas, conforme se verifica, grandes quantidades de areia são perdidas em alto mar à cada ano, além do ponto em que as ondas possam influir nelas.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Nem Todas São Iguais
Se a pessoa não viajou muito nem visitou outras partes do mundo, concluirá facilmente que todas as praias são quase iguais. Deveras, porém, há grandes variações — na cor, na qualidade da areia, na inclinação da praia, e assim por diante. Por exemplo, em áreas vulcânicas, a praia freqüentemente consistirá em areia escura grossa, que se deriva da lava. Em outras regiões, as areias talvez sejam bem coloridas, compostas de corais de alto mar que se tornaram bem finas. Ainda outras praias talvez sejam reluzentemente brancas, pois são formadas de conchas quebradas que foram reduzidas a pó.
A maioria das praias, contudo, tem areia composta de pequenos cristais arredondados de quartzo, junto com diminutas partículas de muitos tipos diferentes de rocha. Esta areia vem principalmente das áreas interiores, sendo levada para o mar pelos rios e correntes. Talvez varie desde a muito grossa até a finíssima.
É tal grossura ou fineza da areia, convém lembrar, que determina em grande parte as características da praia. Se a areia da praia for razoavelmente grossa, então a inclinação da praia será relativamente íngreme. Tais grãos de areia grossa não se tornam densamente compactados por causa de sua própria natureza.
Por outro lado, a areia fina forma uma praia de forma inteiramente diversa. A inclinação da praia será mais gradual, a linha de rebentação continuará rasa por uma distância maior e, por esta razão, as ondas rebentarão muito mais longe. E a areia fina se compacta bem solidamente, de modo que se pode guiar carro sobre ela. Um notável exemplo disso é a Praia de Daytona, Flórida, nos EUA.
A maioria das praias, contudo, tem areia composta de pequenos cristais arredondados de quartzo, junto com diminutas partículas de muitos tipos diferentes de rocha. Esta areia vem principalmente das áreas interiores, sendo levada para o mar pelos rios e correntes. Talvez varie desde a muito grossa até a finíssima.
É tal grossura ou fineza da areia, convém lembrar, que determina em grande parte as características da praia. Se a areia da praia for razoavelmente grossa, então a inclinação da praia será relativamente íngreme. Tais grãos de areia grossa não se tornam densamente compactados por causa de sua própria natureza.
Por outro lado, a areia fina forma uma praia de forma inteiramente diversa. A inclinação da praia será mais gradual, a linha de rebentação continuará rasa por uma distância maior e, por esta razão, as ondas rebentarão muito mais longe. E a areia fina se compacta bem solidamente, de modo que se pode guiar carro sobre ela. Um notável exemplo disso é a Praia de Daytona, Flórida, nos EUA.
O que forma uma praia?
Do correspondente de “Despertai!” na Guatemala
PARA multidões de pessoas, a idéia de passarem um dia de agradável recreação à beira-mar é muitíssimo convidativa. Pode significar muito divertimento — nadar, tomar sol, empenhar-se em esportes e associar-se com amigos e entes queridos no ar fresco e livre, com o suavizante som da rebentação ao fundo. Em especial, no verão, a praia exerce poderosa atração.
Ao redor do mundo, as praias se alinham por milhares de quilômetros à beira dos oceanos, mares e lagos. Constituem locais de folguedo naturais, imaginados como sendo imutáveis, duradouros, quase permanente. Mas, para as pessoas observadoras que visitam a mesma praia, ano após ano, mudanças definidas se tornam patentes. A quantidade de areia na praia talvez flutue. Em alguns casos, mudanças radicais para melhor ou para pior podem ser notadas.
Ao usufruirmos as atrações da praia e observarmos suas transformações graduais, talvez algumas perguntas entrem em nossa mente. De onde veio toda essa areia? Por que algumas praias se tornaram tão vítimas da erosão, e outras praticamente desapareceram? Por que algumas faixas agradáveis são quase desnudadas de areia no inverno, apenas vindo a recobrar o suprimento nos meses do verão? As respostas a estas perguntas talvez nos surpreendam, em especial se, como a maioria das pessoas, nos inclinarmos a ver as praias em grande parte como coisas corriqueiras.
PARA multidões de pessoas, a idéia de passarem um dia de agradável recreação à beira-mar é muitíssimo convidativa. Pode significar muito divertimento — nadar, tomar sol, empenhar-se em esportes e associar-se com amigos e entes queridos no ar fresco e livre, com o suavizante som da rebentação ao fundo. Em especial, no verão, a praia exerce poderosa atração.
Ao redor do mundo, as praias se alinham por milhares de quilômetros à beira dos oceanos, mares e lagos. Constituem locais de folguedo naturais, imaginados como sendo imutáveis, duradouros, quase permanente. Mas, para as pessoas observadoras que visitam a mesma praia, ano após ano, mudanças definidas se tornam patentes. A quantidade de areia na praia talvez flutue. Em alguns casos, mudanças radicais para melhor ou para pior podem ser notadas.
Ao usufruirmos as atrações da praia e observarmos suas transformações graduais, talvez algumas perguntas entrem em nossa mente. De onde veio toda essa areia? Por que algumas praias se tornaram tão vítimas da erosão, e outras praticamente desapareceram? Por que algumas faixas agradáveis são quase desnudadas de areia no inverno, apenas vindo a recobrar o suprimento nos meses do verão? As respostas a estas perguntas talvez nos surpreendam, em especial se, como a maioria das pessoas, nos inclinarmos a ver as praias em grande parte como coisas corriqueiras.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Navegando de olho no céu
Como os antigos navegadores usavam os corpos celestes para guiar suas embarcações? O nascente e o poente indicavam o leste e o oeste. Ao amanhecer, os marinheiros podiam perceber o aparente desvio do Sol em relação ao dia anterior, comparando a localização do nascente com as estrelas que se desvaneciam. À noite, podiam determinar sua posição observando a Estrela Polar, que parece ficar quase que diretamente acima do Pólo Norte após o anoitecer. No Hemisfério Sul, uma constelação brilhante conhecida como Cruzeiro do Sul ajudava-os a localizar o Pólo Sul. De modo que, numa noite de céu limpo, navegantes de todos os mares podiam verificar seu rumo usando pelo menos um ponto de referência no céu.
Mas esses não eram os únicos marcos estelares. Os polinésios e outros marinheiros do Pacífico, por exemplo, podiam ler o céu noturno como se fosse um mapa rodoviário. Uma de suas técnicas envolvia estabelecer um rumo em direção ao nascente ou ao poente de alguma estrela, que eles sabiam estar na mesma direção do seu destino. Durante toda a noite, esses navegadores também verificavam a posição relativa de outras estrelas para ter certeza de que estavam viajando na direção certa. Se o seu rumo estivesse errado, o céu mostrava-lhes como corrigi-lo.
Esse sistema era confiável? Numa época em que os marinheiros europeus costumavam navegar próximo ao litoral com medo de despencar da borda de uma Terra plana, os marujos do Pacífico, ao que tudo indica, faziam longas travessias no meio do oceano entre ilhotas minúsculas. Por exemplo, mais de 1.500 anos atrás, navegadores polinésios deixaram as ilhas Marquesas e rumaram para o norte, atravessando o enorme oceano Pacífico. Quando desembarcaram no Havaí, haviam viajado 3.700 quilômetros! O folclore das ilhas conta as idas e vindas dos antigos polinésios entre o Havaí e o Taiti. Alguns historiadores dizem que esses relatos não passam de lendas. Apesar disso, marinheiros da atualidade conseguiram refazer a viagem, orientando-se pelas estrelas, vagas oceânicas e outros fenômenos naturais — sem instrumentos.
Mas esses não eram os únicos marcos estelares. Os polinésios e outros marinheiros do Pacífico, por exemplo, podiam ler o céu noturno como se fosse um mapa rodoviário. Uma de suas técnicas envolvia estabelecer um rumo em direção ao nascente ou ao poente de alguma estrela, que eles sabiam estar na mesma direção do seu destino. Durante toda a noite, esses navegadores também verificavam a posição relativa de outras estrelas para ter certeza de que estavam viajando na direção certa. Se o seu rumo estivesse errado, o céu mostrava-lhes como corrigi-lo.
Esse sistema era confiável? Numa época em que os marinheiros europeus costumavam navegar próximo ao litoral com medo de despencar da borda de uma Terra plana, os marujos do Pacífico, ao que tudo indica, faziam longas travessias no meio do oceano entre ilhotas minúsculas. Por exemplo, mais de 1.500 anos atrás, navegadores polinésios deixaram as ilhas Marquesas e rumaram para o norte, atravessando o enorme oceano Pacífico. Quando desembarcaram no Havaí, haviam viajado 3.700 quilômetros! O folclore das ilhas conta as idas e vindas dos antigos polinésios entre o Havaí e o Taiti. Alguns historiadores dizem que esses relatos não passam de lendas. Apesar disso, marinheiros da atualidade conseguiram refazer a viagem, orientando-se pelas estrelas, vagas oceânicas e outros fenômenos naturais — sem instrumentos.
Quando a vida dependia da navegação por estima
Os primeiros marujos tinham de confiar na navegação por estima. Isso exigia que o navegador estivesse a par de três informações, conforme a gravura abaixo: (1) o ponto de partida do navio, (2) a velocidade e (3) o rumo (direção do movimento). Saber o ponto de partida era fácil. Mas como se poderia determinar o rumo?
Em 1492, Cristóvão Colombo usou uma bússola para verificar seu rumo. Mas as bússolas só se tornaram disponíveis na Europa no século 12 EC. Sem a bússola, os navegadores consultavam o Sol e as estrelas. Quando nuvens ocultavam a visão, os marinheiros orientavam-se pelas vagas oceânicas longas e regulares produzidas por ventos constantes. Eles prestavam atenção à posição do nascente e do poente do Sol e das estrelas em relação a essas vagas.
E como eles estimavam a velocidade? Um modo era medir o tempo que o navio levava para passar por um objeto que alguém na proa jogasse na água. Posteriormente, um método mais preciso envolvia soltar no mar um pedaço de madeira amarrado a uma corda graduada por nós feitos a intervalos regulares. A madeira, flutuando na água, puxava a corda conforme o navio avançava. Depois de um tempo predeterminado, a corda era recolhida e os nós que haviam sido puxados pela madeira eram contados. Este número indicava a velocidade do navio em nós — milhas marítimas por hora — unidade de medida que ainda é utilizada hoje em dia. Sabendo a velocidade, o navegador poderia calcular a distância percorrida pelo navio em um dia. Em uma carta náutica, um mapa do mar, ele traçava então uma linha para indicar seu avanço ao longo do rumo escolhido.
É claro que correntes marinhas e ventos laterais podiam desviar o navio do curso. Por isso, o navegador calculava e anotava periodicamente as correções de rumo necessárias para manter o navio na direção certa. Todo dia ele continuava a anotar de onde havia parado — medindo, calculando e marcando no mapa o trecho percorrido. Quando o navio finalmente soltava âncora, essas anotações diárias formavam um registro permanente de como havia chegado ao seu destino. Foi navegando por estima que Colombo fez o trajeto de ida e volta entre a Espanha e a América do Norte há mais de 500 anos. Suas cartas cuidadosamente traçadas tornam possível que navegantes atuais refaçam sua viagem memorável.
Em 1492, Cristóvão Colombo usou uma bússola para verificar seu rumo. Mas as bússolas só se tornaram disponíveis na Europa no século 12 EC. Sem a bússola, os navegadores consultavam o Sol e as estrelas. Quando nuvens ocultavam a visão, os marinheiros orientavam-se pelas vagas oceânicas longas e regulares produzidas por ventos constantes. Eles prestavam atenção à posição do nascente e do poente do Sol e das estrelas em relação a essas vagas.
E como eles estimavam a velocidade? Um modo era medir o tempo que o navio levava para passar por um objeto que alguém na proa jogasse na água. Posteriormente, um método mais preciso envolvia soltar no mar um pedaço de madeira amarrado a uma corda graduada por nós feitos a intervalos regulares. A madeira, flutuando na água, puxava a corda conforme o navio avançava. Depois de um tempo predeterminado, a corda era recolhida e os nós que haviam sido puxados pela madeira eram contados. Este número indicava a velocidade do navio em nós — milhas marítimas por hora — unidade de medida que ainda é utilizada hoje em dia. Sabendo a velocidade, o navegador poderia calcular a distância percorrida pelo navio em um dia. Em uma carta náutica, um mapa do mar, ele traçava então uma linha para indicar seu avanço ao longo do rumo escolhido.
É claro que correntes marinhas e ventos laterais podiam desviar o navio do curso. Por isso, o navegador calculava e anotava periodicamente as correções de rumo necessárias para manter o navio na direção certa. Todo dia ele continuava a anotar de onde havia parado — medindo, calculando e marcando no mapa o trecho percorrido. Quando o navio finalmente soltava âncora, essas anotações diárias formavam um registro permanente de como havia chegado ao seu destino. Foi navegando por estima que Colombo fez o trajeto de ida e volta entre a Espanha e a América do Norte há mais de 500 anos. Suas cartas cuidadosamente traçadas tornam possível que navegantes atuais refaçam sua viagem memorável.
Navegando com o mar, o céu e o vento
VOCÊ tem medo de cair da borda da Terra? É provável que não. Contudo, há evidências de que no passado alguns marinheiros temiam exatamente isso. Muitos só navegavam mantendo terra firme à vista. Mas outros marujos, mais corajosos, deixaram seus temores para trás e rumaram para o mar aberto.
Há cerca de 3.000 anos, navegantes fenícios deixaram os portos de seu país, na costa oriental do Mediterrâneo, para negociar na Europa e no Norte da África. No quarto século AEC, um explorador grego chamado Píteas circunavegou toda a Grã-Bretanha e talvez tenha alcançado a Islândia. E muito tempo antes de os navios europeus entrarem no oceano Índico, marinheiros árabes e chineses vindos do Oriente já o atravessavam. De fato, o primeiro europeu a navegar para a Índia, Vasco da Gama, chegou lá com segurança contando com a ajuda de um piloto árabe, Ibn Majid, que guiou os navios portugueses na travessia de 23 dias pelo oceano Índico. Como aqueles navegadores antigos se orientavam no mar?
Há cerca de 3.000 anos, navegantes fenícios deixaram os portos de seu país, na costa oriental do Mediterrâneo, para negociar na Europa e no Norte da África. No quarto século AEC, um explorador grego chamado Píteas circunavegou toda a Grã-Bretanha e talvez tenha alcançado a Islândia. E muito tempo antes de os navios europeus entrarem no oceano Índico, marinheiros árabes e chineses vindos do Oriente já o atravessavam. De fato, o primeiro europeu a navegar para a Índia, Vasco da Gama, chegou lá com segurança contando com a ajuda de um piloto árabe, Ibn Majid, que guiou os navios portugueses na travessia de 23 dias pelo oceano Índico. Como aqueles navegadores antigos se orientavam no mar?
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Evaporadores a céu aberto
A extração de sal no litoral atlântico da França continua basicamente a mesma de há séculos. Como se extrai o sal? O paludier, ou salineiro, passa do outono à primavera consertando os diques de argila e os canais nos paludes, e preparando os tanques de cristalização. Com a chegada do verão, o sol, o vento e as marés transformam os paludes em evaporadores a céu aberto. Na maré alta, a água do mar entra na primeira lagoa chamada vasière, onde a água é depositada e começa a evaporar. Depois, a água é vagarosamente canalizada através de uma série de tanques para se evaporar ainda mais. À medida que a água vai se tornando cada vez mais salgada, ocorre a proliferação de algas microscópicas, dando à salmoura uma coloração avermelhada temporária. Quando as algas morrem, perfumam o sal com um leve odor de violeta. Quando chega ao tanque de cristalização, a salmoura já está saturada, alcançando cerca de 260 gramas de sal por litro em vez de os 35 gramas normais por litro de água.
Devido à fragilidade natural dos paludes de maré, não é possível praticar a extração mecanizada, como a empregada nos paludes do Mediterrâneo, situados em Salin-de-Giraud e Aigues-Mortes. Usando um longo instrumento de madeira, semelhante ao rastelo, o salineiro puxa o sal para as bordas do tanque, tomando o cuidado de não raspar o fundo de argila do tanque raso. O sal, levemente acinzentado por causa da argila, é deixado para secar. Em média, o salineiro cuida de aproximadamente 60 tanques, cada qual com uma produção anual de cerca de uma tonelada e meia.
Sob certas circunstâncias, forma-se uma fina camada de sal na superfície da água, semelhante a flocos de neve. Essa fleur de sel (flor de sal), como é conhecida, representa apenas uma pequena porcentagem da produção anual, mas é muito apreciada na culinária francesa.
É claro que tudo depende dos caprichos das condições meteorológicas. Um ex-mercador de sal disse: “Nunca estamos protegidos contra as mudanças do tempo ao longo do ano. Em 1950, por exemplo, choveu o verão todo. Não conseguimos produzir o suficiente nem para encher um chapéu de palha.” Pascal, um paludier em Guérande, comentou: “Em 1997, produzi 180 toneladas de sal e 11 de ‘flor’. Este ano [1999], o tempo não estava tão bom. Produzi apenas 82 toneladas.” Ironicamente, o calor muito forte também pode ser prejudicial, fazendo com que a salmoura se superaqueça e não se cristalize.
Devido à fragilidade natural dos paludes de maré, não é possível praticar a extração mecanizada, como a empregada nos paludes do Mediterrâneo, situados em Salin-de-Giraud e Aigues-Mortes. Usando um longo instrumento de madeira, semelhante ao rastelo, o salineiro puxa o sal para as bordas do tanque, tomando o cuidado de não raspar o fundo de argila do tanque raso. O sal, levemente acinzentado por causa da argila, é deixado para secar. Em média, o salineiro cuida de aproximadamente 60 tanques, cada qual com uma produção anual de cerca de uma tonelada e meia.
Sob certas circunstâncias, forma-se uma fina camada de sal na superfície da água, semelhante a flocos de neve. Essa fleur de sel (flor de sal), como é conhecida, representa apenas uma pequena porcentagem da produção anual, mas é muito apreciada na culinária francesa.
É claro que tudo depende dos caprichos das condições meteorológicas. Um ex-mercador de sal disse: “Nunca estamos protegidos contra as mudanças do tempo ao longo do ano. Em 1950, por exemplo, choveu o verão todo. Não conseguimos produzir o suficiente nem para encher um chapéu de palha.” Pascal, um paludier em Guérande, comentou: “Em 1997, produzi 180 toneladas de sal e 11 de ‘flor’. Este ano [1999], o tempo não estava tão bom. Produzi apenas 82 toneladas.” Ironicamente, o calor muito forte também pode ser prejudicial, fazendo com que a salmoura se superaqueça e não se cristalize.
“Ouro branco”
O uso de tanques de cristalização no litoral atlântico francês remonta ao terceiro século EC. Mas foi só no final da Idade Média que a produção de sal evoluiu. O crescimento da população na Europa medieval aumentou muito o consumo de sal, que tem a propriedade de preservar carnes e peixes. Para preservar quatro toneladas de arenque, por exemplo, era necessário uma tonelada de sal. Visto que a carne era um luxo para a população em geral, o peixe salgado tornou-se a base da alimentação diária. Navios de todo o norte da Europa vinham para o litoral da Bretanha para comprar quantidades enormes de sal, que os pescadores usavam na preservação do pescado.
A riqueza obtida com esse “ouro branco” não passou despercebida pelos reis da França. Em 1340, estabeleceu-se um imposto sobre o sal, que ficou conhecido como gabela, palavra originária do árabe qabālah (imposto). Essa tributação era extremamente impopular e ocasionou revoltas sangrentas. Considerado especialmente injusto foi o fato de que o comprador era obrigado a pagar um preço alto pelo sal e a comprar uma quantia mínima estipulada, independentemente de sua real necessidade. Além disso, alguns privilegiados, tais como a nobreza e o clero, estavam isentos do imposto. Certas províncias também estavam isentas, incluindo a Bretanha, enquanto outras pagavam apenas um quarto do preço. Isso levou a grandes disparidades no valor do sal, que em algumas províncias era umas 40 vezes mais caro do que em outras.
Não é de admirar que, nessas circunstâncias, o contrabando tenha se tornado uma atividade próspera. No entanto, os que eram flagrados contrabandeando sofriam uma severa punição. Podiam ser marcados com ferro quente, ser enviados para as galés e até mesmo ser sentenciados à morte. No início do século 18, cerca de um quarto de todos os escravos de galé eram contrabandistas de sal e os outros eram criminosos comuns, desertores do exército ou protestantes perseguidos após a revogação do Edito de Nantes. Quando a Revolução de 1789 se espalhou pela França, uma das primeiras exigências foi o fim desse abominado imposto.
A riqueza obtida com esse “ouro branco” não passou despercebida pelos reis da França. Em 1340, estabeleceu-se um imposto sobre o sal, que ficou conhecido como gabela, palavra originária do árabe qabālah (imposto). Essa tributação era extremamente impopular e ocasionou revoltas sangrentas. Considerado especialmente injusto foi o fato de que o comprador era obrigado a pagar um preço alto pelo sal e a comprar uma quantia mínima estipulada, independentemente de sua real necessidade. Além disso, alguns privilegiados, tais como a nobreza e o clero, estavam isentos do imposto. Certas províncias também estavam isentas, incluindo a Bretanha, enquanto outras pagavam apenas um quarto do preço. Isso levou a grandes disparidades no valor do sal, que em algumas províncias era umas 40 vezes mais caro do que em outras.
