sábado, 22 de maio de 2010
● O NÁUTILO DOTADO DE CÂMARAS. O náutilo (ou argonauta) já submergia há indizíveis milhares de anos antes de o homem sequer estar na Terra para sonhar com tal maravilha. Desde a infância, constrói sua própria casa, adicionando aposentos sempre maiores à medida que vai crescendo. Separa com um septo as câmaras vazias, que vai deixando para trás, até que sua linda concha tenha formado uma espiral externa de cerca de 25 centímetros de diâmetro. A maior parte dela é decorada por brilhantes faixas marrons, semelhantes às da zebra, e, na última e maior das câmaras, que se abre para o mar, é que o náutilo vive. Em seu rastro, talvez deixe 30 ou mais câmaras, antigas residências dos dias em que era mais jovem. Mas, cada vez que o náutilo se muda para aposentos novos e maiores, deixa para trás parte de si mesmo — um sifão (termo latino para “pequeno cano”). E cada vez que o náutilo separa com um septo uma câmara, deixa pequeno orifício no septo. Através destes orifícios o sifão do náutilo enfia-se através das câmaras, chegando até a retornar à primeira e diminuta câmara. São tais compartimentos e o sifão que passa por elas que dão ao náutilo sua capacidade de submergir. As câmaras servem como tanques de flutuação. Estão cheias de gás. O sifão que passa por elas pode acrescentar água, ou pode remover água. Pode variar a proporção de gás/água e assim modificar a flutuabilidade. Assim, o náutilo consegue ficar perto da superfície ou a uns 600 metros de profundidade, ou flutuar em qualquer nível intermediário.
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