Depois que se desprendem, a corrente oceânica leva a maioria dos icebergs numa longa viagem antes de carregar alguns deles para o oeste e para o sul e por fim para o mar de Labrador, apelidado de Corredor dos Icebergs. Os icebergs que sobrevivem aos aproximadamente dois anos de deriva, desde o local onde são formados, passando pelo Atlântico aberto e na direção de Labrador e da Terra Nova, têm vida curta. Flutuando em águas quentes, vão se desintegrando devido ao derretimento, à erosão e mais fragmentação.
O que acontece tipicamente é o seguinte: durante o dia, o gelo derrete e a água se acumula em fissuras. À noite, a água congela e se expande nessas rachaduras e faz com que pedaços do iceberg se partam. Isso muda de maneira súbita o formato do iceberg, alterando seu centro de gravidade. A massa de gelo subseqüentemente desliza para a água, deixando à vista uma escultura de gelo inteiramente nova.
Com a continuidade deste ciclo e a redução ainda maior do tamanho dos castelos de gelo por fragmentação, eles produzem seus próprios mini-icebergs, com cerca da metade do tamanho de uma casa média; outros do tamanho de um aposento pequeno, que emitem um som peculiar ao flutuar nas ondas. Alguns destes podem aparecer até em águas rasas do litoral e em enseadas.
Sejam quais forem as circunstâncias, o meio ambiente das águas mais sulinas logo se encarrega de desintegrar rapidamente o iceberg em pequenos fragmentos de gelo de água doce e fundi-lo no enorme oceano. Mas até que isso aconteça, é melhor tratar os icebergs com cautela.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
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