Não é de admirar que, nessas circunstâncias, o contrabando tenha se tornado uma atividade próspera. No entanto, os que eram flagrados contrabandeando sofriam uma severa punição. Podiam ser marcados com ferro quente, ser enviados para as galés e até mesmo ser sentenciados à morte. No início do século 18, cerca de um quarto de todos os escravos de galé eram contrabandistas de sal e os outros eram criminosos comuns, desertores do exército ou protestantes perseguidos após a revogação do Edito de Nantes. Quando a Revolução de 1789 se espalhou pela França, uma das primeiras exigências foi o fim desse abominado imposto.
Sal — produto da ação do sol, mar e vento
DO REDATOR DE DESPERTAI! NA FRANÇA
ENTRE o mar e a terra, um mosaico de tanques retangulares com vários tons reflete as mudanças ocorridas no céu. Um paludier, que em francês significa “salineiro”, retira da água um produto valioso e faz pequenos montes brancos com ele, semelhantes a pirâmides, que brilham à luz do sol. Aqui nos paludes de Guérande e nas ilhas de Noirmoutier e Ré, ambas no litoral do Atlântico, os paludiers franceses continuam a usar métodos tradicionais na extração do sal.
ENTRE o mar e a terra, um mosaico de tanques retangulares com vários tons reflete as mudanças ocorridas no céu. Um paludier, que em francês significa “salineiro”, retira da água um produto valioso e faz pequenos montes brancos com ele, semelhantes a pirâmides, que brilham à luz do sol. Aqui nos paludes de Guérande e nas ilhas de Noirmoutier e Ré, ambas no litoral do Atlântico, os paludiers franceses continuam a usar métodos tradicionais na extração do sal.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O leito oceânico revela seus segredos
PARA entender a importância daquilo que os pesquisadores do Alvin viram, precisamos aprender um pouco mais sobre a estrutura da Terra. Segundo se sabe, o solo sob os nossos pés é composto de uma camada rígida (chamada litosfera), assentada sobre uma massa de rochas derretidas que se desloca lentamente. Aparentemente, essa rígida camada externa tem em média uns 100 quilômetros de profundidade e corresponde a apenas 0,6% do volume do planeta. A parte mais externa dela, a crosta, é irregular, mais grossa sob os continentes e mais fina (com apenas uns 6 quilômetros) debaixo do sistema de cadeias mesoceânicas.
Além disso, essa sólida camada externa não é inteiriça, como a casca intacta de um ovo. Parece estar quebrada em várias placas grandes e rígidas, e em muitas outras menores, todas chamadas placas tectônicas. Elas formam os continentes e as bacias oceânicas. As placas se movem umas em relação às outras. Nos pontos em que se separam, elas se afinam e formam vales de fenda nas cadeias mesoceânicas. Mundialmente, as placas se deslocam em média uns três centímetros por ano.
De acordo com a teoria das placas tectônicas, à medida que se separam ao longo do sistema de cadeias, as placas permitem que as rochas incandescentes do manto, a região abaixo da crosta, aflorem no leito oceânico. O material quente forma uma nova crosta oceânica ao longo da zona do vale da fenda, mas isso não faz as placas se fundirem. Elas continuam a se separar, fazendo com que o sistema de vales de fenda se pareça a uma imensa ferida que nunca cicatriza.
Ao passo que numa das extremidades da placa, nas cadeias mesoceânicas, se formam camadas novas, a outra extremidade lentamente desliza para baixo da placa vizinha e mergulha no manto quente, onde é assimilada. O ponto onde uma placa desce sob outra é chamado de zona de subdução. As zonas de subdução contêm algumas das mais profundas fossas do mundo. A fossa das Marianas, na costa de Guam, no oceano Pacífico, por exemplo, tem uns 11.000 metros de profundidade. Se o monte Everest, a montanha mais alta em terra seca, fosse colocado dentro dessa fossa, seu cume ainda ficaria mais de 2.000 metros abaixo do nível do mar!
Além disso, essa sólida camada externa não é inteiriça, como a casca intacta de um ovo. Parece estar quebrada em várias placas grandes e rígidas, e em muitas outras menores, todas chamadas placas tectônicas. Elas formam os continentes e as bacias oceânicas. As placas se movem umas em relação às outras. Nos pontos em que se separam, elas se afinam e formam vales de fenda nas cadeias mesoceânicas. Mundialmente, as placas se deslocam em média uns três centímetros por ano.
De acordo com a teoria das placas tectônicas, à medida que se separam ao longo do sistema de cadeias, as placas permitem que as rochas incandescentes do manto, a região abaixo da crosta, aflorem no leito oceânico. O material quente forma uma nova crosta oceânica ao longo da zona do vale da fenda, mas isso não faz as placas se fundirem. Elas continuam a se separar, fazendo com que o sistema de vales de fenda se pareça a uma imensa ferida que nunca cicatriza.
Ao passo que numa das extremidades da placa, nas cadeias mesoceânicas, se formam camadas novas, a outra extremidade lentamente desliza para baixo da placa vizinha e mergulha no manto quente, onde é assimilada. O ponto onde uma placa desce sob outra é chamado de zona de subdução. As zonas de subdução contêm algumas das mais profundas fossas do mundo. A fossa das Marianas, na costa de Guam, no oceano Pacífico, por exemplo, tem uns 11.000 metros de profundidade. Se o monte Everest, a montanha mais alta em terra seca, fosse colocado dentro dessa fossa, seu cume ainda ficaria mais de 2.000 metros abaixo do nível do mar!
Vida Vegetal e Animal
No frio como que dum congelador, sobrevive pouca vida vegetal. Devido à longa noite antártica, as 800 variedades de plantas — líquens, musgos, algas de água doce, bactérias, bolores, cogumelos e fungos que vivem na área terrestre ficam em estado latente por longos períodos. Mas, tornam-se quase que instantaneamente fotossintéticos durante os breves surtos de verão de apenas alguns dias, semanas, ou de um mês ou dois.
Por outro lado, embora a vegetação seja esparsa, abundam os animais; mas, tanto o número como o tamanho das espécies terrestres são reduzidos. Quase todos os animais são vistos próximo da orla da camada de gelo ou na água, quer vivendo no oceano quer obtendo dele seu sustento. Os animais que dependem do solo para alimento e abrigo são algumas espécies microscópicas, junto com pequeninos insetos e aranhas. O maior destes é uma mosca, parente da mosca-doméstica comum, que tem cerca de 3 milímetros de comprimento. Além dos pingüins que não voam, há a gaivota do Pólo Sul e o petrel antártico. Na Antártida e nas regiões ilhoas subantárticas, há andorinhas-do-mar, albatrozes, corvos-marinhos, gaivotas e outras aves. Algumas aves às vezes penetram no interior do continente.
A andorinha-do-mar do Ártico é o maior navegador do mundo. Gasta seis meses do ano na Antártida e seis meses no Ártico, voando 17.700 quilômetros do norte para gozar o verão da Antártida. Assim, consegue viver quase que em perpétua luz do dia.
Cinco das dezessete variedades de pingüins que há no mundo podem ser encontradas aqui. O pingüim Adélia e o pingüim-imperador são os únicos que se reproduzem no continente. O pingüim Adélia, (tendo em média 38 centímetros de altura e pesando de 4,5 a 6,800 quilos) parece obter orientação de um mecanismo relacionado ao sol e dum relógio biológico.
O pingüim-imperador, o irmão grande do Adélia, parece testar a temperatura do “refrigerador” até o limite. Esta ave de aparência sóbria pesa de 25 a 45 quilos, e atinge quase 1,20 metros de altura. A mamãe pingüim põe seu único ovo no rigor do inverno. Quando está pronta para isso, ela se dirige para o sul, na escuridão frígida da longa noite hibernal. Quase logo depois que põe seu único ovo, a mãe o coloca cuidadosamente sobre os pés palmados do pai e lhe atribui o encargo de incubar o ovo, o que ele faz por transportá-lo por dois meses sobre seus amplos pés, por baixo duma dobra quente de pele abdominal. Enquanto o pai prospectivo jejua, ao cuidar de seu dever, a mãe se dirige ao norte, para o mar, juntando alimento. Quando ela volta, está pronta para alimentar o filhote, o que faz por regurgitar parte do alimento que ingeriu. O pingüim-imperador é a única ave que não acompanha a banquisa de gelo que se expande no inverno, ao se estender para o norte, mas fica lá atrás, no meio de terríveis nevascas violentas da noite de quase seis meses, debaixo de condições em que seria impossível construir ninhos, como fazem outras aves.
Na água gélida que cerca a Antártida, encontramos milhões de focas de diversas variedades. Tais animais sentem-se perfeitamente felizes em seu ambiente, insulados por uma camada de gordura que também lhes fornece uma reserva alimentar e contribui para que a foca bóie quando na água. Dispõem de ricos “pastos” nas águas que pululam de peixes. Há várias espécies de baleias que também encontram alimento abundante nas espichas do crustáceo krill, semelhante ao camarão. Os peixes que vivem próximo do leito oceânico são peculiares à Antártida, 90 por cento destes não sendo encontrados em nenhuma outra parte da terra.
Mergulhadores, usando roupas de mergulho revestidos de 13 milímetros de insulação, trabalhando em água a 2 graus centígrados abaixo de zero durante uma hora de cada vez, juntaram espécimes de 130 variedades conhecidas de peixes antárticos e outra vida marinha. Muitos, como o polvo, não possuem sangue vermelho e alguns são semitransparentes. Outros peixes têm sangue vermelho que não congela em temperaturas extremamente baixas. Numa ocasião recente, um mergulhador descobriu lavas de enguias de 1,20 a 1,50 metros de comprimento — vinte vezes o tamanho de qualquer outra enguia recém-nascida conhecida pelo homem.
De outubro a fevereiro, o tempo é moderado, mas, exceto na Península Antártica, que se estende até a 966 quilômetros da América do Sul, a temperatura jamais sobe acima do ponto de congelamento. Nesse período, várias espécies de diminutos insetos são aquecidos para viver só por alguns dias, e então voltam de novo ao estado dormente. Há pulgas da neve e ácaros de oito patas. Os cientistas descobriram que seus corpos produzem uma substância chamada glicerol. Trata-se duma substância química às vezes usada como anticongelante. Nestes pequenos insetos, ela preserva sua vida durante o inverno antártico.
Pulgas e insetos suscitam a questão da doença. A velha história de que não existem germes na Antártida é um engano. O continente pode ser tão branco quanto o interior de uma sala de cirurgia, mas pode-se achar uma abundância de bactérias nele. A 27 metros abaixo da superfície do Pólo Sul, os microbiologistas descobriram alguns germes que parecem ter sido presos ali há centenas de anos. Usando máscaras faciais e instrumentos esterilizados, tiveram cuidado de evitar misturar as bactérias modernas com essas do século dezenove. Encontraram estafilococos, uma espécie de bactéria que pode provocar grave infecção. A menos que a técnica falha ou o equipamento deficiente tenham deixado escapar alguns dos germes dos próprios cientistas, estas bactérias já existiam na Antártida em 1860. Ademais, os micróbios no gelo não estavam mortos, mas revitalizaram-se no laboratório assim que aquecidos.
O frio extremo e a secura da atmosfera da Antártida, contudo, exercem um efeito muito preservativo. Relata a Encyclopædia Britannica: “Várias carcaças mumificadas de foca, principalmente de focas-caranguejeiras [uma espécie de foca que come crustáceos] têm sido encontradas a distâncias de até 48 quilômetros do mar, e em elevações de até cerca de 914 metros nos vales secos de McMurdo. Não encontrando alimento em tais incursões pelo interior, as focas-caranguejeiras por fim morreram, e suas carcaças coriáceas foram preservadas pela frieza e aridez do clima.”
Por outro lado, embora a vegetação seja esparsa, abundam os animais; mas, tanto o número como o tamanho das espécies terrestres são reduzidos. Quase todos os animais são vistos próximo da orla da camada de gelo ou na água, quer vivendo no oceano quer obtendo dele seu sustento. Os animais que dependem do solo para alimento e abrigo são algumas espécies microscópicas, junto com pequeninos insetos e aranhas. O maior destes é uma mosca, parente da mosca-doméstica comum, que tem cerca de 3 milímetros de comprimento. Além dos pingüins que não voam, há a gaivota do Pólo Sul e o petrel antártico. Na Antártida e nas regiões ilhoas subantárticas, há andorinhas-do-mar, albatrozes, corvos-marinhos, gaivotas e outras aves. Algumas aves às vezes penetram no interior do continente.
A andorinha-do-mar do Ártico é o maior navegador do mundo. Gasta seis meses do ano na Antártida e seis meses no Ártico, voando 17.700 quilômetros do norte para gozar o verão da Antártida. Assim, consegue viver quase que em perpétua luz do dia.
Cinco das dezessete variedades de pingüins que há no mundo podem ser encontradas aqui. O pingüim Adélia e o pingüim-imperador são os únicos que se reproduzem no continente. O pingüim Adélia, (tendo em média 38 centímetros de altura e pesando de 4,5 a 6,800 quilos) parece obter orientação de um mecanismo relacionado ao sol e dum relógio biológico.
O pingüim-imperador, o irmão grande do Adélia, parece testar a temperatura do “refrigerador” até o limite. Esta ave de aparência sóbria pesa de 25 a 45 quilos, e atinge quase 1,20 metros de altura. A mamãe pingüim põe seu único ovo no rigor do inverno. Quando está pronta para isso, ela se dirige para o sul, na escuridão frígida da longa noite hibernal. Quase logo depois que põe seu único ovo, a mãe o coloca cuidadosamente sobre os pés palmados do pai e lhe atribui o encargo de incubar o ovo, o que ele faz por transportá-lo por dois meses sobre seus amplos pés, por baixo duma dobra quente de pele abdominal. Enquanto o pai prospectivo jejua, ao cuidar de seu dever, a mãe se dirige ao norte, para o mar, juntando alimento. Quando ela volta, está pronta para alimentar o filhote, o que faz por regurgitar parte do alimento que ingeriu. O pingüim-imperador é a única ave que não acompanha a banquisa de gelo que se expande no inverno, ao se estender para o norte, mas fica lá atrás, no meio de terríveis nevascas violentas da noite de quase seis meses, debaixo de condições em que seria impossível construir ninhos, como fazem outras aves.
Na água gélida que cerca a Antártida, encontramos milhões de focas de diversas variedades. Tais animais sentem-se perfeitamente felizes em seu ambiente, insulados por uma camada de gordura que também lhes fornece uma reserva alimentar e contribui para que a foca bóie quando na água. Dispõem de ricos “pastos” nas águas que pululam de peixes. Há várias espécies de baleias que também encontram alimento abundante nas espichas do crustáceo krill, semelhante ao camarão. Os peixes que vivem próximo do leito oceânico são peculiares à Antártida, 90 por cento destes não sendo encontrados em nenhuma outra parte da terra.
Mergulhadores, usando roupas de mergulho revestidos de 13 milímetros de insulação, trabalhando em água a 2 graus centígrados abaixo de zero durante uma hora de cada vez, juntaram espécimes de 130 variedades conhecidas de peixes antárticos e outra vida marinha. Muitos, como o polvo, não possuem sangue vermelho e alguns são semitransparentes. Outros peixes têm sangue vermelho que não congela em temperaturas extremamente baixas. Numa ocasião recente, um mergulhador descobriu lavas de enguias de 1,20 a 1,50 metros de comprimento — vinte vezes o tamanho de qualquer outra enguia recém-nascida conhecida pelo homem.
De outubro a fevereiro, o tempo é moderado, mas, exceto na Península Antártica, que se estende até a 966 quilômetros da América do Sul, a temperatura jamais sobe acima do ponto de congelamento. Nesse período, várias espécies de diminutos insetos são aquecidos para viver só por alguns dias, e então voltam de novo ao estado dormente. Há pulgas da neve e ácaros de oito patas. Os cientistas descobriram que seus corpos produzem uma substância chamada glicerol. Trata-se duma substância química às vezes usada como anticongelante. Nestes pequenos insetos, ela preserva sua vida durante o inverno antártico.
Pulgas e insetos suscitam a questão da doença. A velha história de que não existem germes na Antártida é um engano. O continente pode ser tão branco quanto o interior de uma sala de cirurgia, mas pode-se achar uma abundância de bactérias nele. A 27 metros abaixo da superfície do Pólo Sul, os microbiologistas descobriram alguns germes que parecem ter sido presos ali há centenas de anos. Usando máscaras faciais e instrumentos esterilizados, tiveram cuidado de evitar misturar as bactérias modernas com essas do século dezenove. Encontraram estafilococos, uma espécie de bactéria que pode provocar grave infecção. A menos que a técnica falha ou o equipamento deficiente tenham deixado escapar alguns dos germes dos próprios cientistas, estas bactérias já existiam na Antártida em 1860. Ademais, os micróbios no gelo não estavam mortos, mas revitalizaram-se no laboratório assim que aquecidos.
O frio extremo e a secura da atmosfera da Antártida, contudo, exercem um efeito muito preservativo. Relata a Encyclopædia Britannica: “Várias carcaças mumificadas de foca, principalmente de focas-caranguejeiras [uma espécie de foca que come crustáceos] têm sido encontradas a distâncias de até 48 quilômetros do mar, e em elevações de até cerca de 914 metros nos vales secos de McMurdo. Não encontrando alimento em tais incursões pelo interior, as focas-caranguejeiras por fim morreram, e suas carcaças coriáceas foram preservadas pela frieza e aridez do clima.”
Estudos Meteorológicos
A abertura da Antártida deleitou os olhos dos cientistas, visto ser excitantemente diferente. Ao passo que a zona ártica é constituída na maior parte do oceano, a Antártida o é de solo. Isto parcialmente explica seu clima mais frio. A temperatura mais fria já registrada na terra foi a de congelantes 88,3 graus centígrados abaixo de zero na Base russa de Vostok, em agosto de 1960. Até o dia de hoje, este é o único continente em que o homem não pode viver de forma permanente, sem depender de recursos externos.
O tempo na Antártida ajuda a controlar o clima de todo o globo. Os cientistas verificam que o gigantesco “refrigerador” produz mais ar frio do que qualquer outro lugar do mundo. O ar congelado desce pelas encostas polares em direção da costa, aumentando até transformar-se em rajadas de 225 a 233 quilômetros horários ao longo da costa. Com efeito, o vento frio provou-se o fator mais debilitante na exploração da Antártida. Por fim, este vento varre o Chile e a Argentina e partes da Austrália e da Nova Zelândia, contribuindo assim grandemente para “condicionar o ar” de nosso lar, a Terra.
O Oceano Antártico faz parte do único grande oceano da terra. Entra em confluência com os Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Mas, possui caraterísticas peculiares. É mais frio e menos salgado do que os oceanos ao norte. As gélidas águas oceânicas se movem para o norte, daí mergulham por baixo das águas mais quentes na “convergência”, onde o Oceano Antártico entra em confluência com os oceanos setentrionais e se espalham bem ao norte, além do equador. Quando as águas que fluem para o sul, nas partes oestes dos outros oceanos, se unem com as frias águas antárticas, elas se voltam para o leste, formando a Corrente Circumpolar, que percorre uma trajetória irregular completa em torno da terra, na vizinhança dos 47° a 61° da latitude sul. Os oceanógrafos medem as correntes, testam seu conteúdo mineral, tiram medidas de temperatura em vários níveis e verificam profundidades por meio de ondas sonoras que ricocheteiam no leito oceânico. Tais informações, junto com correntes aéreas e atividades das geleiras, resultam valiosas na meteorologia e em outras ciências.
O tempo na Antártida ajuda a controlar o clima de todo o globo. Os cientistas verificam que o gigantesco “refrigerador” produz mais ar frio do que qualquer outro lugar do mundo. O ar congelado desce pelas encostas polares em direção da costa, aumentando até transformar-se em rajadas de 225 a 233 quilômetros horários ao longo da costa. Com efeito, o vento frio provou-se o fator mais debilitante na exploração da Antártida. Por fim, este vento varre o Chile e a Argentina e partes da Austrália e da Nova Zelândia, contribuindo assim grandemente para “condicionar o ar” de nosso lar, a Terra.
O Oceano Antártico faz parte do único grande oceano da terra. Entra em confluência com os Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Mas, possui caraterísticas peculiares. É mais frio e menos salgado do que os oceanos ao norte. As gélidas águas oceânicas se movem para o norte, daí mergulham por baixo das águas mais quentes na “convergência”, onde o Oceano Antártico entra em confluência com os oceanos setentrionais e se espalham bem ao norte, além do equador. Quando as águas que fluem para o sul, nas partes oestes dos outros oceanos, se unem com as frias águas antárticas, elas se voltam para o leste, formando a Corrente Circumpolar, que percorre uma trajetória irregular completa em torno da terra, na vizinhança dos 47° a 61° da latitude sul. Os oceanógrafos medem as correntes, testam seu conteúdo mineral, tiram medidas de temperatura em vários níveis e verificam profundidades por meio de ondas sonoras que ricocheteiam no leito oceânico. Tais informações, junto com correntes aéreas e atividades das geleiras, resultam valiosas na meteorologia e em outras ciências.
