A principal plantação é de algodão, com cerca de metade das terras dedicadas a ele. Antes da dissolução da União Soviética, 95 por cento do algodão usado provinha das terras irrigadas da bacia do Aral. Ademais, havia um excedente para exportação que fornecia divisas necessárias. A região também produzia cerca de 40 por cento do arroz da União Soviética.
Além disso, a bacia do Aral tornou-se o principal fornecedor do país de frutas e hortaliças frescas, como a Califórnia o é para os Estados Unidos. E surgiram oportunidades de emprego para a população, de 40 milhões de pessoas, em rápido crescimento naquela região. Todavia, pouco se pensou em como o meio ambiente seria afetado.
Por exemplo, os canais de irrigação não eram forrados de concreto. Devido a isso, grande parte da água vazava para o solo arenoso mesmo antes de chegar às plantações. Além disso, usavam-se grandes quantidades de perigosos pesticidas, e, para facilitar a colheita de algodão, utilizavam-se potentes herbicidas para desfolhar as plantas.
Assim, o prejuízo para o meio ambiente foi grande, atingindo muito mais do que a ruína da indústria pesqueira do mar de Aral. Por exemplo, todo ano dezenas de milhões de toneladas de areia e de sal agitadas pelo vento, dos 28.000 quilômetros quadrados do leito exposto, causam tempestades suficientemente grandes para serem vistas do espaço.
A precipitação dessas tempestades, na forma de pó ou de chuva, contém níveis tóxicos de sais, pesticidas e outros componentes. Partes da bacia do Aral recebem anualmente até meia tonelada por acre dessa mistura de sal e areia. E já se detectou pó do Aral até na costa ártica da Rússia.
Outra perspectiva assustadora é o efeito que o minguante mar de Aral tem exercido no clima. A influência moderadora do mar sobre o clima tem diminuído tanto que as temperaturas de verão são mais elevadas e as de inverno são mais baixas. Na primavera, as geadas se prolongam, e, no outono, ocorrem mais cedo, encurtando a temporada de cultivo.
Além disso, a deterioração do Aral tem causado a destruição em massa da vida animal. Mais de 170 espécies de animais viviam nas proximidades do Aral há poucos anos; agora, há menos de 40. Em princípios da década de 60, conseguia-se todo ano mais de 600.000 peles de rato-almiscarado; agora, praticamente não se consegue nenhuma. O aumentado teor de minerais na água do mar tem matado os animais do deserto que a bebem.
terça-feira, 25 de maio de 2010
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