Ao passo que muitas das criaturinhas oceânicas obtêm seu alimento sem grande dose de movimento, e algumas, como os peixes limpadores, obtêm alimentos que lhes são trazidos, algo diferente acontece com os grandes peixes de alto mar. Ali, se o peixe há de conseguir ou não alimento suficiente depende, em grande parte, de sua velocidade. Assim, como seria de esperar, muitos peixes são nadadores velozes. Tem sido extremamente difícil cronometrar com exatidão a velocidade máxima dos nadadores velozes. Isto acontece porque a velocidade, amiúde, não é mantida. Usualmente, trata-se apenas de um salto rápido, como um relâmpago, ou dum impulso súbito, exigido para a captura duma presa alerta. Mas, mediram-se as velocidades dos peixes por certas distâncias, embora seja difícil de se alcançar a exatidão absoluta. O ativo atum, o único peixe cuja temperatura corporal é maior do que a temperatura do mar, nada com constância, porque seu corpo é mais pesado que a água do mar. Os atuns parecem conseguir nadar indefinidamente a cerca de 14 quilômetros horários. Certo relatório afirma que o agulhão-bandeira pode atingir até cerca de 80 quilômetros horários. A barracuda também é rapidíssima. Diz-se que os peixes-voadores conseguem atingir uma velocidade de até 56 quilômetros horários antes de saltarem fora d’água para planarem por certa distância no ar. Crê-se que o atum, o golfinho e o macaíra azul sejam ainda mais rápidos. Até a raia grande, que nada por bater suas “asas”, pode alcançar velocidade suficiente para saltar a uma grande distância fora da água.
Na verdade, tais peixes são “massas” de energia e de músculos. Mas, isso não basta para se explicar sua velocidade. O problema é que a água é cerca de 800 vezes mais densa do que o ar. Também é cerca de cinqüenta vezes mais viscosa, provocando muito maior resistência. Nos navios, a resistência — causada pela água e turbulência constituem fatores principais, exigindo grande gasto de energia para “abrir caminho” pela água. Os projetistas de navios têm tentado inventar um meio de vencer tal problema. Pesquisam questões assim: Como é que os peixes velozes, assim como o atum, realmente conseguem atingir maior velocidade do que aquela que os matemáticos afirmam que deveriam? Como é que o atum e o tubarão deslizam tão suavemente pela água, sem turbulência?
Algumas respostas já são conhecidas. Primeiro de tudo, tais peixes são altamente aerodinâmicos. Os projetistas de submarinos já copiaram isto. Os peixes que nadam rápido também podem envolver o corpo com as nadadeiras. As escamas se adaptam evidentemente à pressão aquosa para eliminar a turbulência. Mas, o segredo primário de sua velocidade, que por muito tempo era um mistério, jaz na construção de sua pele, que é elástica e flexível. A pele dura e courácea do golfinho parece estar sobre um colchão de óleo, fazendo-a ceder a correntes turbulentas, desta forma as contrabalançando. Em adição, a pele de muitos dos velozes nadadores marinhos é porosa e revestida de muco, que forma filamentos que permitem que o peixe deslize pela água, deixando-a suave e quase que parada. Experimentadores que tentam aplicar tais princípios à construção de navios têm usado substâncias formadoras de filamentos e verificaram que conseguiram reduzir a resistência da água em até 70 por cento! O custo deste método, contudo, é proibitivo.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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