Antártida, o maior “refrigerador” do mundo
IMAGINE só abrir a porta dum refrigerador que tenha ficado fechado por milhares de anos e, ao abrir a porta, descobrir algo novo em cada prateleira, algo que jamais tinha antes sido visto pelos olhos humanos! Tal visão se tornou realidade para o homem há cerca de 160 anos atrás, quando a Antártida, o maior “refrigerador” do mundo, foi realmente divisada e então aberta aos olhos da civilização moderna.
Os astronautas que viram a terra do espaço nos contam que uma das caraterísticas mais distintivas de nosso planeta é o lençol de gelo da Antártida. Abrange 14.244.934 quilômetros quadrados, área maior do que os Estados Unidos e a América Central combinados. Os cientistas descobriram que possui, em média, 1.981 metros de espessura, e contém mais de 90 por cento do gelo do mundo. Apenas cerca de 5 por cento da área terrestre da Antártida é visível. Se nosso “refrigerador” recém-explorado fosse degelado, isso elevaria o nível dos oceanos em 46 a 61 metros, inundando todo porto marítimo e litoral baixo do mundo. Desaparecida a cobertura de gelo, há áreas da Antártida que ficariam sob a água, tornando menor este continente.
Os astronautas que viram a terra do espaço nos contam que uma das caraterísticas mais distintivas de nosso planeta é o lençol de gelo da Antártida. Abrange 14.244.934 quilômetros quadrados, área maior do que os Estados Unidos e a América Central combinados. Os cientistas descobriram que possui, em média, 1.981 metros de espessura, e contém mais de 90 por cento do gelo do mundo. Apenas cerca de 5 por cento da área terrestre da Antártida é visível. Se nosso “refrigerador” recém-explorado fosse degelado, isso elevaria o nível dos oceanos em 46 a 61 metros, inundando todo porto marítimo e litoral baixo do mundo. Desaparecida a cobertura de gelo, há áreas da Antártida que ficariam sob a água, tornando menor este continente.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Migração de icebergs
Depois que se desprendem, a corrente oceânica leva a maioria dos icebergs numa longa viagem antes de carregar alguns deles para o oeste e para o sul e por fim para o mar de Labrador, apelidado de Corredor dos Icebergs. Os icebergs que sobrevivem aos aproximadamente dois anos de deriva, desde o local onde são formados, passando pelo Atlântico aberto e na direção de Labrador e da Terra Nova, têm vida curta. Flutuando em águas quentes, vão se desintegrando devido ao derretimento, à erosão e mais fragmentação.
O que acontece tipicamente é o seguinte: durante o dia, o gelo derrete e a água se acumula em fissuras. À noite, a água congela e se expande nessas rachaduras e faz com que pedaços do iceberg se partam. Isso muda de maneira súbita o formato do iceberg, alterando seu centro de gravidade. A massa de gelo subseqüentemente desliza para a água, deixando à vista uma escultura de gelo inteiramente nova.
Com a continuidade deste ciclo e a redução ainda maior do tamanho dos castelos de gelo por fragmentação, eles produzem seus próprios mini-icebergs, com cerca da metade do tamanho de uma casa média; outros do tamanho de um aposento pequeno, que emitem um som peculiar ao flutuar nas ondas. Alguns destes podem aparecer até em águas rasas do litoral e em enseadas.
Sejam quais forem as circunstâncias, o meio ambiente das águas mais sulinas logo se encarrega de desintegrar rapidamente o iceberg em pequenos fragmentos de gelo de água doce e fundi-lo no enorme oceano. Mas até que isso aconteça, é melhor tratar os icebergs com cautela.
O que acontece tipicamente é o seguinte: durante o dia, o gelo derrete e a água se acumula em fissuras. À noite, a água congela e se expande nessas rachaduras e faz com que pedaços do iceberg se partam. Isso muda de maneira súbita o formato do iceberg, alterando seu centro de gravidade. A massa de gelo subseqüentemente desliza para a água, deixando à vista uma escultura de gelo inteiramente nova.
Com a continuidade deste ciclo e a redução ainda maior do tamanho dos castelos de gelo por fragmentação, eles produzem seus próprios mini-icebergs, com cerca da metade do tamanho de uma casa média; outros do tamanho de um aposento pequeno, que emitem um som peculiar ao flutuar nas ondas. Alguns destes podem aparecer até em águas rasas do litoral e em enseadas.
Sejam quais forem as circunstâncias, o meio ambiente das águas mais sulinas logo se encarrega de desintegrar rapidamente o iceberg em pequenos fragmentos de gelo de água doce e fundi-lo no enorme oceano. Mas até que isso aconteça, é melhor tratar os icebergs com cautela.
Origem e ciclo de vida
Os icebergs são como cubos de gelo, gigantes, de água doce. Vêm das geleiras e das calotas de gelo do Norte e da Antártida. Sabia que a calota glacial da Antártida produz cerca de 90% dos icebergs da Terra? E produz também os maiores icebergs. Eles atingem até 100 metros acima da superfície da água e podem medir mais de 300 quilômetros de comprimento e 90 quilômetros de largura. O peso dos icebergs grandes pode variar entre 2 milhões e 40 milhões de toneladas. E como os flocos de neve, não há dois icebergs iguais. Alguns são tabulares ou achatados. Outros são cuneiformes, pontiagudos ou arredondados.
Em geral, vê-se apenas cerca de um sétimo a um décimo da massa do iceberg, a parte que fica acima da água. Isso vale especialmente para os icebergs achatados. É muito semelhante a um cubo de gelo flutuando num copo d’água. Essa proporção entre gelo exposto e gelo submerso varia, dependendo da forma do iceberg.
Os icebergs da Antártida geralmente são achatados e têm paredes retas, enquanto os icebergs do Ártico são em geral irregulares e torreados. Esses últimos, que na maioria se originam da grande calota glacial que recobre a Groenlândia, constituem a maior ameaça para o homem, visto que podem ir parar nas rotas dos transatlânticos.
Exatamente como os icebergs se formam? Nas regiões norte e sul da Terra, o acúmulo de neve e de chuva congelante geralmente é maior do que o degelo e a evaporação. Isto faz com que as camadas de neve que se acumulam sobre a terra se transformem em gelo glacial. Ano após ano, à medida que vai nevando e chovendo, forma-se uma massa de gelo contínua. Isso dá origem a enormes banquisas que cobrem vastas áreas de terra, como a Groenlândia. Por fim, o gelo fica tão espesso e duro que faz a geleira pesada deslizar bem devagar de declives elevados para vales, e daí, para o mar. Descrevendo essa migração, Bernard Stonehouse declarou no livro North Pole, South Pole (Pólo Norte, Pólo Sul): “O gelo endurecido é elástico, mas se deforma com facilidade; sob pressão seus cristais hexagonais se alinham e deslizam uns sobre os outros para criar o movimento e o deslizamento súbito que associamos às geleiras.”
Imagine um rio de gelo movendo-se por terreno irregular bem lentamente, como se fosse melado frio. Já com rachaduras verticais profundas, essa calota glacial gigante sofrerá novas influências e produzirá um fenômeno sensacional quando chegar ao litoral. Com os efeitos combinados das marés alta e baixa, das ondas e da erosão submarina, um enorme bloco de gelo de água doce que pode estender-se por uns 40 quilômetros mar adentro se partirá ruidosamente da geleira. Nasce um iceberg! Certo observador chamou de “castelo de cristal flutuante”.
No Ártico, formam-se entre 10.000 e 15.000 icebergs por ano. Todavia, poucos, em termos de comparação, alcançam as águas sulinas do litoral da Terra Nova. O que acontece com os que chegam lá?
Em geral, vê-se apenas cerca de um sétimo a um décimo da massa do iceberg, a parte que fica acima da água. Isso vale especialmente para os icebergs achatados. É muito semelhante a um cubo de gelo flutuando num copo d’água. Essa proporção entre gelo exposto e gelo submerso varia, dependendo da forma do iceberg.
Os icebergs da Antártida geralmente são achatados e têm paredes retas, enquanto os icebergs do Ártico são em geral irregulares e torreados. Esses últimos, que na maioria se originam da grande calota glacial que recobre a Groenlândia, constituem a maior ameaça para o homem, visto que podem ir parar nas rotas dos transatlânticos.
Exatamente como os icebergs se formam? Nas regiões norte e sul da Terra, o acúmulo de neve e de chuva congelante geralmente é maior do que o degelo e a evaporação. Isto faz com que as camadas de neve que se acumulam sobre a terra se transformem em gelo glacial. Ano após ano, à medida que vai nevando e chovendo, forma-se uma massa de gelo contínua. Isso dá origem a enormes banquisas que cobrem vastas áreas de terra, como a Groenlândia. Por fim, o gelo fica tão espesso e duro que faz a geleira pesada deslizar bem devagar de declives elevados para vales, e daí, para o mar. Descrevendo essa migração, Bernard Stonehouse declarou no livro North Pole, South Pole (Pólo Norte, Pólo Sul): “O gelo endurecido é elástico, mas se deforma com facilidade; sob pressão seus cristais hexagonais se alinham e deslizam uns sobre os outros para criar o movimento e o deslizamento súbito que associamos às geleiras.”
Imagine um rio de gelo movendo-se por terreno irregular bem lentamente, como se fosse melado frio. Já com rachaduras verticais profundas, essa calota glacial gigante sofrerá novas influências e produzirá um fenômeno sensacional quando chegar ao litoral. Com os efeitos combinados das marés alta e baixa, das ondas e da erosão submarina, um enorme bloco de gelo de água doce que pode estender-se por uns 40 quilômetros mar adentro se partirá ruidosamente da geleira. Nasce um iceberg! Certo observador chamou de “castelo de cristal flutuante”.
No Ártico, formam-se entre 10.000 e 15.000 icebergs por ano. Todavia, poucos, em termos de comparação, alcançam as águas sulinas do litoral da Terra Nova. O que acontece com os que chegam lá?
Os palácios de cristal do mar
DO CORRESPONDENTE DE DESPERTAI! NO CANADÁ
“ICEBERG bem à frente!”, grita o marujo, ansioso, do posto de observação. A tripulação na ponte de comando do navio reage imediatamente. A rotação dos motores é invertida para evitar a colisão. Mas é tarde demais. Há um rombo fatal a estibordo do navio.
Menos de três horas depois, o Atlântico Norte traga o maior transatlântico de luxo do mundo, na época. Em 15 de abril de 1912, apenas cinco dias após o início de sua viagem inaugural Europa—América do Norte, o Titanic vai parar no leito do oceano, quatro quilômetros abaixo da superfície. Cerca de 1.500 passageiros e a tripulação morrem no mar.
E o que sobrou do bloco de gelo maciço? Ficou praticamente incólume! Apenas a ponta colidiu com o Titanic. No dia seguinte, as equipes de resgate viram-no flutuando rumo ao sul, em direção a águas mais cálidas, como se nada tivesse acontecido. O desaparecimento do iceberg, seu derretimento gradual no vasto oceano, logo seria esquecido. O naufrágio do Titanic, porém, ainda é lembrado como uma traumática tragédia marítima.
Icebergs: são tão atraentes e majestosos, e ainda assim tão rígidos! Já os viu de perto e sentiu o efeito que eles exercem no homem e na natureza? Gostaria de saber por que e como eles se formam? E o que é feito para proteger as pessoas no mar de se depararem com um iceberg? (Veja o quadro “Patrulha Internacional das Águas Geladas”.)
“ICEBERG bem à frente!”, grita o marujo, ansioso, do posto de observação. A tripulação na ponte de comando do navio reage imediatamente. A rotação dos motores é invertida para evitar a colisão. Mas é tarde demais. Há um rombo fatal a estibordo do navio.
Menos de três horas depois, o Atlântico Norte traga o maior transatlântico de luxo do mundo, na época. Em 15 de abril de 1912, apenas cinco dias após o início de sua viagem inaugural Europa—América do Norte, o Titanic vai parar no leito do oceano, quatro quilômetros abaixo da superfície. Cerca de 1.500 passageiros e a tripulação morrem no mar.
E o que sobrou do bloco de gelo maciço? Ficou praticamente incólume! Apenas a ponta colidiu com o Titanic. No dia seguinte, as equipes de resgate viram-no flutuando rumo ao sul, em direção a águas mais cálidas, como se nada tivesse acontecido. O desaparecimento do iceberg, seu derretimento gradual no vasto oceano, logo seria esquecido. O naufrágio do Titanic, porém, ainda é lembrado como uma traumática tragédia marítima.
Icebergs: são tão atraentes e majestosos, e ainda assim tão rígidos! Já os viu de perto e sentiu o efeito que eles exercem no homem e na natureza? Gostaria de saber por que e como eles se formam? E o que é feito para proteger as pessoas no mar de se depararem com um iceberg? (Veja o quadro “Patrulha Internacional das Águas Geladas”.)
domingo, 1 de agosto de 2010
Navegando de olho no céu
Como os antigos navegadores usavam os corpos celestes para guiar suas embarcações? O nascente e o poente indicavam o leste e o oeste. Ao amanhecer, os marinheiros podiam perceber o aparente desvio do Sol em relação ao dia anterior, comparando a localização do nascente com as estrelas que se desvaneciam. À noite, podiam determinar sua posição observando a Estrela Polar, que parece ficar quase que diretamente acima do Pólo Norte após o anoitecer. No Hemisfério Sul, uma constelação brilhante conhecida como Cruzeiro do Sul ajudava-os a localizar o Pólo Sul. De modo que, numa noite de céu limpo, navegantes de todos os mares podiam verificar seu rumo usando pelo menos um ponto de referência no céu.
Mas esses não eram os únicos marcos estelares. Os polinésios e outros marinheiros do Pacífico, por exemplo, podiam ler o céu noturno como se fosse um mapa rodoviário. Uma de suas técnicas envolvia estabelecer um rumo em direção ao nascente ou ao poente de alguma estrela, que eles sabiam estar na mesma direção do seu destino. Durante toda a noite, esses navegadores também verificavam a posição relativa de outras estrelas para ter certeza de que estavam viajando na direção certa. Se o seu rumo estivesse errado, o céu mostrava-lhes como corrigi-lo.
Esse sistema era confiável? Numa época em que os marinheiros europeus costumavam navegar próximo ao litoral com medo de despencar da borda de uma Terra plana, os marujos do Pacífico, ao que tudo indica, faziam longas travessias no meio do oceano entre ilhotas minúsculas. Por exemplo, mais de 1.500 anos atrás, navegadores polinésios deixaram as ilhas Marquesas e rumaram para o norte, atravessando o enorme oceano Pacífico. Quando desembarcaram no Havaí, haviam viajado 3.700 quilômetros! O folclore das ilhas conta as idas e vindas dos antigos polinésios entre o Havaí e o Taiti. Alguns historiadores dizem que esses relatos não passam de lendas. Apesar disso, marinheiros da atualidade conseguiram refazer a viagem, orientando-se pelas estrelas, vagas oceânicas e outros fenômenos naturais — sem instrumentos.
Mas esses não eram os únicos marcos estelares. Os polinésios e outros marinheiros do Pacífico, por exemplo, podiam ler o céu noturno como se fosse um mapa rodoviário. Uma de suas técnicas envolvia estabelecer um rumo em direção ao nascente ou ao poente de alguma estrela, que eles sabiam estar na mesma direção do seu destino. Durante toda a noite, esses navegadores também verificavam a posição relativa de outras estrelas para ter certeza de que estavam viajando na direção certa. Se o seu rumo estivesse errado, o céu mostrava-lhes como corrigi-lo.
Esse sistema era confiável? Numa época em que os marinheiros europeus costumavam navegar próximo ao litoral com medo de despencar da borda de uma Terra plana, os marujos do Pacífico, ao que tudo indica, faziam longas travessias no meio do oceano entre ilhotas minúsculas. Por exemplo, mais de 1.500 anos atrás, navegadores polinésios deixaram as ilhas Marquesas e rumaram para o norte, atravessando o enorme oceano Pacífico. Quando desembarcaram no Havaí, haviam viajado 3.700 quilômetros! O folclore das ilhas conta as idas e vindas dos antigos polinésios entre o Havaí e o Taiti. Alguns historiadores dizem que esses relatos não passam de lendas. Apesar disso, marinheiros da atualidade conseguiram refazer a viagem, orientando-se pelas estrelas, vagas oceânicas e outros fenômenos naturais — sem instrumentos.
Quando a vida dependia da navegação por estima
Os primeiros marujos tinham de confiar na navegação por estima. Isso exigia que o navegador estivesse a par de três informações, conforme a gravura abaixo: (1) o ponto de partida do navio, (2) a velocidade e (3) o rumo (direção do movimento). Saber o ponto de partida era fácil. Mas como se poderia determinar o rumo?
Em 1492, Cristóvão Colombo usou uma bússola para verificar seu rumo. Mas as bússolas só se tornaram disponíveis na Europa no século 12 EC. Sem a bússola, os navegadores consultavam o Sol e as estrelas. Quando nuvens ocultavam a visão, os marinheiros orientavam-se pelas vagas oceânicas longas e regulares produzidas por ventos constantes. Eles prestavam atenção à posição do nascente e do poente do Sol e das estrelas em relação a essas vagas.
E como eles estimavam a velocidade? Um modo era medir o tempo que o navio levava para passar por um objeto que alguém na proa jogasse na água. Posteriormente, um método mais preciso envolvia soltar no mar um pedaço de madeira amarrado a uma corda graduada por nós feitos a intervalos regulares. A madeira, flutuando na água, puxava a corda conforme o navio avançava. Depois de um tempo predeterminado, a corda era recolhida e os nós que haviam sido puxados pela madeira eram contados. Este número indicava a velocidade do navio em nós — milhas marítimas por hora — unidade de medida que ainda é utilizada hoje em dia. Sabendo a velocidade, o navegador poderia calcular a distância percorrida pelo navio em um dia. Em uma carta náutica, um mapa do mar, ele traçava então uma linha para indicar seu avanço ao longo do rumo escolhido.
É claro que correntes marinhas e ventos laterais podiam desviar o navio do curso. Por isso, o navegador calculava e anotava periodicamente as correções de rumo necessárias para manter o navio na direção certa. Todo dia ele continuava a anotar de onde havia parado — medindo, calculando e marcando no mapa o trecho percorrido. Quando o navio finalmente soltava âncora, essas anotações diárias formavam um registro permanente de como havia chegado ao seu destino. Foi navegando por estima que Colombo fez o trajeto de ida e volta entre a Espanha e a América do Norte há mais de 500 anos. Suas cartas cuidadosamente traçadas tornam possível que navegantes atuais refaçam sua viagem memorável.
Em 1492, Cristóvão Colombo usou uma bússola para verificar seu rumo. Mas as bússolas só se tornaram disponíveis na Europa no século 12 EC. Sem a bússola, os navegadores consultavam o Sol e as estrelas. Quando nuvens ocultavam a visão, os marinheiros orientavam-se pelas vagas oceânicas longas e regulares produzidas por ventos constantes. Eles prestavam atenção à posição do nascente e do poente do Sol e das estrelas em relação a essas vagas.
E como eles estimavam a velocidade? Um modo era medir o tempo que o navio levava para passar por um objeto que alguém na proa jogasse na água. Posteriormente, um método mais preciso envolvia soltar no mar um pedaço de madeira amarrado a uma corda graduada por nós feitos a intervalos regulares. A madeira, flutuando na água, puxava a corda conforme o navio avançava. Depois de um tempo predeterminado, a corda era recolhida e os nós que haviam sido puxados pela madeira eram contados. Este número indicava a velocidade do navio em nós — milhas marítimas por hora — unidade de medida que ainda é utilizada hoje em dia. Sabendo a velocidade, o navegador poderia calcular a distância percorrida pelo navio em um dia. Em uma carta náutica, um mapa do mar, ele traçava então uma linha para indicar seu avanço ao longo do rumo escolhido.
É claro que correntes marinhas e ventos laterais podiam desviar o navio do curso. Por isso, o navegador calculava e anotava periodicamente as correções de rumo necessárias para manter o navio na direção certa. Todo dia ele continuava a anotar de onde havia parado — medindo, calculando e marcando no mapa o trecho percorrido. Quando o navio finalmente soltava âncora, essas anotações diárias formavam um registro permanente de como havia chegado ao seu destino. Foi navegando por estima que Colombo fez o trajeto de ida e volta entre a Espanha e a América do Norte há mais de 500 anos. Suas cartas cuidadosamente traçadas tornam possível que navegantes atuais refaçam sua viagem memorável.
Navegando com o mar, o céu e o vento
VOCÊ tem medo de cair da borda da Terra? É provável que não. Contudo, há evidências de que no passado alguns marinheiros temiam exatamente isso. Muitos só navegavam mantendo terra firme à vista. Mas outros marujos, mais corajosos, deixaram seus temores para trás e rumaram para o mar aberto.
Há cerca de 3.000 anos, navegantes fenícios deixaram os portos de seu país, na costa oriental do Mediterrâneo, para negociar na Europa e no Norte da África. No quarto século AEC, um explorador grego chamado Píteas circunavegou toda a Grã-Bretanha e talvez tenha alcançado a Islândia. E muito tempo antes de os navios europeus entrarem no oceano Índico, marinheiros árabes e chineses vindos do Oriente já o atravessavam. De fato, o primeiro europeu a navegar para a Índia, Vasco da Gama, chegou lá com segurança contando com a ajuda de um piloto árabe, Ibn Majid, que guiou os navios portugueses na travessia de 23 dias pelo oceano Índico. Como aqueles navegadores antigos se orientavam no mar?
Há cerca de 3.000 anos, navegantes fenícios deixaram os portos de seu país, na costa oriental do Mediterrâneo, para negociar na Europa e no Norte da África. No quarto século AEC, um explorador grego chamado Píteas circunavegou toda a Grã-Bretanha e talvez tenha alcançado a Islândia. E muito tempo antes de os navios europeus entrarem no oceano Índico, marinheiros árabes e chineses vindos do Oriente já o atravessavam. De fato, o primeiro europeu a navegar para a Índia, Vasco da Gama, chegou lá com segurança contando com a ajuda de um piloto árabe, Ibn Majid, que guiou os navios portugueses na travessia de 23 dias pelo oceano Índico. Como aqueles navegadores antigos se orientavam no mar?
sábado, 10 de julho de 2010
Preço Alto Demais
O problema do plástico, como o de outros poluentes, é o seu custo em termos de vida. Gigantescas tartarugas-do-mar confundem sacos de lixo flutuantes com as translúcidas e ondulantes medusas — um dos seus pratos favoritos. As tartarugas ou ficam sufocadas com os sacos, ou os engolem inteiros. De qualquer modo, o plástico as mata.
Todos os tipos de vida marinha, das baleias aos golfinhos e focas, ficam enredados em linhas e redes de pesca descartadas. As focas brincalhonas metem o focinho em anéis abandonados de plástico e então, sendo incapazes de retirá-los, ou de sequer abrir a boca, vêm lentamente a morrer de fome. As aves marinhas ficam enredadas nas linhas de pescar e freneticamente se debatem nelas até morrer, ao tentarem soltar-se, e não se trata de casos isolados. O lixo sufoca cerca de um milhão de aves marinhas e cem mil mamíferos marinhos por ano.
A poluição química também contribui com seu quinhão para o tributo de mortes. No verão setentrional passado, focas mortas começaram a dar nas praias do mar do Norte. Em questão de meses, cerca de 12.000 das 18.000 focas das baías do mar do Norte foram exterminadas. O que as matou? Um vírus. Mas há algo mais envolvido. Os bilhões de litros de resíduos regularmente despejados no mar do Norte e no Báltico também desempenharam uma parte, enfraquecendo o sistema imunológico das focas, e contribuindo para tal doença espalhar-se.
Ao passo que a poluição concentra-se especialmente no mar Báltico e no mar do Norte, nos dias atuais um animal teria muita dificuldade em encontrar uma faixa de oceano que não estivesse poluída. Nos longínquos lugares do Ártico e da Antártida, os pingüins, os narvais, os ursos-polares, os peixes e as focas apresentam todos, nos tecidos do corpo, vestígios das substâncias químicas e pesticidas produzidos pelo homem. As carcaças das belugas ou baleias-brancas no golfo de São Lourenço, no Canadá, são consideradas resíduos perigosos, por estarem tão carregadas de toxinas. Na costa atlântica dos Estados Unidos, cerca de 40 por cento dos golfinhos da área morreram em apenas um ano, dando às praias com furúnculos, lesões, e com retalhos de pele se soltando.
Todos os tipos de vida marinha, das baleias aos golfinhos e focas, ficam enredados em linhas e redes de pesca descartadas. As focas brincalhonas metem o focinho em anéis abandonados de plástico e então, sendo incapazes de retirá-los, ou de sequer abrir a boca, vêm lentamente a morrer de fome. As aves marinhas ficam enredadas nas linhas de pescar e freneticamente se debatem nelas até morrer, ao tentarem soltar-se, e não se trata de casos isolados. O lixo sufoca cerca de um milhão de aves marinhas e cem mil mamíferos marinhos por ano.
A poluição química também contribui com seu quinhão para o tributo de mortes. No verão setentrional passado, focas mortas começaram a dar nas praias do mar do Norte. Em questão de meses, cerca de 12.000 das 18.000 focas das baías do mar do Norte foram exterminadas. O que as matou? Um vírus. Mas há algo mais envolvido. Os bilhões de litros de resíduos regularmente despejados no mar do Norte e no Báltico também desempenharam uma parte, enfraquecendo o sistema imunológico das focas, e contribuindo para tal doença espalhar-se.
Ao passo que a poluição concentra-se especialmente no mar Báltico e no mar do Norte, nos dias atuais um animal teria muita dificuldade em encontrar uma faixa de oceano que não estivesse poluída. Nos longínquos lugares do Ártico e da Antártida, os pingüins, os narvais, os ursos-polares, os peixes e as focas apresentam todos, nos tecidos do corpo, vestígios das substâncias químicas e pesticidas produzidos pelo homem. As carcaças das belugas ou baleias-brancas no golfo de São Lourenço, no Canadá, são consideradas resíduos perigosos, por estarem tão carregadas de toxinas. Na costa atlântica dos Estados Unidos, cerca de 40 por cento dos golfinhos da área morreram em apenas um ano, dando às praias com furúnculos, lesões, e com retalhos de pele se soltando.
A Praga do Plástico
Com o plástico, o homem se vê confrontado com outro prodígio da imaginação que fugiu do controle. Às vezes, parece que a tecnologia não pode existir sem ele. O plástico pode parecer indispensável; e também é virtualmente indestrutível. Quando o homem acaba de usá-lo, tem muita dificuldade de livrar-se dele. O plástico de um pacote de seis latas de cerveja poderia durar entre 450 a 1.000 anos.
Uma forma popular de livrar-se desse material, como talvez tenha imaginado, é lançá-lo no mar. Com efeito, recente relatório calculava que, anualmente, cerca de 26.000 toneladas de embalagens e 150.000 toneladas de itens para pesca são perdidos ou jogados no mar. Segundo a revista U.S.News & World Report, “navios mercantes ou da marinha de guerra descartam-se de 690.000 recipientes de plástico por dia”. Um perito calculou que, mesmo no meio do oceano Pacífico, existem cerca de 50.000 fragmentos de plástico para cada quilômetro quadrado.
Os oceanos não conseguem absorver esta praga de plástico. Geralmente ele flutua intato até que o mar o vomita em alguma praia, onde continua a macular a beleza da Terra. Mas, no ínterim, faz algo muito mais grave.
Uma forma popular de livrar-se desse material, como talvez tenha imaginado, é lançá-lo no mar. Com efeito, recente relatório calculava que, anualmente, cerca de 26.000 toneladas de embalagens e 150.000 toneladas de itens para pesca são perdidos ou jogados no mar. Segundo a revista U.S.News & World Report, “navios mercantes ou da marinha de guerra descartam-se de 690.000 recipientes de plástico por dia”. Um perito calculou que, mesmo no meio do oceano Pacífico, existem cerca de 50.000 fragmentos de plástico para cada quilômetro quadrado.
Os oceanos não conseguem absorver esta praga de plástico. Geralmente ele flutua intato até que o mar o vomita em alguma praia, onde continua a macular a beleza da Terra. Mas, no ínterim, faz algo muito mais grave.
Um Esgoto Global
Mas, para o homem, eles são mais do que isso. Eles são também um depósito de lixo. Esgotos sanitários, resíduos químicos de fábricas, e as águas carregadas de pesticidas, que escorrem das terras agrícolas, tudo isso segue em direção aos oceanos, via barcaças, rios e tubulações. O homem há muito trata os oceanos como gigantesco esgoto. Mas, agora, o esgoto começou a voltar-se contra ele. Praias de recantos populares ao redor do mundo tiveram de ser interditadas, nos anos recentes, à medida que o lixo dava na praia, numa amostragem repulsiva.
Parafernália de remédios e resíduos de tratamentos médicos, tais como ataduras sujas, agulhas hipodérmicas e frascos de sangue — alguns contaminados pelo vírus da AIDS — ganharam as manchetes, ao emergirem nas praias costeiras do leste dos Estados Unidos. Pelotas de esgotos não-tratados, ratos de laboratório mortos, um revestimento de estômago humano, e alguns itens mais repugnantes, todos mostraram sua horripilante presença. Alguns se tornaram bem comuns.
Tal crise assola as praias do mar do Norte e do mar Báltico, no norte da Europa, do mar Adriático e do Mediterrâneo, no sul da Europa, e até mesmo existe ao longo das praias soviéticas do mar Negro e do oceano Pacífico. Praias têm sido interditadas, uma vez que os banhistas, em tais lugares, arriscavam-se a contrair uma ampla variedade de doenças. Jacques Cousteau, famoso explorador mundial dos oceanos, escreveu recentemente que os banhistas em algumas das praias do Mediterrâneo enfrentavam 30 doenças, que iam dos furúnculos à gangrena. Ele predisse uma época em que ninguém ousaria enfiar a ponta do pé na água.
Os resíduos da humanidade, porém, fazem mais do que fechar praias e causar inconveniências para os nadadores. Seus danos se espalharam às águas mais profundas.
Há vários anos, Nova Iorque começou a despejar a vasa de esgoto que produz, a cerca de 200 quilômetros da costa de Nova Iorque, EUA. Recentemente, de canyons submarinos situados a cerca de 130 quilômetros, pescadores começaram a trazer peixes que apresentavam lesões e escamas podres, e crustáceos e lagostas com a “doença burn spot” — buracos em suas carapaças que pareciam ter sido feitos por maçaricos. Autoridades governamentais negam qualquer relação entre o local de despejo de esgoto e os peixes doentes, mas os pescadores não pensam assim. Um superintendente das docas disse à revista Time que os nova-iorquinos “receberão seu lixo todo de volta nos peixes que estão comendo”.
Os peritos acham que a poluição oceânica está-se tornando rapidamente uma epidemia global; nem se limita às nações industrializadas. Os países em desenvolvimento também estão sob cerco, por dois motivos. Primeiro, os oceanos do mundo são, na realidade, um só grande oceano, com correntes que ignoram fronteiras. Segundo, as nações industrializadas têm-se aproveitado das mais pobres como depósitos para seus resíduos. Apenas nos últimos dois anos, os Estados Unidos e a Europa mandaram cerca de três milhões de toneladas de resíduos perigosos para os países da Europa Oriental e da África. Além disso, alguns empreiteiros estrangeiros constroem fábricas na Ásia e na África sem incluir nelas os sistemas necessários de disposição final dos resíduos.
Parafernália de remédios e resíduos de tratamentos médicos, tais como ataduras sujas, agulhas hipodérmicas e frascos de sangue — alguns contaminados pelo vírus da AIDS — ganharam as manchetes, ao emergirem nas praias costeiras do leste dos Estados Unidos. Pelotas de esgotos não-tratados, ratos de laboratório mortos, um revestimento de estômago humano, e alguns itens mais repugnantes, todos mostraram sua horripilante presença. Alguns se tornaram bem comuns.
Tal crise assola as praias do mar do Norte e do mar Báltico, no norte da Europa, do mar Adriático e do Mediterrâneo, no sul da Europa, e até mesmo existe ao longo das praias soviéticas do mar Negro e do oceano Pacífico. Praias têm sido interditadas, uma vez que os banhistas, em tais lugares, arriscavam-se a contrair uma ampla variedade de doenças. Jacques Cousteau, famoso explorador mundial dos oceanos, escreveu recentemente que os banhistas em algumas das praias do Mediterrâneo enfrentavam 30 doenças, que iam dos furúnculos à gangrena. Ele predisse uma época em que ninguém ousaria enfiar a ponta do pé na água.
Os resíduos da humanidade, porém, fazem mais do que fechar praias e causar inconveniências para os nadadores. Seus danos se espalharam às águas mais profundas.
Há vários anos, Nova Iorque começou a despejar a vasa de esgoto que produz, a cerca de 200 quilômetros da costa de Nova Iorque, EUA. Recentemente, de canyons submarinos situados a cerca de 130 quilômetros, pescadores começaram a trazer peixes que apresentavam lesões e escamas podres, e crustáceos e lagostas com a “doença burn spot” — buracos em suas carapaças que pareciam ter sido feitos por maçaricos. Autoridades governamentais negam qualquer relação entre o local de despejo de esgoto e os peixes doentes, mas os pescadores não pensam assim. Um superintendente das docas disse à revista Time que os nova-iorquinos “receberão seu lixo todo de volta nos peixes que estão comendo”.
Os peritos acham que a poluição oceânica está-se tornando rapidamente uma epidemia global; nem se limita às nações industrializadas. Os países em desenvolvimento também estão sob cerco, por dois motivos. Primeiro, os oceanos do mundo são, na realidade, um só grande oceano, com correntes que ignoram fronteiras. Segundo, as nações industrializadas têm-se aproveitado das mais pobres como depósitos para seus resíduos. Apenas nos últimos dois anos, os Estados Unidos e a Europa mandaram cerca de três milhões de toneladas de resíduos perigosos para os países da Europa Oriental e da África. Além disso, alguns empreiteiros estrangeiros constroem fábricas na Ásia e na África sem incluir nelas os sistemas necessários de disposição final dos resíduos.
Oceanos — precioso recurso ou esgoto global?
Vai deslizando, ó tu, oceano profundo e azul-marinho — vai deslizando!
Dez mil frotas te singram em vão;
O homem marca a terra com a ruína — seu controle
Cessa na praia.
De Childe Harold’s Pilgrimage (Peregrinação de Childe Harold), de Lorde Byron.
OUVE época em que tais palavras eram mais do que apenas poéticas; elas eram verdadeiras. Mas isso não mais acontece. Atualmente, as palavras do poeta, que tão bem expressam a vastidão do oceano e sua aparente invulnerabilidade aos insignificantes esforços humanos de conspurcá-lo, soam tão falsas e tão vazias quanto a idéia de que o homem jamais voaria. O controle do homem não mais cessa na praia. Ele tem deixado sua marca no mar, e se trata duma marca feia.
Já foi alguma vez à praia? Caso tenha ido, sem dúvida tem gratas recordações dessa experiência: o brilho da luz do sol sobre a água; a rebentação tranqüilizadora e rítmica das ondas na praia; o nado revigorante; as brincadeiras nas ondas. Só em pensar nisso faz com que anseie a próxima vez, não faz? Mas talvez não exista uma próxima vez. E essa talvez seja a menor de nossas preocupações; o oceano faz mais do que agradar aos nossos sentidos.
Por exemplo, respire fundo. De acordo com The New Encyclopædia Britannica, você deve muito desse ar inalado aos oceanos. Como assim? Ela afirma que as águas deste planeta, especificamente as algas nelas contidas, fornecem cerca de 90 por cento do oxigênio que respiramos. Outros calculam que apenas os microscópicos fitoplânctons dos oceanos fornecem até um terço do oxigênio do planeta. Os oceanos também moderam a temperatura do globo, sustentam uma variedade incrivelmente rica de vida, e desempenham um papel crucial no clima global e nos ciclos da chuva. Em suma, os oceanos são uma chave para a vida neste planeta.
Dez mil frotas te singram em vão;
O homem marca a terra com a ruína — seu controle
Cessa na praia.
De Childe Harold’s Pilgrimage (Peregrinação de Childe Harold), de Lorde Byron.
OUVE época em que tais palavras eram mais do que apenas poéticas; elas eram verdadeiras. Mas isso não mais acontece. Atualmente, as palavras do poeta, que tão bem expressam a vastidão do oceano e sua aparente invulnerabilidade aos insignificantes esforços humanos de conspurcá-lo, soam tão falsas e tão vazias quanto a idéia de que o homem jamais voaria. O controle do homem não mais cessa na praia. Ele tem deixado sua marca no mar, e se trata duma marca feia.
Já foi alguma vez à praia? Caso tenha ido, sem dúvida tem gratas recordações dessa experiência: o brilho da luz do sol sobre a água; a rebentação tranqüilizadora e rítmica das ondas na praia; o nado revigorante; as brincadeiras nas ondas. Só em pensar nisso faz com que anseie a próxima vez, não faz? Mas talvez não exista uma próxima vez. E essa talvez seja a menor de nossas preocupações; o oceano faz mais do que agradar aos nossos sentidos.
Por exemplo, respire fundo. De acordo com The New Encyclopædia Britannica, você deve muito desse ar inalado aos oceanos. Como assim? Ela afirma que as águas deste planeta, especificamente as algas nelas contidas, fornecem cerca de 90 por cento do oxigênio que respiramos. Outros calculam que apenas os microscópicos fitoplânctons dos oceanos fornecem até um terço do oxigênio do planeta. Os oceanos também moderam a temperatura do globo, sustentam uma variedade incrivelmente rica de vida, e desempenham um papel crucial no clima global e nos ciclos da chuva. Em suma, os oceanos são uma chave para a vida neste planeta.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
ATÉ QUE TAMANHO PODEM CHEGAR?
Tubarão-branco
Polvo-gigante-do-pacífico
Tubarão-baleia
Lula-gigante*
Lula-colossal*
*tamanho estimado
Cachalote
Baleia-azul
pés 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0
metros 30 25 20 15 10 5 0
[Foto na página 15]
Tubarão-branco
Polvo-gigante-do-pacífico
Tubarão-baleia
Lula-gigante*
Lula-colossal*
*tamanho estimado
Cachalote
Baleia-azul
pés 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0
metros 30 25 20 15 10 5 0
[Foto na página 15]
Tubarão-branco
O gigante tímido
Outra grande criatura do mar é o polvo-gigante-do-pacífico, que pode pesar até 270 quilos. Antigamente, acreditava-se ser capaz de afundar navios. Mas esse polvo na realidade é tímido e se esconde em tocas nas pedras e em fendas no leito oceânico. A distância entre as extremidades de seus oito tentáculos pode chegar a 10 metros, e ele possui o maior cérebro dos invertebrados. De fato, os polvos são muito inteligentes e conseguem aprender a realizar tarefas complexas, como sair de um labirinto e girar a tampa de um pote para abri-lo!
Assim como a lula-gigante, o polvo-gigante-do-pacífico consegue se camuflar mudando de cor, usar propulsão a jato para se locomover na água e fugir do perigo por esguichar uma densa nuvem de tinta. Ele pode até sair da água por pouco tempo para procurar comida em terra seca!
Essas criaturas das profundezas realmente dão louvor ao nome de seu Criador, Deus. De modo apropriado, o salmista bíblico cantou: “Louvai a Jeová desde a terra, vós, monstros marinhos e todas as águas de profundeza.” — Salmo 148:7.
Assim como a lula-gigante, o polvo-gigante-do-pacífico consegue se camuflar mudando de cor, usar propulsão a jato para se locomover na água e fugir do perigo por esguichar uma densa nuvem de tinta. Ele pode até sair da água por pouco tempo para procurar comida em terra seca!
Essas criaturas das profundezas realmente dão louvor ao nome de seu Criador, Deus. De modo apropriado, o salmista bíblico cantou: “Louvai a Jeová desde a terra, vós, monstros marinhos e todas as águas de profundeza.” — Salmo 148:7.
O gigante tímido
Outra grande criatura do mar é o polvo-gigante-do-pacífico, que pode pesar até 270 quilos. Antigamente, acreditava-se ser capaz de afundar navios. Mas esse polvo na realidade é tímido e se esconde em tocas nas pedras e em fendas no leito oceânico. A distância entre as extremidades de seus oito tentáculos pode chegar a 10 metros, e ele possui o maior cérebro dos invertebrados. De fato, os polvos são muito inteligentes e conseguem aprender a realizar tarefas complexas, como sair de um labirinto e girar a tampa de um pote para abri-lo!
Assim como a lula-gigante, o polvo-gigante-do-pacífico consegue se camuflar mudando de cor, usar propulsão a jato para se locomover na água e fugir do perigo por esguichar uma densa nuvem de tinta. Ele pode até sair da água por pouco tempo para procurar comida em terra seca!
Essas criaturas das profundezas realmente dão louvor ao nome de seu Criador, Jeová. De modo apropriado, o salmista bíblico cantou: “Louvai a Jeová desde a terra, vós, monstros marinhos e todas as águas de profundeza.” — Salmo 148:7.
Assim como a lula-gigante, o polvo-gigante-do-pacífico consegue se camuflar mudando de cor, usar propulsão a jato para se locomover na água e fugir do perigo por esguichar uma densa nuvem de tinta. Ele pode até sair da água por pouco tempo para procurar comida em terra seca!
Essas criaturas das profundezas realmente dão louvor ao nome de seu Criador, Jeová. De modo apropriado, o salmista bíblico cantou: “Louvai a Jeová desde a terra, vós, monstros marinhos e todas as águas de profundeza.” — Salmo 148:7.
O feroz e o dócil
Com seus impressionantes 3 mil dentes, o tubarão-branco talvez seja o mais assustador dos peixes carnívoros. O maior tubarão-branco de que se tem registro tinha 7 metros de comprimento e pesava cerca de 3.200 quilos. O olfato desse tubarão é extraordinário — consegue detectar uma gota de sangue diluída em 25 litros de água.
O tubarão-baleia é a maior espécie de peixe ainda viva, tendo em média 7,5 metros de comprimento. Mas alguns podem ter quase o dobro desse tamanho. Sua boca pode ter até 1,4 metro de largura, podendo engolir um homem com facilidade. Mas, longe de ser um feroz predador de outras grandes criaturas marinhas, esse dócil gigante se alimenta do minúsculo plâncton e de peixes pequenos.
“A anatomia digestiva incomum do tubarão-baleia”, comenta a revista National Geographic, “torna provável as histórias sobre Jonas”, referindo-se ao relato bíblico sobre o profeta Jonas ter sido engolido por um grande peixe. Os tubarões-baleia têm “uma maneira inofensiva de se livrar de objetos grandes engolidos sem querer e que são difíceis de digerir”. — Jonas 1:17; 2:10.
O tubarão-baleia é a maior espécie de peixe ainda viva, tendo em média 7,5 metros de comprimento. Mas alguns podem ter quase o dobro desse tamanho. Sua boca pode ter até 1,4 metro de largura, podendo engolir um homem com facilidade. Mas, longe de ser um feroz predador de outras grandes criaturas marinhas, esse dócil gigante se alimenta do minúsculo plâncton e de peixes pequenos.
“A anatomia digestiva incomum do tubarão-baleia”, comenta a revista National Geographic, “torna provável as histórias sobre Jonas”, referindo-se ao relato bíblico sobre o profeta Jonas ter sido engolido por um grande peixe. Os tubarões-baleia têm “uma maneira inofensiva de se livrar de objetos grandes engolidos sem querer e que são difíceis de digerir”. — Jonas 1:17; 2:10.
Baleias gigantes
No entanto, a lula-colossal e a lula-gigante são apenas uma refeição para um animal ainda maior: o cachalote, que pode chegar a medir 20 metros de comprimento e pesar 50 toneladas. Um só dente pesa quase 1 quilo. Cachalotes que foram encontrados mortos tinham partes de lulas-gigantes no estômago. A cabeça gigante e quase quadrada dessas baleias mortas tinha marcas circulares causadas pelas ventosas de lulas, indícios de um combate mortal. Em 1965, a tripulação de um navio-baleeiro soviético alegou ter visto uma luta entre uma lula-gigante e um cachalote de 40 toneladas. Nenhum dos dois sobreviveu. A baleia estrangulada foi encontrada flutuando no mar com a cabeça da lula no estômago.
A lula-gigante e o cachalote realmente são enormes, mas a baleia-azul, o maior mamífero, os ultrapassa em tamanho. Apanhada na Antártida, a maior baleia-azul de que se tem registro era uma fêmea adulta de 33 metros. A baleia-azul pode pesar até 150 toneladas. Só o peso de sua língua é igual ao peso de um elefante adulto! E imagine só — seu filhote já nasce com 3 toneladas e 7 a 8 metros de comprimento! Alvo de baleeiros, a baleia-azul se tornou praticamente extinta nos anos 60 e hoje ainda corre grande perigo de extinção.
A lula-gigante e o cachalote realmente são enormes, mas a baleia-azul, o maior mamífero, os ultrapassa em tamanho. Apanhada na Antártida, a maior baleia-azul de que se tem registro era uma fêmea adulta de 33 metros. A baleia-azul pode pesar até 150 toneladas. Só o peso de sua língua é igual ao peso de um elefante adulto! E imagine só — seu filhote já nasce com 3 toneladas e 7 a 8 metros de comprimento! Alvo de baleeiros, a baleia-azul se tornou praticamente extinta nos anos 60 e hoje ainda corre grande perigo de extinção.
Os grandes monstros das profundezas do mar
Um monstro gigante sai de repente do mar, agarra um barco e arrasta os marinheiros para morrerem no fundo do mar. Essa situação inspira o enredo de muitas lendas que são contadas através das eras. Mas será que existem mesmo monstros desse tamanho?
EM 2007, pescadores apanharam por acaso uma lula-colossal no mar de Ross, na Antártida. Ela tinha uns 10 metros de comprimento, incluindo seus tentáculos, e pesava quase 500 quilos. Os cientistas acreditam que essa espécie de lula pode crescer ainda mais.
Um monstro marinho similar conhecido como lula-gigante tem o corpo no formato de um torpedo, olhos que podem chegar ao tamanho de uma cabeça humana, oito braços com fileiras de ventosas, dois longos tentáculos que levam comida à boca e um bico parecido ao de um papagaio que é forte o bastante para cortar um cabo de aço. Graças ao seu poder de propulsão, consegue movimentar-se na água a 30 quilômetros por hora — e pode até saltar para fora da água.
De acordo com registros, essas criaturas gigantes foram vistas menos de 50 vezes no último século e nunca foram estudadas em seu ambiente selvagem.
EM 2007, pescadores apanharam por acaso uma lula-colossal no mar de Ross, na Antártida. Ela tinha uns 10 metros de comprimento, incluindo seus tentáculos, e pesava quase 500 quilos. Os cientistas acreditam que essa espécie de lula pode crescer ainda mais.
Um monstro marinho similar conhecido como lula-gigante tem o corpo no formato de um torpedo, olhos que podem chegar ao tamanho de uma cabeça humana, oito braços com fileiras de ventosas, dois longos tentáculos que levam comida à boca e um bico parecido ao de um papagaio que é forte o bastante para cortar um cabo de aço. Graças ao seu poder de propulsão, consegue movimentar-se na água a 30 quilômetros por hora — e pode até saltar para fora da água.
De acordo com registros, essas criaturas gigantes foram vistas menos de 50 vezes no último século e nunca foram estudadas em seu ambiente selvagem.
O econômico peixe-cofre
Para produzir um carro robusto, mais econômico e que não agrida a natureza, os engenheiros buscaram inspiração num lugar pouco provável — o mar! O peixe-cofre, encontrado perto dos recifes de corais de águas tropicais, é um excelente modelo para um veículo de estrutura leve e de aerodinâmica impressionante.
Analise o seguinte: O peixe-cofre consegue nadar rápido, cobrindo uma distância de até seis vezes o comprimento de seu corpo por segundo. Mas sua velocidade é mais do que uma questão de força. Contrariando as expectativas, seu formato cúbico na verdade melhora suas qualidades aerodinâmicas. De fato, os engenheiros que construíram uma réplica do peixe-cofre e a testaram num túnel de vento constataram que seu deslocamento no ar é mais eficiente que o de carros compactos.
O peixe-cofre tem um revestimento ósseo externo que lhe dá força máxima com mínimo peso. Pequenos redemoinhos se formam em volta dele, dando-lhe estabilidade em águas turbulentas. Por isso, o peixe-cofre tem espantosa mobilidade e proteção contra lesões.
Os engenheiros acreditam que o segredo para a produção de um veículo mais seguro, mais econômico e ainda assim leve está no peixe-cofre. “Para ser honesto”, diz o Dr. Thomas Weber, chefe de pesquisa e desenvolvimento, “a última coisa que esperávamos é que esse peixe de aparência desajeitada se tornasse nosso modelo para projetar um carro aerodinâmico e econômico”.
O que você acha? O econômico peixe-cofre surgiu por acaso? Ou teve um projeto?
Analise o seguinte: O peixe-cofre consegue nadar rápido, cobrindo uma distância de até seis vezes o comprimento de seu corpo por segundo. Mas sua velocidade é mais do que uma questão de força. Contrariando as expectativas, seu formato cúbico na verdade melhora suas qualidades aerodinâmicas. De fato, os engenheiros que construíram uma réplica do peixe-cofre e a testaram num túnel de vento constataram que seu deslocamento no ar é mais eficiente que o de carros compactos.
O peixe-cofre tem um revestimento ósseo externo que lhe dá força máxima com mínimo peso. Pequenos redemoinhos se formam em volta dele, dando-lhe estabilidade em águas turbulentas. Por isso, o peixe-cofre tem espantosa mobilidade e proteção contra lesões.
Os engenheiros acreditam que o segredo para a produção de um veículo mais seguro, mais econômico e ainda assim leve está no peixe-cofre. “Para ser honesto”, diz o Dr. Thomas Weber, chefe de pesquisa e desenvolvimento, “a última coisa que esperávamos é que esse peixe de aparência desajeitada se tornasse nosso modelo para projetar um carro aerodinâmico e econômico”.
O que você acha? O econômico peixe-cofre surgiu por acaso? Ou teve um projeto?
domingo, 20 de junho de 2010
Coexistência
Os tubarões vasculham o mar à procura dos doentes, dos moribundos, dos decrépitos e das carcaças. Uma população de tubarões saudáveis, em outras palavras, significa oceanos saudáveis e limpos.
A Comissão de Sobrevivência das Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza, ciente da ameaça à sobrevivência dos tubarões, formou o Grupo Especializado em Tubarões para estudar toda a questão envolvendo esses peixes. Estudar o tubarão-branco não é nada fácil — ele não se reproduz em grande quantidade e não sobrevive no cativeiro. Portanto, deve-se estudá-lo no seu habitat.
A atitude dos humanos para com os tubarões vai mudando à medida que vamos conhecendo e compreendendo melhor essas criaturas fascinantes. Mas o tubarão-branco continua o mesmo. Ele não é um monstro, mas não deixa de ser um animal perigoso e deve ser tratado com cautela e com respeito — muito respeito!
A Comissão de Sobrevivência das Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza, ciente da ameaça à sobrevivência dos tubarões, formou o Grupo Especializado em Tubarões para estudar toda a questão envolvendo esses peixes. Estudar o tubarão-branco não é nada fácil — ele não se reproduz em grande quantidade e não sobrevive no cativeiro. Portanto, deve-se estudá-lo no seu habitat.
A atitude dos humanos para com os tubarões vai mudando à medida que vamos conhecendo e compreendendo melhor essas criaturas fascinantes. Mas o tubarão-branco continua o mesmo. Ele não é um monstro, mas não deixa de ser um animal perigoso e deve ser tratado com cautela e com respeito — muito respeito!
O tubarão-branco, a presa
A imagem que as pessoas fazem do tubarão tem muito a ver com o livro Jaws (Tubarão), que inspirou o filme de tanto sucesso. Da noite para o dia, o tubarão-branco se tornou a encarnação do mal e “caçadores de troféus se puseram a correr para ver quem seria o primeiro a exibir a cabeça ou a mandíbula do predador de humanos em cima da lareira”, diz o livro Great White Shark. Com o tempo dava para arrebatar até 1.000 dólares (na Austrália) por um dente de tubarão-branco e mais de 20.000 dólares por uma mandíbula.
Mas a grande maioria dos tubarões-brancos morrem fisgados nas redes de pesca comerciais. Além disso, milhões de outros tubarões são pescados a cada ano para satisfazer a crescente demanda de produtos do tubarão, especialmente as barbatanas. Em anos recentes, com a queda na pesca de tubarões, há uma grande preocupação no mundo todo especialmente com o tubarão-branco.
Mas a grande maioria dos tubarões-brancos morrem fisgados nas redes de pesca comerciais. Além disso, milhões de outros tubarões são pescados a cada ano para satisfazer a crescente demanda de produtos do tubarão, especialmente as barbatanas. Em anos recentes, com a queda na pesca de tubarões, há uma grande preocupação no mundo todo especialmente com o tubarão-branco.
Morde—solta
O tubarão-branco costuma abocanhar a presa, soltá-la e depois esperar que ela morra para comê-la. Esse hábito dá a chance de salvar a vítima, no caso de um humano. E isso já aconteceu, graças a companheiros corajosos, mostrando assim como é bom seguir o conselho de nunca nadar sozinho.
Mas tentar salvar a vítima seria quase um suicídio se não fosse por outro hábito do tubarão-branco. O cheiro de sangue não o deixa voraz como no caso de outros tubarões. E por que será que o tubarão-branco usa essa tática morde—solta?
É por causa dos olhos, especula um cientista. O tubarão-branco, diferentemente dos outros tubarões, não possui membranas que cobrem o olho para protegê-lo, mas gira os olhos para trás logo antes de atacar. No momento do impacto, o olho fica exposto a um possível golpe das nadadeiras de uma foca. É por isso que é hábito do tubarão-branco desferir um rápido golpe mortal e depois soltar.
É bom ter em mente também que o tubarão-branco se comporta como bebê — tudo é levado à boca para uma avaliação inicial. “O triste é que a mordida inicial de um grande-tubarão-branco pode ter conseqüências trágicas”, explica John West, biólogo marinho em Sydney, Austrália.
O tubarão-branco é um animal perigoso, mas não é nenhum monstro esfomeado louco por carne humana. Um mergulhador à procura de conchas orelhas-do-mar, nas 6.000 horas que passou debaixo da água, só viu dois tubarões-brancos e nenhum deles o atacou. Muito pelo contrário, a tendência deles é fugir dos humanos.
O explorador dos oceanos, Jacques Yves Cousteau, e um companheiro, ao mergulharem nas águas costeiras das ilhas do Cabo Verde de repente se confrontaram com um imenso tubarão-branco. “A reação [dele] foi a menos previsível”, escreveu Cousteau. “Apavorado, o monstro soltou uma nuvem de excremento e sumiu em uma velocidade incrível.” A conclusão dele: “Analisando as experiências que tivemos com o tubarão-branco, fico perplexo com a disparidade que existe entre o que o público imagina sobre essa criatura e o que vimos a seu respeito.”
Mas tentar salvar a vítima seria quase um suicídio se não fosse por outro hábito do tubarão-branco. O cheiro de sangue não o deixa voraz como no caso de outros tubarões. E por que será que o tubarão-branco usa essa tática morde—solta?
É por causa dos olhos, especula um cientista. O tubarão-branco, diferentemente dos outros tubarões, não possui membranas que cobrem o olho para protegê-lo, mas gira os olhos para trás logo antes de atacar. No momento do impacto, o olho fica exposto a um possível golpe das nadadeiras de uma foca. É por isso que é hábito do tubarão-branco desferir um rápido golpe mortal e depois soltar.
É bom ter em mente também que o tubarão-branco se comporta como bebê — tudo é levado à boca para uma avaliação inicial. “O triste é que a mordida inicial de um grande-tubarão-branco pode ter conseqüências trágicas”, explica John West, biólogo marinho em Sydney, Austrália.
O tubarão-branco é um animal perigoso, mas não é nenhum monstro esfomeado louco por carne humana. Um mergulhador à procura de conchas orelhas-do-mar, nas 6.000 horas que passou debaixo da água, só viu dois tubarões-brancos e nenhum deles o atacou. Muito pelo contrário, a tendência deles é fugir dos humanos.
O explorador dos oceanos, Jacques Yves Cousteau, e um companheiro, ao mergulharem nas águas costeiras das ilhas do Cabo Verde de repente se confrontaram com um imenso tubarão-branco. “A reação [dele] foi a menos previsível”, escreveu Cousteau. “Apavorado, o monstro soltou uma nuvem de excremento e sumiu em uma velocidade incrível.” A conclusão dele: “Analisando as experiências que tivemos com o tubarão-branco, fico perplexo com a disparidade que existe entre o que o público imagina sobre essa criatura e o que vimos a seu respeito.”
Predador de humanos?
Há 368 espécies conhecidas de tubarão, mas apenas 20 são perigosas. E entre essas só quatro são responsáveis pela maioria dos 100 ataques contra humanos registrados a cada ano no mundo todo, dos quais 30 são fatais. Essas quatro espécies são o cabeça-chata, o que talvez já fez mais vítimas, o tubarão-tigre, o galha-branca oceânico e o tubarão-branco.
Por incrível que pareça, cerca de 55% — e em alguns lugares do mundo, cerca de 80% — dos que foram atacados por tubarões-brancos sobreviveram. Como tantos conseguiram escapar desse predador tão temido?
Por incrível que pareça, cerca de 55% — e em alguns lugares do mundo, cerca de 80% — dos que foram atacados por tubarões-brancos sobreviveram. Como tantos conseguiram escapar desse predador tão temido?
A força reside no sangue quente
O sistema circulatório da família Lamnidae de tubarões, que inclui o mako, o cação e o tubarão-branco é muito diferente do que o da maioria dos outros tubarões. A temperatura do sangue deles é de 3 a 5 graus Celsius acima da temperatura da água. Seu sangue mais quente acelera a digestão e aumenta a força e a resistência. O mako, que se alimenta de peixes rápidos do oceano, como o atum, chega a atingir uma velocidade de 100 quilômetros por hora, em arrancadas curtas.
Ao nadar, os tubarões ganham impulso por meio das duas barbatanas peitorais. Se nadarem muito devagar, eles afundam como uma aeronave e isto apesar da flutuação causada pelo óleo armazenado num fígado tão grande que chega a um quarto do peso total do tubarão. Por outro lado, para poder respirar, muitas espécies de tubarão não podem parar de nadar, visto que deste modo a água rica em oxigênio entra pela boca e pelas guelras. Isso explica o porquê do sorriso cruel do tubarão.
Ao nadar, os tubarões ganham impulso por meio das duas barbatanas peitorais. Se nadarem muito devagar, eles afundam como uma aeronave e isto apesar da flutuação causada pelo óleo armazenado num fígado tão grande que chega a um quarto do peso total do tubarão. Por outro lado, para poder respirar, muitas espécies de tubarão não podem parar de nadar, visto que deste modo a água rica em oxigênio entra pela boca e pelas guelras. Isso explica o porquê do sorriso cruel do tubarão.
Descrição
O nome é grande-tubarão-branco, mas na realidade só a parte de baixo do corpo é branca ou clara. O dorso é geralmente cinza-escuro. As duas cores se encontram nas laterais do peixe formando uma linha irregular que varia de tubarão a tubarão. Essa particularidade favorece a camuflagem, mas também ajuda os cientistas a identificar tubarões específicos.
Qual o tamanho de um tubarão-branco adulto? “O comprimento dos maiores tubarões-brancos medidos corretamente é de 5,80 metros a 6,40 metros”, diz o livro Great White Shark (Grande-Tubarão-Branco). Um peixe desse tamanho pode pesar mais de duas toneladas. Mas, graças às barbatanas triangulares encurvadas para trás, junto com o tronco semelhante a um torpedo, esses monstros deslizam na água como mísseis. A cauda quase simétrica, projetada para aumentar a força, é outra raridade no mundo dos tubarões, visto que a maioria das outras espécies de tubarão tem cauda bem assimétrica.
O que mais distingue o tubarão-branco e o que mais apavora é a enorme cabeça cônica, os olhos pretos e frios e a boca com fileiras sucessivas de dentes afiados, serrilhados e triangulares. À medida que essas “facas” de dois gumes trincam ou caem, uma ‘correia dental’ empurra dentes da fileira de trás para substituir os da frente.
Qual o tamanho de um tubarão-branco adulto? “O comprimento dos maiores tubarões-brancos medidos corretamente é de 5,80 metros a 6,40 metros”, diz o livro Great White Shark (Grande-Tubarão-Branco). Um peixe desse tamanho pode pesar mais de duas toneladas. Mas, graças às barbatanas triangulares encurvadas para trás, junto com o tronco semelhante a um torpedo, esses monstros deslizam na água como mísseis. A cauda quase simétrica, projetada para aumentar a força, é outra raridade no mundo dos tubarões, visto que a maioria das outras espécies de tubarão tem cauda bem assimétrica.
O que mais distingue o tubarão-branco e o que mais apavora é a enorme cabeça cônica, os olhos pretos e frios e a boca com fileiras sucessivas de dentes afiados, serrilhados e triangulares. À medida que essas “facas” de dois gumes trincam ou caem, uma ‘correia dental’ empurra dentes da fileira de trás para substituir os da frente.
O grande-tubarão-branco ameaçado
O maior peixe carnívoro do mundo, o grande-tubarão-branco, é talvez o animal mais temido pelo homem. Apesar disso, atualmente é uma espécie protegida em todas ou em algumas das águas costeiras da África do Sul, da Austrália, do Brasil, dos Estados Unidos, da Namíbia e também no mar Mediterrâneo. Outros países e estados também têm planos para protegê-lo. Mas por que proteger um assassino? A questão, como veremos, não é tão simples assim e a imagem que se faz do tubarão-branco nem sempre se baseia em fatos.
O GRANDE-TUBARÃO-BRANCO, a orca e o cachalote estão no topo da cadeia alimentar marinha. Na família dos tubarões, ele é o rei, o supertubarão. Ele come de tudo — peixes, golfinhos e até tubarões, mas à medida que fica mais velho, maior e mais lento, ele passa a preferir focas, pingüins e carniça — especialmente baleias mortas.
A maioria dos tubarões, quando quer localizar alimento, usa todos os sentidos: a excelente visão, o olfato apurado e a audição aguçada, quase nada escapando aos seus ouvidos.
Células sensoras nas laterais do corpo ajudam a audição. Nada escapa a esse sistema de escuta especialmente sintonizado para captar vibrações violentas — como um peixe se debatendo na ponta de um arpão. Por esta razão, os mergulhadores que pescam com arpão fazem bem em tirar imediatamente da água peixes que se debatem ou que sangram.
Os tubarões também têm um sexto sentido. Graças às ampolas de Lorenzini, minúsculos dutos distribuídos em volta do nariz, eles detectam de longe campos elétricos gerados pelas batidas do coração, pelo movimento das guelras, ou dos músculos de presas potenciais. Esse sexto sentido é tão aguçado que torna os tubarões sensíveis à interação do campo magnético da Terra com o oceano. Assim, eles têm um senso de direção sabendo onde fica o norte e onde fica o sul.
O GRANDE-TUBARÃO-BRANCO, a orca e o cachalote estão no topo da cadeia alimentar marinha. Na família dos tubarões, ele é o rei, o supertubarão. Ele come de tudo — peixes, golfinhos e até tubarões, mas à medida que fica mais velho, maior e mais lento, ele passa a preferir focas, pingüins e carniça — especialmente baleias mortas.
A maioria dos tubarões, quando quer localizar alimento, usa todos os sentidos: a excelente visão, o olfato apurado e a audição aguçada, quase nada escapando aos seus ouvidos.
Células sensoras nas laterais do corpo ajudam a audição. Nada escapa a esse sistema de escuta especialmente sintonizado para captar vibrações violentas — como um peixe se debatendo na ponta de um arpão. Por esta razão, os mergulhadores que pescam com arpão fazem bem em tirar imediatamente da água peixes que se debatem ou que sangram.
Os tubarões também têm um sexto sentido. Graças às ampolas de Lorenzini, minúsculos dutos distribuídos em volta do nariz, eles detectam de longe campos elétricos gerados pelas batidas do coração, pelo movimento das guelras, ou dos músculos de presas potenciais. Esse sexto sentido é tão aguçado que torna os tubarões sensíveis à interação do campo magnético da Terra com o oceano. Assim, eles têm um senso de direção sabendo onde fica o norte e onde fica o sul.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A difícil situação do tubarão
DO REDATOR DE DESPERTAI! NO MÉXICO
POUCOS animais são tão amedrontadores como o tubarão. Calcula-se que no mundo inteiro haja em média, todo ano, 75 ataques não provocados de tubarão contra humanos, dos quais cerca de 10 são fatais. Esses ataques amplamente divulgados, junto com a imagem negativa transmitida pelos filmes, retratam o tubarão como um predador de humanos. É claro que se deve tomar cuidado com os tubarões. Mas, encarando o assunto na perspectiva certa, muito mais mortes são causadas por ferroadas de abelha e por crocodilos do que por ataques de tubarão.
Na realidade, é o tubarão que está sofrendo ataques da parte dos humanos. “Todo ano cem milhões de tubarões são capturados — um número tão grande que, se os colocássemos um atrás do outro, seria possível dar cinco voltas no globo”, relata um pesquisador da organização Argus Mariner Consulting Scientists na revista Premier. Além dessa pesca predatória, outros fatores responsáveis pelo declínio rápido da população de tubarões incluem seu índice de natalidade naturalmente baixo, o tempo prolongado que leva para se tornarem adultos, os longos períodos de gestação e a poluição de seus locais de reprodução. Uma vez reduzida demais, levaria anos para a população de tubarões voltar ao normal.
A maioria dos tubarões são capturados por causa de suas barbatanas. Elas são muito valorizadas por alguns asiáticos que lhes atribuem propriedades medicinais e afrodisíacas. A sopa de barbatana de tubarão é uma iguaria cara que pode custar até 150 dólares a tigela! Para suprir o lucrativo mercado asiático, tem sido empregado o método cruel e desperdiçador de cortar as barbatanas de um tubarão vivo e depois soltá-lo no mar para morrer de fome ou afogado.
POUCOS animais são tão amedrontadores como o tubarão. Calcula-se que no mundo inteiro haja em média, todo ano, 75 ataques não provocados de tubarão contra humanos, dos quais cerca de 10 são fatais. Esses ataques amplamente divulgados, junto com a imagem negativa transmitida pelos filmes, retratam o tubarão como um predador de humanos. É claro que se deve tomar cuidado com os tubarões. Mas, encarando o assunto na perspectiva certa, muito mais mortes são causadas por ferroadas de abelha e por crocodilos do que por ataques de tubarão.
Na realidade, é o tubarão que está sofrendo ataques da parte dos humanos. “Todo ano cem milhões de tubarões são capturados — um número tão grande que, se os colocássemos um atrás do outro, seria possível dar cinco voltas no globo”, relata um pesquisador da organização Argus Mariner Consulting Scientists na revista Premier. Além dessa pesca predatória, outros fatores responsáveis pelo declínio rápido da população de tubarões incluem seu índice de natalidade naturalmente baixo, o tempo prolongado que leva para se tornarem adultos, os longos períodos de gestação e a poluição de seus locais de reprodução. Uma vez reduzida demais, levaria anos para a população de tubarões voltar ao normal.
A maioria dos tubarões são capturados por causa de suas barbatanas. Elas são muito valorizadas por alguns asiáticos que lhes atribuem propriedades medicinais e afrodisíacas. A sopa de barbatana de tubarão é uma iguaria cara que pode custar até 150 dólares a tigela! Para suprir o lucrativo mercado asiático, tem sido empregado o método cruel e desperdiçador de cortar as barbatanas de um tubarão vivo e depois soltá-lo no mar para morrer de fome ou afogado.
As principais atrações da baía dos Tubarões
As principais atrações da baía dos Tubarões são os golfinhos-nariz-de-garrafa de Monkey Mia, uma praia na extremidade da península de Denham. Monkey Mia é um dos poucos lugares no mundo onde golfinhos não-domesticados aproximam-se da praia para interagir com humanos. Ninguém sabe ao certo quando essa interação começou.
Alguns dizem que nos anos 50, golfinhos costumavam encurralar peixes na parte rasa da praia — prática que ainda ocorre hoje. Pode ser que algumas pessoas tenham aproveitado essa situação para alimentar os golfinhos e fazer amizade com eles. Em 1964, em Monkey Mia, uma pescadora local jogou um peixe para um golfinho solitário que brincava ao redor do seu barco. Na noite seguinte, o golfinho, que as pessoas passaram a chamar de Charlie, voltou e apanhou um peixe da mão dela. Logo os amigos de Charlie se juntaram a ele.
Desde então, três gerações de golfinhos têm encantado milhões de visitantes, bem como biólogos de vários países. Mais de cem biólogos estudaram esses animais, fazendo desses os golfinhos mais pesquisados do mundo.
Atualmente, na maioria das manhãs, golfinhos visitam a praia de Monkey Mia, em geral com seus filhotes. Multidões de visitantes ansiosos aguardam a chegada deles, mas apenas poucos conseguem alimentá-los. Por quê? Porque os responsáveis pelo local querem ter certeza de que os animais não fiquem dependentes dos humanos para se alimentar. No entanto, todos os espectadores conseguem ver como isso é feito. Uma mulher exclamou: “Como seria maravilhoso se pudéssemos desfrutar dessa proximidade com todas as criaturas da Terra!”
A Bíblia mostra que esse tipo de desejo reflete o propósito original de Deus de que todos os animais estivessem sujeitos aos humanos de modo pacífico. (Gênesis 1:28) Se você gosta de animais, ficará feliz em saber que o cumprimento do propósito de Deus, embora temporariamente interrompido pelo pecado, será realizado de forma plena quando o Reino de Deus, um governo celestial às mãos de Jesus Cristo, governar a Terra. — Mateus 6:9, 10; Revelação (Apocalipse) 11:15.
Sob o Reino de Deus, a Terra inteira será um santuário de beleza natural cheio de vida. Em breve, lugares como a baía dos Tubarões terão ainda mais a oferecer a seus visitantes. — Salmo 145:16; Isaías 11:6-9.
Alguns dizem que nos anos 50, golfinhos costumavam encurralar peixes na parte rasa da praia — prática que ainda ocorre hoje. Pode ser que algumas pessoas tenham aproveitado essa situação para alimentar os golfinhos e fazer amizade com eles. Em 1964, em Monkey Mia, uma pescadora local jogou um peixe para um golfinho solitário que brincava ao redor do seu barco. Na noite seguinte, o golfinho, que as pessoas passaram a chamar de Charlie, voltou e apanhou um peixe da mão dela. Logo os amigos de Charlie se juntaram a ele.
Desde então, três gerações de golfinhos têm encantado milhões de visitantes, bem como biólogos de vários países. Mais de cem biólogos estudaram esses animais, fazendo desses os golfinhos mais pesquisados do mundo.
Atualmente, na maioria das manhãs, golfinhos visitam a praia de Monkey Mia, em geral com seus filhotes. Multidões de visitantes ansiosos aguardam a chegada deles, mas apenas poucos conseguem alimentá-los. Por quê? Porque os responsáveis pelo local querem ter certeza de que os animais não fiquem dependentes dos humanos para se alimentar. No entanto, todos os espectadores conseguem ver como isso é feito. Uma mulher exclamou: “Como seria maravilhoso se pudéssemos desfrutar dessa proximidade com todas as criaturas da Terra!”
A Bíblia mostra que esse tipo de desejo reflete o propósito original de Deus de que todos os animais estivessem sujeitos aos humanos de modo pacífico. (Gênesis 1:28) Se você gosta de animais, ficará feliz em saber que o cumprimento do propósito de Deus, embora temporariamente interrompido pelo pecado, será realizado de forma plena quando o Reino de Deus, um governo celestial às mãos de Jesus Cristo, governar a Terra. — Mateus 6:9, 10; Revelação (Apocalipse) 11:15.
Sob o Reino de Deus, a Terra inteira será um santuário de beleza natural cheio de vida. Em breve, lugares como a baía dos Tubarões terão ainda mais a oferecer a seus visitantes. — Salmo 145:16; Isaías 11:6-9.
São rochas mesmo?
Em contraste com outras partes da baía dos Tubarões, Hamelin Pool, situada na extremidade sul da baía, parece deserta e sem vida. Por causa do elevado índice de evaporação, suas águas rasas e mornas são duas vezes mais salgadas que as do oceano. Na beira da água há algo semelhante a pedras cinzentas. No entanto, um exame mais cuidadoso revela que essas “pedras” na realidade são estromatólitos — produto de colônias de microorganismos unicelulares chamados cianobactérias, ou algas azuis. Cada metro quadrado é ocupado por cerca de três bilhões deles!
Esses resistentes microorganismos secretam um muco pegajoso que, misturado com partículas e sedimentos existentes na água do mar, produz um tipo de cimento que é acrescentado camada por camada ao seu lar com aparência de pedra. O processo é extraordinariamente lento. Na verdade, quando um estromatólito chega a uma altura de 30 centímetros, ele já deve ter cerca de mil anos!
Hamelin Pool tem a maior quantidade e diversidade de estromatólitos marinhos do mundo. Além disso, é um dos últimos refúgios ecológicos de estromatólitos do planeta.
Esses resistentes microorganismos secretam um muco pegajoso que, misturado com partículas e sedimentos existentes na água do mar, produz um tipo de cimento que é acrescentado camada por camada ao seu lar com aparência de pedra. O processo é extraordinariamente lento. Na verdade, quando um estromatólito chega a uma altura de 30 centímetros, ele já deve ter cerca de mil anos!
Hamelin Pool tem a maior quantidade e diversidade de estromatólitos marinhos do mundo. Além disso, é um dos últimos refúgios ecológicos de estromatólitos do planeta.
Prados cheios de vida
Se tivesse olhado debaixo da água, Pelsaert teria encontrado seus prados verdejantes. Isso porque a baía dos Tubarões possui a maior e mais diversificada floresta de plantas marinhas do mundo, com mais de 4 mil quilômetros quadrados. Só o banco de plantas marinhas de Wooramel se estende por 130 quilômetros ao longo do braço oriental da baía dos Tubarões.
Essas plantas, que são floríferas, sustentam uma enorme variedade de vida marinha. Camarões, pequenos peixes e incontáveis outras criaturas do mar habitam esse santuário repleto de plantas. Os prados de plantas marinhas também fornecem bastante alimento a cerca de 10 mil dugongos, ou vacas-marinhas. Esses dóceis e curiosos mamíferos, que podem pesar até 400 quilos, alimentam-se tranqüilamente do pasto marinho, às vezes em rebanhos com mais de cem deles. O norte da Austrália, desde a baía dos Tubarões no oeste até à baía de Moreton no leste, talvez abrigue a maioria dos dugongos do mundo.
Como o próprio nome indica, há muitos tubarões de mais de 12 espécies nessa baía. Entre eles está o temido tubarão-tigre e o gigantesco, mas inofensivo, tubarão-baleia, o maior peixe do mundo. Os tubarões dividem essas águas com os golfinhos, contrariando o mito de que onde há golfinhos não há tubarões. Na verdade, pesquisadores descobriram que cerca de 70% dos golfinhos da região têm cicatrizes de ataques de tubarões. A diversificada vida animal da baía também inclui milhares de baleias jubarte (ou corcunda), que param aqui para descansar durante sua migração anual para o sul. Um número similarmente grande de tartarugas chega todos os anos para desovar nas praias.
Essas plantas, que são floríferas, sustentam uma enorme variedade de vida marinha. Camarões, pequenos peixes e incontáveis outras criaturas do mar habitam esse santuário repleto de plantas. Os prados de plantas marinhas também fornecem bastante alimento a cerca de 10 mil dugongos, ou vacas-marinhas. Esses dóceis e curiosos mamíferos, que podem pesar até 400 quilos, alimentam-se tranqüilamente do pasto marinho, às vezes em rebanhos com mais de cem deles. O norte da Austrália, desde a baía dos Tubarões no oeste até à baía de Moreton no leste, talvez abrigue a maioria dos dugongos do mundo.
Como o próprio nome indica, há muitos tubarões de mais de 12 espécies nessa baía. Entre eles está o temido tubarão-tigre e o gigantesco, mas inofensivo, tubarão-baleia, o maior peixe do mundo. Os tubarões dividem essas águas com os golfinhos, contrariando o mito de que onde há golfinhos não há tubarões. Na verdade, pesquisadores descobriram que cerca de 70% dos golfinhos da região têm cicatrizes de ataques de tubarões. A diversificada vida animal da baía também inclui milhares de baleias jubarte (ou corcunda), que param aqui para descansar durante sua migração anual para o sul. Um número similarmente grande de tartarugas chega todos os anos para desovar nas praias.
Baía dos Tubarões — um paraíso marinho
DO REDATOR DE DESPERTAI! NA AUSTRÁLIA
A BAÍA DOS TUBARÕES é uma extensa enseada de águas rasas localizada no extremo oeste da Austrália, a uns 650 quilômetros ao norte da cidade de Perth. Em 1629, o explorador holandês Francois Pelsaert rotulou esse lugar deserto de “região vazia e amaldiçoada, desprovida de vegetação”. Mais tarde, alguns visitantes descreveram o que acharam da região usando nomes como Lugar sem Esperança, Baía Inútil e Arco da Decepção.
Hoje, porém, mais de 120 mil pessoas visitam a baía dos Tubarões anualmente. Essa região remota possui atrações tão extraordinárias que, em 1991, foi acrescentada à Lista do Patrimônio Mundial.
A BAÍA DOS TUBARÕES é uma extensa enseada de águas rasas localizada no extremo oeste da Austrália, a uns 650 quilômetros ao norte da cidade de Perth. Em 1629, o explorador holandês Francois Pelsaert rotulou esse lugar deserto de “região vazia e amaldiçoada, desprovida de vegetação”. Mais tarde, alguns visitantes descreveram o que acharam da região usando nomes como Lugar sem Esperança, Baía Inútil e Arco da Decepção.
Hoje, porém, mais de 120 mil pessoas visitam a baía dos Tubarões anualmente. Essa região remota possui atrações tão extraordinárias que, em 1991, foi acrescentada à Lista do Patrimônio Mundial.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Pingüins-anões, desafios gigantes
Como ocorre com outras criaturas que habitam o globo, os pingüins-anões enfrentam diversos desafios, muitos deles relacionados ao homem. As ameaças à sua sobrevivência incluem derramamentos de petróleo, diminuição do habitat devido à atividade humana e predadores (como raposas e animais de estimação) introduzidos em seu ambiente natural.
Fazem-se esforços louváveis para resolver essas questões. Em anos recentes, a população dos pingüins-anões na reserva ecológica da ilha Phillip tem-se estabilizado. “Estamos vencendo a batalha . . . mas devagar”, reflete o professor Cullen. “O maior desafio agora é garantir sua reserva alimentar . . . e isso é algo que depende do destino dos oceanos e da humanidade como um todo.” O aquecimento global e os fenômenos climáticos, como o El Niño, têm afetado os suprimentos alimentares dos oceanos e apresentam grandes questões com as quais se debatem os pesquisadores.
Os resultados de suas pesquisas sem dúvida nos conscientizarão ainda mais não só da grande diversidade, mas também da fragilidade dos ecossistemas de nosso planeta. Graças à proteção da vida selvagem que já é praticada na ilha Phillip, quem sabe um dia você também estará entre os observadores que cochicham empolgados: “Vai começar o desfile dos pingüins-anões!”
Fazem-se esforços louváveis para resolver essas questões. Em anos recentes, a população dos pingüins-anões na reserva ecológica da ilha Phillip tem-se estabilizado. “Estamos vencendo a batalha . . . mas devagar”, reflete o professor Cullen. “O maior desafio agora é garantir sua reserva alimentar . . . e isso é algo que depende do destino dos oceanos e da humanidade como um todo.” O aquecimento global e os fenômenos climáticos, como o El Niño, têm afetado os suprimentos alimentares dos oceanos e apresentam grandes questões com as quais se debatem os pesquisadores.
Os resultados de suas pesquisas sem dúvida nos conscientizarão ainda mais não só da grande diversidade, mas também da fragilidade dos ecossistemas de nosso planeta. Graças à proteção da vida selvagem que já é praticada na ilha Phillip, quem sabe um dia você também estará entre os observadores que cochicham empolgados: “Vai começar o desfile dos pingüins-anões!”
Começa o desfile!
Ao anoitecer, centenas de visitantes ansiosos ficam na expectativa para ver o desfile noturno dos pingüins, que já estão aglomerados longe da praia, além da rebentação das ondas, em bandos de centenas de aves. A praia está iluminada com vários holofotes. Sopra uma brisa suave, e pequenas ondas varrem a praia. A expectativa aumenta. Onde estão os pingüins? Será que virão à praia? De repente, os primeiros pingüins-anões aparecem e se agitam indecisos à beira da praia. Assustados, eles desaparecem nas ondas. Sabendo que podem ficar expostos a predadores, como águias, eles se mantêm em alerta máximo. Mas logo reaparecem e, aos poucos, vão ganhando confiança. Por fim, um corajoso sai da água e vai caminhando resolutamente em direção ao abrigo nas dunas. Os demais do grupo logo vão atrás. Sem fazer caso das luzes e dos observadores, eles vão marchando pela praia, como num desfile animado.
Ao chegarem à segurança das dunas, os pingüins relaxam visivelmente e se juntam em grupos maiores para alisar as penas com o bico. Grupo após grupo atravessa a praia, pausando para se confraternizar e “conversar” com os vizinhos antes de ir para casa. Para alguns, isso significa uma caminhada árdua e escalar desajeitadamente uma ladeira de uns 50 metros até chegar ao ninho.
Ao chegarem à segurança das dunas, os pingüins relaxam visivelmente e se juntam em grupos maiores para alisar as penas com o bico. Grupo após grupo atravessa a praia, pausando para se confraternizar e “conversar” com os vizinhos antes de ir para casa. Para alguns, isso significa uma caminhada árdua e escalar desajeitadamente uma ladeira de uns 50 metros até chegar ao ninho.
Vida na terra
O litoral da ilha Phillip e do continente próximo é agreste e arenoso, coberto por densa vegetação. Isso o torna um habitat ideal para a colônia de 26.000 pingüins-anões. Tudo começa num ninho laboriosamente escavado pelos pais numa duna, onde a fêmea bota o ovo. Mesmo que fique vários dias exposto ao frio, o ovo ainda pode ser incubado pelos pais que se revezam conscienciosamente na tarefa. Nessa fase, o pai ou a mãe protege o ovo envolvendo-o com uma prega cutânea ricamente vascularizada do baixo ventre. A pele em contato com o ovo se incha, aquecida pelo sangue, transmitindo assim o calor essencial para o desenvolvimento do embrião. No intervalo entre as incubações, a dobra de pele murcha e a plumagem impermeável volta a recobrir a área, permitindo que a ave volte ao mar para se alimentar.
Ao sair da casca, o filhote cresce rapidamente. Num período de apenas oito a dez semanas, ele já é do tamanho de um adulto e está pronto para entrar no mar. “É impressionante que os jovens pingüins saiam para longas viagens no mar munidos apenas do seu fantástico equipamento fisiológico . . . e instintos de sobrevivência”, diz o livro Little Penguin—Fairy Penguins in Australia (Os Pingüins-Anões da Austrália).
Por um período de um a três anos os jovens pingüins percorrem milhares de quilômetros, passando grande parte do tempo no mar. Os que sobrevivem em geral voltam à colônia para reproduzir — a uns 500 metros do lugar onde nasceram. Como sabem o caminho de casa? Há quem diga que os pingüins se orientam pelo Sol, valendo-se do relógio biológico que os guia na direção certa apesar da mudança aparente da posição do astro nas várias estações. Outros acreditam que eles reconhecem marcos geográficos familiares. De qualquer forma, avistar esses marinheiros retornando à terra, depois de uma longa viagem ou após um dia árduo de pesca, é um espetáculo que atrai multidões à ilha Phillip.
Ao sair da casca, o filhote cresce rapidamente. Num período de apenas oito a dez semanas, ele já é do tamanho de um adulto e está pronto para entrar no mar. “É impressionante que os jovens pingüins saiam para longas viagens no mar munidos apenas do seu fantástico equipamento fisiológico . . . e instintos de sobrevivência”, diz o livro Little Penguin—Fairy Penguins in Australia (Os Pingüins-Anões da Austrália).
Por um período de um a três anos os jovens pingüins percorrem milhares de quilômetros, passando grande parte do tempo no mar. Os que sobrevivem em geral voltam à colônia para reproduzir — a uns 500 metros do lugar onde nasceram. Como sabem o caminho de casa? Há quem diga que os pingüins se orientam pelo Sol, valendo-se do relógio biológico que os guia na direção certa apesar da mudança aparente da posição do astro nas várias estações. Outros acreditam que eles reconhecem marcos geográficos familiares. De qualquer forma, avistar esses marinheiros retornando à terra, depois de uma longa viagem ou após um dia árduo de pesca, é um espetáculo que atrai multidões à ilha Phillip.
“Colete salva-vidas”
Ao saírem em busca de alimentos, chegam a nadar 100 quilômetros por dia, permanecendo no mar por vários dias ou mesmo semanas, se preciso. Como dormem no mar? Isso é possível graças ao notável desenho de sua plumagem. O pingüim é dotado de grossa camada de penugem e penas imbricadas, o que torna sua plumagem três ou quatro vezes mais densa do que a das aves voadoras. O ar que fica preso debaixo dessa camada isolante o protege do frio e permite que flutue facilmente, como se fosse um colete salva-vidas. Assim, ele não tem nenhuma dificuldade em dormir no mar, boiando ao sabor das ondas como uma rolha, as nadadeiras estendidas como estabilizadores e o bico descansando incólume sobre a superfície das águas.
É claro que nem mesmo a densa plumagem lhe serviria de proteção se ficasse encharcada com as águas gélidas onde ele procura alimento. Mas isso não é problema para o pingüim: com a secreção oleosa produzida por uma glândula especial sobre a cauda, ele lubrifica as penas, mantendo-as impermeáveis, limpas e saudáveis. É uma roupa de causar inveja a qualquer mergulhador de águas profundas!
Como essa criatura que passa tanto tempo no mar dribla a falta de água doce? Ela dessaliniza a água com duas glândulas situadas sobre os olhos. Basta uma sacudida no bico para expelir o sal das narinas.
Os pingüins são também dotados de olhos especialmente projetados para enxergar tão bem debaixo da água quanto acima dela. Vemos assim que essa criatura é perfeitamente adaptada para a vida aquática. Mas, para a nossa felicidade, os pingüins-anões não passam o tempo todo no mar.
É claro que nem mesmo a densa plumagem lhe serviria de proteção se ficasse encharcada com as águas gélidas onde ele procura alimento. Mas isso não é problema para o pingüim: com a secreção oleosa produzida por uma glândula especial sobre a cauda, ele lubrifica as penas, mantendo-as impermeáveis, limpas e saudáveis. É uma roupa de causar inveja a qualquer mergulhador de águas profundas!
Como essa criatura que passa tanto tempo no mar dribla a falta de água doce? Ela dessaliniza a água com duas glândulas situadas sobre os olhos. Basta uma sacudida no bico para expelir o sal das narinas.
Os pingüins são também dotados de olhos especialmente projetados para enxergar tão bem debaixo da água quanto acima dela. Vemos assim que essa criatura é perfeitamente adaptada para a vida aquática. Mas, para a nossa felicidade, os pingüins-anões não passam o tempo todo no mar.
“Graciosos, mas briguentos”
Vestidos a rigor com sua plumagem de peitilho branco e dorso negro, os pingüins-anões encantam a todos. Medindo pouco mais de 30 centímetros de altura e pesando apenas 1 quilo, eles são os menores da família. Mas não se deixe enganar pela aparência. Apesar de pequenos, o que não lhes falta é garra e valentia.
“Os pingüins-anões são graciosos, mas briguentos”, explica o professor Mike Cullen, que estuda os pingüins da colônia da ilha Phillip há mais de 20 anos. Esse menor representante da família é também o mais barulhento. À noite, ouve-se uma gritaria na colônia — são os pingüins defendendo o ninho de intrusos, atraindo uma companheira, ou casais ensaiando um canto.
Quando descritos pela primeira vez em 1780, os pingüins-anões foram apropriadamente chamados de Eudyptula minor, que, em grego, significa “pequeno mergulhador habilidoso”. Com o corpo hidrodinâmico que lembra um torpedo, plumagem impermeável e asas semelhantes a nadadeiras, eles literalmente “voam” na água.
“Os pingüins-anões são graciosos, mas briguentos”, explica o professor Mike Cullen, que estuda os pingüins da colônia da ilha Phillip há mais de 20 anos. Esse menor representante da família é também o mais barulhento. À noite, ouve-se uma gritaria na colônia — são os pingüins defendendo o ninho de intrusos, atraindo uma companheira, ou casais ensaiando um canto.
Quando descritos pela primeira vez em 1780, os pingüins-anões foram apropriadamente chamados de Eudyptula minor, que, em grego, significa “pequeno mergulhador habilidoso”. Com o corpo hidrodinâmico que lembra um torpedo, plumagem impermeável e asas semelhantes a nadadeiras, eles literalmente “voam” na água.
O desfile dos pingüins-anões
DO REDATOR DE DESPERTAI! NA AUSTRÁLIA
COM os olhos atentos, a multidão em silêncio aguarda a entrada dos “artistas”. De repente, no cenário iluminado por holofotes, a primeira criaturinha sai da água. Para o encanto da multidão, segue-se outra, e mais outra. Começa o espetáculo noturno. É o desfile dos pingüins-anões da ilha Phillip!
Os pingüins se tornaram conhecidos ao mundo quando os famosos exploradores Vasco da Gama e Fernão de Magalhães navegaram pelos mares do sul no século 16. Não foi fácil encaixar na classificação zoológica essa criatura que tem penas como ave, nada como peixe e anda em terra como qualquer outro animal terrestre. Mas por fim, foi a plumagem que decidiu a questão. Visto que somente as aves têm penas, o pingüim só podia ser uma ave. As 18 espécies dessa família de aves que não voam incluem desde o majestoso pingüim-imperador e o pingüim-de-adélia, da Antártida, até o pingüim-das-galápagos.
Gostaria de visitar uma colônia de pingüins em seu habitat? Então venha à ilha Phillip, que fica a apenas 140 quilômetros a sudeste da moderna cidade de Melbourne, Austrália. Cerca de 500.000 turistas afluem todo ano a esse lugar para admirar o pequeno prodígio. O que torna os pingüins-anões da ilha Phillip tão simpáticos?
COM os olhos atentos, a multidão em silêncio aguarda a entrada dos “artistas”. De repente, no cenário iluminado por holofotes, a primeira criaturinha sai da água. Para o encanto da multidão, segue-se outra, e mais outra. Começa o espetáculo noturno. É o desfile dos pingüins-anões da ilha Phillip!
Os pingüins se tornaram conhecidos ao mundo quando os famosos exploradores Vasco da Gama e Fernão de Magalhães navegaram pelos mares do sul no século 16. Não foi fácil encaixar na classificação zoológica essa criatura que tem penas como ave, nada como peixe e anda em terra como qualquer outro animal terrestre. Mas por fim, foi a plumagem que decidiu a questão. Visto que somente as aves têm penas, o pingüim só podia ser uma ave. As 18 espécies dessa família de aves que não voam incluem desde o majestoso pingüim-imperador e o pingüim-de-adélia, da Antártida, até o pingüim-das-galápagos.
Gostaria de visitar uma colônia de pingüins em seu habitat? Então venha à ilha Phillip, que fica a apenas 140 quilômetros a sudeste da moderna cidade de Melbourne, Austrália. Cerca de 500.000 turistas afluem todo ano a esse lugar para admirar o pequeno prodígio. O que torna os pingüins-anões da ilha Phillip tão simpáticos?
domingo, 30 de maio de 2010
Praticar Surfe Dentro dum Estilo de Vida Melhor
“Na época em que praticava surfe, e usava drogas, eu era afligido por perguntas sobre o lado espiritual da vida. Queria respostas a perguntas tais como: Por que existimos? Há vida após a morte? Se fomos feitos para viver em harmonia com a natureza e com Deus, por que é a humanidade tão propensa à destruição? Na minha busca examinei várias filosofias orientais, mas não me satisfizeram. Daí, um par de surfistas com o qual eu trabalhava começou a estudar a Bíblia com os estudantes da Bíblia. Logo fiquei impressionado com a mudança de atitude deles. Tornaram-se menos agressivos e parecia que desenvolviam uma genuína preocupação para com seu próximo — nesse caso, para comigo!
“Certo dia discutíamos as condições mundiais quando um dos homens mostrou-me um texto em 2 Timóteo, capítulo 3, onde menciona os ‘últimos dias’ e descreve como seriam as atitudes das pessoas. Isto realmente me impressionou porque pude relacionar isso com o nosso tempo. Ao progredir no entendimento da Bíblia passei a aprender sobre esse amoroso Deus, Deus, que tomará medidas para ‘arruinar os que arruínam a terra’. (Revelação 11:18) Pude ver assim que era necessário o homem harmonizar sua vida com o propósito de Deus. Isso significava que eu tinha de fazer mudanças no meu estilo de vida. Deixei de levar uma vida imoral e abandonei as drogas. Em 1974, antes do meu acidente, fui batizado como servo dedicado de Deus, um dos estudantes da Bíblia.
“Naturalmente, meu amor pelo surfe não diminuiu e eu o praticava sempre que podia. Mas não mais dominava minha vida, como antes, e eu podia usufruí-lo em relação com o Criador e suas grandes obras, uma das quais são os oceanos.
“Meu acidente não afetou minha crença em Deus e em suas promessas de transformar esta terra sob o governo justo de seu reino por Cristo. Com saúde restaurada na futura nova ordem de Deus, aguardo usufruir de novo as emoções das ondas. No ínterim, minha esposa e eu fazemos tudo que podemos para ajudar outros, incluindo surfistas, a conhecerem o verdadeiro Deus, Deus, e seu Filho, Cristo Jesus, através de quem é possível a salvação deste corrupto sistema de coisas.”
“Certo dia discutíamos as condições mundiais quando um dos homens mostrou-me um texto em 2 Timóteo, capítulo 3, onde menciona os ‘últimos dias’ e descreve como seriam as atitudes das pessoas. Isto realmente me impressionou porque pude relacionar isso com o nosso tempo. Ao progredir no entendimento da Bíblia passei a aprender sobre esse amoroso Deus, Deus, que tomará medidas para ‘arruinar os que arruínam a terra’. (Revelação 11:18) Pude ver assim que era necessário o homem harmonizar sua vida com o propósito de Deus. Isso significava que eu tinha de fazer mudanças no meu estilo de vida. Deixei de levar uma vida imoral e abandonei as drogas. Em 1974, antes do meu acidente, fui batizado como servo dedicado de Deus, um dos estudantes da Bíblia.
“Naturalmente, meu amor pelo surfe não diminuiu e eu o praticava sempre que podia. Mas não mais dominava minha vida, como antes, e eu podia usufruí-lo em relação com o Criador e suas grandes obras, uma das quais são os oceanos.
“Meu acidente não afetou minha crença em Deus e em suas promessas de transformar esta terra sob o governo justo de seu reino por Cristo. Com saúde restaurada na futura nova ordem de Deus, aguardo usufruir de novo as emoções das ondas. No ínterim, minha esposa e eu fazemos tudo que podemos para ajudar outros, incluindo surfistas, a conhecerem o verdadeiro Deus, Deus, e seu Filho, Cristo Jesus, através de quem é possível a salvação deste corrupto sistema de coisas.”
Quão Seguro É o Surfe?
Eu me perguntava a respeito disso e decidi indagar a opinião do ex-surfista John Wright. Ele está especialmente em condições de responder, como verá.
“Aos onze anos eu já deslizava sobre ondas na costa australiana. Quando uma equipe de surfistas da Califórnia visitou Sídnei, no verão de 1956, a febre do surfe realmente pegou. Simplesmente observar aqueles californianos realizar as suas proezas realmente inspirava a nós, jovens — ‘cornering’, ‘andar na prancha’, ‘giros’, ‘head dips’ — eles faziam tudo parecer tão fácil!
“Quando fiquei mais velho, meu apetite pelas grandes ondas da Califórnia e do Havaí foi aguçado. Aos vinte e um anos, saí da universidade e comecei a trabalhar e economizar para minha primeira viagem aos EUA. Quando finalmente consegui, descobri que o estilo de vida dos surfistas em geral não era muito diferente do que na Austrália — festas com bebedeiras, rixas, moral dissoluta e abuso de drogas. Brigas por causa de ondas eram comuns.
“Mas, talvez se pergunte, que dizer da segurança? Obviamente, no surfe você leva muitos tombos, mas, em geral na água. Assim, se for bom nadador, normalmente não há perigo real. Mas sempre existem as circunstâncias imprevistas que podem atingir a qualquer um em qualquer época. Tome meu caso como exemplo.
“Certo dia, em 1975, ao testar uma nova prancha numa praia local, eu fazia uma ‘reentrada’ numa onda de um pouco mais de um metro. A onda passou por um banco de areia raso e a sua crista me lançou de cabeça na areia. Todo o peso do corpo caiu em cima do pescoço. Levantei-me e em seguida caí de bruços na água, a uma profundidade de uns trinta centímetros. Deitado ali, eu me perguntava por que não podia me mexer.
“Quando ia perdendo o fôlego, um colega surfista que pegara a onda antes de mim viu-me flutuando ali e veio socorrer-me. Ele me virou de costas e me arrastou boiando até a praia. A essa altura uma pequena multidão já se ajuntara na praia. O tempo que eu esperava pela ambulância parecia horas. Foi a última vez que deslizei numa prancha de surfe. Eu quebrara o pescoço. Desde então tenho sido um quadriplégico.
“A idéia de ficar confinado a uma cadeira de rodas me afligia muito. Gradualmente, com a ajuda da fisioterapia, recuperei muito das funções dos braços e das mãos e posso andar com a ajuda de muletas, graças também ao constante incentivo de minha querida esposa, com a qual me casei em janeiro de 1980.
“Embora não possa praticar o surfe, gosto de nadar, o que me ajuda a ficar em boa forma, e ainda gosto de apreciar o surfe e os muitos surfistas habilidosos que deslizam sobre as ondas perto de nossa casa que dá vistas para o mar na costa oriental da Austrália.
“Há alguma lição para se aprender de minha infeliz experiência? Acidentes podem acontecer em qualquer esporte devido a circunstâncias imprevistas. Se eu tivesse batido naquele banco de areia com as mãos em vez de com a cabeça, a história teria sido diferente. Obviamente, você não pode brincar com as forças cegas da natureza. Uma onda, arrastando toneladas de água, pode gerar uma força tremenda. É por isso que o surfista precisa saber ajustar-se ao fluxo e ao ritmo da onda. Também é útil conhecer o tipo de terreno sob as ondas e estar preparado para medidas de emergência, se necessário.
“Quando recordo meus dias de surfista, vêm-me à mente muitos momentos felizes e emocionantes. Era um prazer ajustar-se aos sempre mutantes movimentos das ondas. Mas havia também os aspectos negativos de um estilo de vida que incluía vício de drogas e moral dissoluta. Além disso, existe a agressividade e a competição.
“Sou também obrigado a refletir sobre outro aspecto do surfe. Supõe-se que todo esporte seja uma recreação, um passatempo, uma mudança na rotina normal da vida. Naturalmente, se alguém é profissional, é diferente. Mas, tenho de admitir que o surfe era mais do que isso para mim. Era uma ocupação integral consumidora de tempo e energia. Dias inteiros eram gastos praticando surfe, na espera do ‘tubo’ perfeito, a onda realmente grande. Posso ver agora a facilidade com que se tornou uma atividade egocêntrica, dificilmente preocupando-me com qualquer outra pessoa. E no fim da semana, ou do mês, que havia para mostrar? Naturalmente, como recreação nas horas de folga o surfe é tão bom quanto qualquer outro esporte. Agora, porém, como cristão ativo inclino-me a dizer que não deve ser praticado a ponto de excluir outras pessoas e responsabilidades.
“Aos onze anos eu já deslizava sobre ondas na costa australiana. Quando uma equipe de surfistas da Califórnia visitou Sídnei, no verão de 1956, a febre do surfe realmente pegou. Simplesmente observar aqueles californianos realizar as suas proezas realmente inspirava a nós, jovens — ‘cornering’, ‘andar na prancha’, ‘giros’, ‘head dips’ — eles faziam tudo parecer tão fácil!
“Quando fiquei mais velho, meu apetite pelas grandes ondas da Califórnia e do Havaí foi aguçado. Aos vinte e um anos, saí da universidade e comecei a trabalhar e economizar para minha primeira viagem aos EUA. Quando finalmente consegui, descobri que o estilo de vida dos surfistas em geral não era muito diferente do que na Austrália — festas com bebedeiras, rixas, moral dissoluta e abuso de drogas. Brigas por causa de ondas eram comuns.
“Mas, talvez se pergunte, que dizer da segurança? Obviamente, no surfe você leva muitos tombos, mas, em geral na água. Assim, se for bom nadador, normalmente não há perigo real. Mas sempre existem as circunstâncias imprevistas que podem atingir a qualquer um em qualquer época. Tome meu caso como exemplo.
“Certo dia, em 1975, ao testar uma nova prancha numa praia local, eu fazia uma ‘reentrada’ numa onda de um pouco mais de um metro. A onda passou por um banco de areia raso e a sua crista me lançou de cabeça na areia. Todo o peso do corpo caiu em cima do pescoço. Levantei-me e em seguida caí de bruços na água, a uma profundidade de uns trinta centímetros. Deitado ali, eu me perguntava por que não podia me mexer.
“Quando ia perdendo o fôlego, um colega surfista que pegara a onda antes de mim viu-me flutuando ali e veio socorrer-me. Ele me virou de costas e me arrastou boiando até a praia. A essa altura uma pequena multidão já se ajuntara na praia. O tempo que eu esperava pela ambulância parecia horas. Foi a última vez que deslizei numa prancha de surfe. Eu quebrara o pescoço. Desde então tenho sido um quadriplégico.
“A idéia de ficar confinado a uma cadeira de rodas me afligia muito. Gradualmente, com a ajuda da fisioterapia, recuperei muito das funções dos braços e das mãos e posso andar com a ajuda de muletas, graças também ao constante incentivo de minha querida esposa, com a qual me casei em janeiro de 1980.
“Embora não possa praticar o surfe, gosto de nadar, o que me ajuda a ficar em boa forma, e ainda gosto de apreciar o surfe e os muitos surfistas habilidosos que deslizam sobre as ondas perto de nossa casa que dá vistas para o mar na costa oriental da Austrália.
“Há alguma lição para se aprender de minha infeliz experiência? Acidentes podem acontecer em qualquer esporte devido a circunstâncias imprevistas. Se eu tivesse batido naquele banco de areia com as mãos em vez de com a cabeça, a história teria sido diferente. Obviamente, você não pode brincar com as forças cegas da natureza. Uma onda, arrastando toneladas de água, pode gerar uma força tremenda. É por isso que o surfista precisa saber ajustar-se ao fluxo e ao ritmo da onda. Também é útil conhecer o tipo de terreno sob as ondas e estar preparado para medidas de emergência, se necessário.
“Quando recordo meus dias de surfista, vêm-me à mente muitos momentos felizes e emocionantes. Era um prazer ajustar-se aos sempre mutantes movimentos das ondas. Mas havia também os aspectos negativos de um estilo de vida que incluía vício de drogas e moral dissoluta. Além disso, existe a agressividade e a competição.
“Sou também obrigado a refletir sobre outro aspecto do surfe. Supõe-se que todo esporte seja uma recreação, um passatempo, uma mudança na rotina normal da vida. Naturalmente, se alguém é profissional, é diferente. Mas, tenho de admitir que o surfe era mais do que isso para mim. Era uma ocupação integral consumidora de tempo e energia. Dias inteiros eram gastos praticando surfe, na espera do ‘tubo’ perfeito, a onda realmente grande. Posso ver agora a facilidade com que se tornou uma atividade egocêntrica, dificilmente preocupando-me com qualquer outra pessoa. E no fim da semana, ou do mês, que havia para mostrar? Naturalmente, como recreação nas horas de folga o surfe é tão bom quanto qualquer outro esporte. Agora, porém, como cristão ativo inclino-me a dizer que não deve ser praticado a ponto de excluir outras pessoas e responsabilidades.
Há Alguns Inconvenientes?
Para responder a essa pergunta dirijo-me a meu segundo informante, Rob McTavish, bem conhecido no mundo do surfe como desenhador de pranchas.
“A prática do surfe me levou a viajar por todo o mundo e vi as mudanças que se introduziram nas últimas duas décadas. Nem todas foram para melhor.
“No início da década de 60 desenvolveu-se um inteiro estilo de vida em torno desse esporte, um estilo contrário à cultura materialista de vencer a todo custo. Muitos surfistas abandonaram carreiras promissoras e juntaram seus recursos para custear a gasolina em sua busca de boas ondas pelo mundo afora. O dinheiro não era considerado tão importante. Basicamente, os surfistas naquela época simplesmente tentavam usufruir as dádivas naturais do sol e do surfe.
“À medida que avançavam os anos 60, muitos surfistas foram arrastados para a contracultura, o movimento hippie, e, naturalmente, às drogas que a acompanham. Tenho visto muitos anteriormente dedicados saudáveis surfistas acabarem como escórias humanas de degradação e vício.
“Outro fator negativo no esporte tem sido a competição, o comercialismo e o profissionalismo crescentes. Isso tem sido mais evidente desde a inovação da prancha curta, em 1967. Essa prancha pequena levou os aspectos de deslizar sobre ondas a níveis inteiramente novos de emoção. Para fazê-la deslizar são necessárias ondas mais poderosas e isso significa viajar a lugares como o Havaí e a Indonésia em busca dos grandes vagalhões do meio do oceano, que formam as ondas realmente de alta qualidade.
“Havendo mais surfistas, introduziu-se um espírito agressivo. Multidões de surfistas acotovelam-se e disputam as melhores ondas. Isso pode amiúde levar a brigas e empurrões.
“Talvez se pergunte o que acontece quando um surfista fica mais velho e a competição por ondas se torna mais difícil. Muitos acabam num dilema. Talvez tenham gasto toda sua adolescência e chegado aos 30 perseguindo ondas, e, então, com esposa e filhos descobrem que não estão muito bem qualificados para ganhar a vida. Outros se estabeleceram na vida vendendo drogas e por fim tornaram-se parte do novo ‘sistema’, igual ao que se opunham nos anos sessenta.”
“A prática do surfe me levou a viajar por todo o mundo e vi as mudanças que se introduziram nas últimas duas décadas. Nem todas foram para melhor.
“No início da década de 60 desenvolveu-se um inteiro estilo de vida em torno desse esporte, um estilo contrário à cultura materialista de vencer a todo custo. Muitos surfistas abandonaram carreiras promissoras e juntaram seus recursos para custear a gasolina em sua busca de boas ondas pelo mundo afora. O dinheiro não era considerado tão importante. Basicamente, os surfistas naquela época simplesmente tentavam usufruir as dádivas naturais do sol e do surfe.
“À medida que avançavam os anos 60, muitos surfistas foram arrastados para a contracultura, o movimento hippie, e, naturalmente, às drogas que a acompanham. Tenho visto muitos anteriormente dedicados saudáveis surfistas acabarem como escórias humanas de degradação e vício.
“Outro fator negativo no esporte tem sido a competição, o comercialismo e o profissionalismo crescentes. Isso tem sido mais evidente desde a inovação da prancha curta, em 1967. Essa prancha pequena levou os aspectos de deslizar sobre ondas a níveis inteiramente novos de emoção. Para fazê-la deslizar são necessárias ondas mais poderosas e isso significa viajar a lugares como o Havaí e a Indonésia em busca dos grandes vagalhões do meio do oceano, que formam as ondas realmente de alta qualidade.
“Havendo mais surfistas, introduziu-se um espírito agressivo. Multidões de surfistas acotovelam-se e disputam as melhores ondas. Isso pode amiúde levar a brigas e empurrões.
“Talvez se pergunte o que acontece quando um surfista fica mais velho e a competição por ondas se torna mais difícil. Muitos acabam num dilema. Talvez tenham gasto toda sua adolescência e chegado aos 30 perseguindo ondas, e, então, com esposa e filhos descobrem que não estão muito bem qualificados para ganhar a vida. Outros se estabeleceram na vida vendendo drogas e por fim tornaram-se parte do novo ‘sistema’, igual ao que se opunham nos anos sessenta.”
É Monótono o Surfe?
“Alguns perguntam: ‘Não é monótono o surfe, simplesmente ficar esperando na água por uma boa onda e fazer a mesma coisa vez após vez? De modo algum. Cada vagalhão do mar é diferente. Cada banco de areia forma uma quebra de ondas diferente. Todas as ondas em que se desliza variam, não só em extensão e potência, mas em velocidade, textura e índice de quebra. Certamente não há lugar para monotonia!
“Que dizer sobre os custos do surfe? Custa muito começar? Não, realmente. De fato, um de seus atrativos para os jovens é que oferece muito por pouco dinheiro. Para começar, o mar é grátis. Naturalmente, você primeiro tem de estar ali. Daí, tudo o que precisa comprar é uma prancha de surfe e um traje de mergulho, se a água for fria. Se não, qualquer roupa de natação serve.”
“Que dizer sobre os custos do surfe? Custa muito começar? Não, realmente. De fato, um de seus atrativos para os jovens é que oferece muito por pouco dinheiro. Para começar, o mar é grátis. Naturalmente, você primeiro tem de estar ali. Daí, tudo o que precisa comprar é uma prancha de surfe e um traje de mergulho, se a água for fria. Se não, qualquer roupa de natação serve.”
O surfe — que está envolvido?
Conforme depoimento ao correspondente de “Despertai!” na Austrália
QUAL a sensação que se tem ao deslizar suavemente nas ondas de uma bela praia banhada pelo sol? Milhares de pessoas em todo o mundo sentem regularmente essa emoção. São os surfistas, e praticar o surfe é seu prazer especial na vida. Convidei três amigos australianos para que explicassem os atrativos especiais do surfe. Ao ler suas experiências, você captará também uma oportuna palavra de cautela. Darei primeiro a oportunidade a John Gittins dar o seu depoimento.
“Fui acordado pelo trovoar de enormes ondas martelando as rochas vulcânicas abaixo de mim. O ruído me entusiasmava, mas, ao mesmo tempo me assustava um pouco. Por quê? Porque logo eu estaria testando minha perícia e energia deslizando naqueles monstros aquáticos.
“Ainda meio adormecido, procurei meu calção de surfe “ateando no interior escuro de meu pequeno furgão. Ao abrir a porta do furgão, meus mais ardentes sonhos se realizaram. Ondas perfeitas de 3 a 4 metros sucediam-se em harmoniosa formação lá embaixo na bela baía de Honolua, na ilha de Maui, Havaí. O que eu contemplava era um sonho dos surfistas.
“Eu já havia praticado surfe em alguns dos principais pontos de surfe na Austrália, na África do Sul e na Europa. Agora no Havaí, eu estava na Meca dos surfistas. Diante de meus olhos estavam as maiores, as mais poderosamente bem talhadas ondas que eu já vira. Com a prancha debaixo dos braços, desci correndo a trilha entre os cactos silvestres em direção ao mar. Uma rápida mas cuidadosa olhada nas ondas que se aproximavam indicou que havia um período de remanso, dando exatamente o tempo necessário para a corrida final até um rochedo que servia de trampolim e, em seguida, ali estava eu — na bela, fria e límpida ressaca havaiana.
“Saí remando e, no momento exato, fui de encontro à face de uma das grandes ondas. O incrível impulso quando a onda tomou conta e a suave velocidade da descida ainda estão bem vivos na minha mente. Desviando da base da onda subi rasgando a longa muralha verde, deslizando na sua beirada a uma velocidade maior do que eu já alcançara antes. O bramido da onda trovejante me atingia em cheio. Por um momento pensei que tudo estava perdido ao passo que a impetuosa crista da onda me rodeava. Mas, finalmente deslizei até a extremidade, saí por trás da onda desvanecente para as águas profundas da baía. Que emoção foi isso!
“Ora, praticar surfe talvez não seja a idéia que você forma do prazer, mas, a maioria das pessoas pelo menos gostam de ficar olhando. Os amantes de fotografia, com as suas objetivas zoom ficam realmente entusiasmados. E onde quer que havia grandes ondas, é mais do que provável que ali também haja surfistas. Muitos viajam o mundo todo apenas em busca de boas ondas para deslizar. De fato, o surfe é agora um esporte profissional, com seu próprio sistema de pontos e cada vez maiores prêmios em dinheiro.
QUAL a sensação que se tem ao deslizar suavemente nas ondas de uma bela praia banhada pelo sol? Milhares de pessoas em todo o mundo sentem regularmente essa emoção. São os surfistas, e praticar o surfe é seu prazer especial na vida. Convidei três amigos australianos para que explicassem os atrativos especiais do surfe. Ao ler suas experiências, você captará também uma oportuna palavra de cautela. Darei primeiro a oportunidade a John Gittins dar o seu depoimento.
“Fui acordado pelo trovoar de enormes ondas martelando as rochas vulcânicas abaixo de mim. O ruído me entusiasmava, mas, ao mesmo tempo me assustava um pouco. Por quê? Porque logo eu estaria testando minha perícia e energia deslizando naqueles monstros aquáticos.
“Ainda meio adormecido, procurei meu calção de surfe “ateando no interior escuro de meu pequeno furgão. Ao abrir a porta do furgão, meus mais ardentes sonhos se realizaram. Ondas perfeitas de 3 a 4 metros sucediam-se em harmoniosa formação lá embaixo na bela baía de Honolua, na ilha de Maui, Havaí. O que eu contemplava era um sonho dos surfistas.
“Eu já havia praticado surfe em alguns dos principais pontos de surfe na Austrália, na África do Sul e na Europa. Agora no Havaí, eu estava na Meca dos surfistas. Diante de meus olhos estavam as maiores, as mais poderosamente bem talhadas ondas que eu já vira. Com a prancha debaixo dos braços, desci correndo a trilha entre os cactos silvestres em direção ao mar. Uma rápida mas cuidadosa olhada nas ondas que se aproximavam indicou que havia um período de remanso, dando exatamente o tempo necessário para a corrida final até um rochedo que servia de trampolim e, em seguida, ali estava eu — na bela, fria e límpida ressaca havaiana.
“Saí remando e, no momento exato, fui de encontro à face de uma das grandes ondas. O incrível impulso quando a onda tomou conta e a suave velocidade da descida ainda estão bem vivos na minha mente. Desviando da base da onda subi rasgando a longa muralha verde, deslizando na sua beirada a uma velocidade maior do que eu já alcançara antes. O bramido da onda trovejante me atingia em cheio. Por um momento pensei que tudo estava perdido ao passo que a impetuosa crista da onda me rodeava. Mas, finalmente deslizei até a extremidade, saí por trás da onda desvanecente para as águas profundas da baía. Que emoção foi isso!
“Ora, praticar surfe talvez não seja a idéia que você forma do prazer, mas, a maioria das pessoas pelo menos gostam de ficar olhando. Os amantes de fotografia, com as suas objetivas zoom ficam realmente entusiasmados. E onde quer que havia grandes ondas, é mais do que provável que ali também haja surfistas. Muitos viajam o mundo todo apenas em busca de boas ondas para deslizar. De fato, o surfe é agora um esporte profissional, com seu próprio sistema de pontos e cada vez maiores prêmios em dinheiro.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Morde—solta
O tubarão-branco costuma abocanhar a presa, soltá-la e depois esperar que ela morra para comê-la. Esse hábito dá a chance de salvar a vítima, no caso de um humano. E isso já aconteceu, graças a companheiros corajosos, mostrando assim como é bom seguir o conselho de nunca nadar sozinho.
Mas tentar salvar a vítima seria quase um suicídio se não fosse por outro hábito do tubarão-branco. O cheiro de sangue não o deixa voraz como no caso de outros tubarões. E por que será que o tubarão-branco usa essa tática morde—solta?
É por causa dos olhos, especula um cientista. O tubarão-branco, diferentemente dos outros tubarões, não possui membranas que cobrem o olho para protegê-lo, mas gira os olhos para trás logo antes de atacar. No momento do impacto, o olho fica exposto a um possível golpe das nadadeiras de uma foca. É por isso que é hábito do tubarão-branco desferir um rápido golpe mortal e depois soltar.
É bom ter em mente também que o tubarão-branco se comporta como bebê — tudo é levado à boca para uma avaliação inicial. “O triste é que a mordida inicial de um grande-tubarão-branco pode ter conseqüências trágicas”, explica John West, biólogo marinho em Sydney, Austrália.
O tubarão-branco é um animal perigoso, mas não é nenhum monstro esfomeado louco por carne humana. Um mergulhador à procura de conchas orelhas-do-mar, nas 6.000 horas que passou debaixo da água, só viu dois tubarões-brancos e nenhum deles o atacou. Muito pelo contrário, a tendência deles é fugir dos humanos.
O explorador dos oceanos, Jacques Yves Cousteau, e um companheiro, ao mergulharem nas águas costeiras das ilhas do Cabo Verde de repente se confrontaram com um imenso tubarão-branco. “A reação [dele] foi a menos previsível”, escreveu Cousteau. “Apavorado, o monstro soltou uma nuvem de excremento e sumiu em uma velocidade incrível.” A conclusão dele: “Analisando as experiências que tivemos com o tubarão-branco, fico perplexo com a disparidade que existe entre o que o público imagina sobre essa criatura e o que vimos a seu respeito.”
Mas tentar salvar a vítima seria quase um suicídio se não fosse por outro hábito do tubarão-branco. O cheiro de sangue não o deixa voraz como no caso de outros tubarões. E por que será que o tubarão-branco usa essa tática morde—solta?
É por causa dos olhos, especula um cientista. O tubarão-branco, diferentemente dos outros tubarões, não possui membranas que cobrem o olho para protegê-lo, mas gira os olhos para trás logo antes de atacar. No momento do impacto, o olho fica exposto a um possível golpe das nadadeiras de uma foca. É por isso que é hábito do tubarão-branco desferir um rápido golpe mortal e depois soltar.
É bom ter em mente também que o tubarão-branco se comporta como bebê — tudo é levado à boca para uma avaliação inicial. “O triste é que a mordida inicial de um grande-tubarão-branco pode ter conseqüências trágicas”, explica John West, biólogo marinho em Sydney, Austrália.
O tubarão-branco é um animal perigoso, mas não é nenhum monstro esfomeado louco por carne humana. Um mergulhador à procura de conchas orelhas-do-mar, nas 6.000 horas que passou debaixo da água, só viu dois tubarões-brancos e nenhum deles o atacou. Muito pelo contrário, a tendência deles é fugir dos humanos.
O explorador dos oceanos, Jacques Yves Cousteau, e um companheiro, ao mergulharem nas águas costeiras das ilhas do Cabo Verde de repente se confrontaram com um imenso tubarão-branco. “A reação [dele] foi a menos previsível”, escreveu Cousteau. “Apavorado, o monstro soltou uma nuvem de excremento e sumiu em uma velocidade incrível.” A conclusão dele: “Analisando as experiências que tivemos com o tubarão-branco, fico perplexo com a disparidade que existe entre o que o público imagina sobre essa criatura e o que vimos a seu respeito.”
Predador de humanos?
Há 368 espécies conhecidas de tubarão, mas apenas 20 são perigosas. E entre essas só quatro são responsáveis pela maioria dos 100 ataques contra humanos registrados a cada ano no mundo todo, dos quais 30 são fatais. Essas quatro espécies são o cabeça-chata, o que talvez já fez mais vítimas, o tubarão-tigre, o galha-branca oceânico e o tubarão-branco.
Por incrível que pareça, cerca de 55% — e em alguns lugares do mundo, cerca de 80% — dos que foram atacados por tubarões-brancos sobreviveram. Como tantos conseguiram escapar desse predador tão temido?
Por incrível que pareça, cerca de 55% — e em alguns lugares do mundo, cerca de 80% — dos que foram atacados por tubarões-brancos sobreviveram. Como tantos conseguiram escapar desse predador tão temido?
A força reside no sangue quente
O sistema circulatório da família Lamnidae de tubarões, que inclui o mako, o cação e o tubarão-branco é muito diferente do que o da maioria dos outros tubarões. A temperatura do sangue deles é de 3 a 5 graus Celsius acima da temperatura da água. Seu sangue mais quente acelera a digestão e aumenta a força e a resistência. O mako, que se alimenta de peixes rápidos do oceano, como o atum, chega a atingir uma velocidade de 100 quilômetros por hora, em arrancadas curtas.
Ao nadar, os tubarões ganham impulso por meio das duas barbatanas peitorais. Se nadarem muito devagar, eles afundam como uma aeronave e isto apesar da flutuação causada pelo óleo armazenado num fígado tão grande que chega a um quarto do peso total do tubarão. Por outro lado, para poder respirar, muitas espécies de tubarão não podem parar de nadar, visto que deste modo a água rica em oxigênio entra pela boca e pelas guelras. Isso explica o porquê do sorriso cruel do tubarão.
Ao nadar, os tubarões ganham impulso por meio das duas barbatanas peitorais. Se nadarem muito devagar, eles afundam como uma aeronave e isto apesar da flutuação causada pelo óleo armazenado num fígado tão grande que chega a um quarto do peso total do tubarão. Por outro lado, para poder respirar, muitas espécies de tubarão não podem parar de nadar, visto que deste modo a água rica em oxigênio entra pela boca e pelas guelras. Isso explica o porquê do sorriso cruel do tubarão.
Descrição
O nome é grande-tubarão-branco, mas na realidade só a parte de baixo do corpo é branca ou clara. O dorso é geralmente cinza-escuro. As duas cores se encontram nas laterais do peixe formando uma linha irregular que varia de tubarão a tubarão. Essa particularidade favorece a camuflagem, mas também ajuda os cientistas a identificar tubarões específicos.
Qual o tamanho de um tubarão-branco adulto? “O comprimento dos maiores tubarões-brancos medidos corretamente é de 5,80 metros a 6,40 metros”, diz o livro Great White Shark (Grande-Tubarão-Branco). Um peixe desse tamanho pode pesar mais de duas toneladas. Mas, graças às barbatanas triangulares encurvadas para trás, junto com o tronco semelhante a um torpedo, esses monstros deslizam na água como mísseis. A cauda quase simétrica, projetada para aumentar a força, é outra raridade no mundo dos tubarões, visto que a maioria das outras espécies de tubarão tem cauda bem assimétrica.
O que mais distingue o tubarão-branco e o que mais apavora é a enorme cabeça cônica, os olhos pretos e frios e a boca com fileiras sucessivas de dentes afiados, serrilhados e triangulares. À medida que essas “facas” de dois gumes trincam ou caem, uma ‘correia dental’ empurra dentes da fileira de trás para substituir os da frente.
Qual o tamanho de um tubarão-branco adulto? “O comprimento dos maiores tubarões-brancos medidos corretamente é de 5,80 metros a 6,40 metros”, diz o livro Great White Shark (Grande-Tubarão-Branco). Um peixe desse tamanho pode pesar mais de duas toneladas. Mas, graças às barbatanas triangulares encurvadas para trás, junto com o tronco semelhante a um torpedo, esses monstros deslizam na água como mísseis. A cauda quase simétrica, projetada para aumentar a força, é outra raridade no mundo dos tubarões, visto que a maioria das outras espécies de tubarão tem cauda bem assimétrica.
O que mais distingue o tubarão-branco e o que mais apavora é a enorme cabeça cônica, os olhos pretos e frios e a boca com fileiras sucessivas de dentes afiados, serrilhados e triangulares. À medida que essas “facas” de dois gumes trincam ou caem, uma ‘correia dental’ empurra dentes da fileira de trás para substituir os da frente.
O grande-tubarão-branco ameaçado
O maior peixe carnívoro do mundo, o grande-tubarão-branco, é talvez o animal mais temido pelo homem. Apesar disso, atualmente é uma espécie protegida em todas ou em algumas das águas costeiras da África do Sul, da Austrália, do Brasil, dos Estados Unidos, da Namíbia e também no mar Mediterrâneo. Outros países e estados também têm planos para protegê-lo. Mas por que proteger um assassino? A questão, como veremos, não é tão simples assim e a imagem que se faz do tubarão-branco nem sempre se baseia em fatos.
O GRANDE-TUBARÃO-BRANCO, a orca e o cachalote estão no topo da cadeia alimentar marinha. Na família dos tubarões, ele é o rei, o supertubarão. Ele come de tudo — peixes, golfinhos e até tubarões, mas à medida que fica mais velho, maior e mais lento, ele passa a preferir focas, pingüins e carniça — especialmente baleias mortas.
A maioria dos tubarões, quando quer localizar alimento, usa todos os sentidos: a excelente visão, o olfato apurado e a audição aguçada, quase nada escapando aos seus ouvidos.
Células sensoras nas laterais do corpo ajudam a audição. Nada escapa a esse sistema de escuta especialmente sintonizado para captar vibrações violentas — como um peixe se debatendo na ponta de um arpão. Por esta razão, os mergulhadores que pescam com arpão fazem bem em tirar imediatamente da água peixes que se debatem ou que sangram.
Os tubarões também têm um sexto sentido. Graças às ampolas de Lorenzini, minúsculos dutos distribuídos em volta do nariz, eles detectam de longe campos elétricos gerados pelas batidas do coração, pelo movimento das guelras, ou dos músculos de presas potenciais. Esse sexto sentido é tão aguçado que torna os tubarões sensíveis à interação do campo magnético da Terra com o oceano. Assim, eles têm um senso de direção sabendo onde fica o norte e onde fica o sul.
O GRANDE-TUBARÃO-BRANCO, a orca e o cachalote estão no topo da cadeia alimentar marinha. Na família dos tubarões, ele é o rei, o supertubarão. Ele come de tudo — peixes, golfinhos e até tubarões, mas à medida que fica mais velho, maior e mais lento, ele passa a preferir focas, pingüins e carniça — especialmente baleias mortas.
A maioria dos tubarões, quando quer localizar alimento, usa todos os sentidos: a excelente visão, o olfato apurado e a audição aguçada, quase nada escapando aos seus ouvidos.
Células sensoras nas laterais do corpo ajudam a audição. Nada escapa a esse sistema de escuta especialmente sintonizado para captar vibrações violentas — como um peixe se debatendo na ponta de um arpão. Por esta razão, os mergulhadores que pescam com arpão fazem bem em tirar imediatamente da água peixes que se debatem ou que sangram.
Os tubarões também têm um sexto sentido. Graças às ampolas de Lorenzini, minúsculos dutos distribuídos em volta do nariz, eles detectam de longe campos elétricos gerados pelas batidas do coração, pelo movimento das guelras, ou dos músculos de presas potenciais. Esse sexto sentido é tão aguçado que torna os tubarões sensíveis à interação do campo magnético da Terra com o oceano. Assim, eles têm um senso de direção sabendo onde fica o norte e onde fica o sul.
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