Sim, quando olhamos para o oceano, ficamos atônitos diante de sua profundeza e extensão. Pode-se velejar nele por dias seguidos, sim, até por semanas, sem avistar terra. Todavia, o volume de toda a água na terra é apenas de um pouco mais de um décimo de um por cento do volume total do planeta. Este conceito torna os oceanos simples bacias rasas de água. (Isa. 40:12) É bom para nós, contudo, que esta quantidade comparativamente pequena de água esteja na superfície da terra, pois, caso contrário, não poderíamos viver. Meditar nisso nos ajudará a avaliar a energia dinâmica do Criador, e sua sabedoria e previsão em colocar os oceanos onde eles estão. Considere só:
Tanto a temperatura como a precipitação pluviométrica são reguladas pelo oceano. Ele influencia enormemente a temperatura terrestre, em virtude da propriedade da água de reter o calor e liberá-lo muito mais lentamente do que as superfícies terrestres. Também, as correntes oceânicas distribuem o calor e o frio. À medida que as águas se aquecem sob o sol tropical, tendem a afastar-se. As águas mais frias vêm substituí-las. As marés aumentam este movimento ordeiro dos mares. Importante, também, é o “efeito de Coriolis”. Trata-se da tendência, provocada pela rotação da terra, de tudo em movimento desviar-se para a direita e ir na mesma direção dos ponteiros dum relógio no hemisfério setentrional, e para a esquerda, indo em direção contrária aos ponteiros do relógio, no meridional. Por conseguinte, as correntes no Atlântico Norte, tais como a quente Corrente do Golfo, sobem pela costa da América do Norte e se voltam para as praias européias. Os ventos também desempenham sua parte em produzir os movimentos marítimos. Os ventos alísios, por exemplo, que sopram do oriente para o ocidente, geram as correntes Equatoriais Norte e Sul. Parte desta água volta à Contra-corrente Equatorial, que vai do oeste para o leste através do cinturão de calmarias equatoriais. As águas do mar profundo são influenciadas por outros fatores e não seguem o mesmo padrão que as águas próximas da superfície.
Assim, longe de ser uma bacia estática de água, o oceano é uma parte móvel, atuante, deste planeta, especificamente feito pelo Criador para a preservação de todas as formas de vida na terra. E, embora às vezes pareça bravio, é, realmente, muito ordeiro e estável. Além de manter a vida, também tem muito que ver com a formação das linhas costeiras, praias e até mesmo áreas terrestres, tais como ilhas vulcânicas e coralinas.
O movimento constante do oceano torna possível um suprimento alimentar “autoperpetuante”. A matéria orgânica morta que se deposita próximo ao fundo é comida por várias formas de vida marinha. O que esses necrófagos perdem é decomposto por bactérias e transformado em formas minerais lá nas profundezas. Daí, há “ressurgências” do leito oceânico que transportam esses nutrientes para a superfície, como alimento para o fitoplancto — diminuta vida vegetal que forma os “pastos” do oceano. Estes fitoplanctos servem de alimento para pequenas criaturas marinhas que, por sua vez, são comidas por outras maiores. Assim, como se dá no solo, a vida vegetal é o ponto de partida para o ciclo alimentar.
Ademais, o oceano é gigantesco reservatório de bióxido de carbono — 130 trilhões de toneladas. As grandes quantidades desta substância química habilitam os mares a manter uma atmosfera equilibrada tanto para a vida vegetal como animal no solo. Tem-se calculado que o oceano libera, na atmosfera, 100 bilhões de toneladas de bióxido de carbono por ano, e recebe de volta a mesma quantidade, num ciclo. Há, também, uma troca quase exata de quantidades menores no solo (60 bilhões de toneladas) entre a fotossíntese da vegetação terrestre (que consome o bióxido de carbono) e a respiração dos humanos e dos animais terrestres (que produz o bióxido de carbono). Destarte, mantém-se perfeito equilíbrio, e a vida prossegue, tanto no solo como no mar. Apenas o homem perturba este equilíbrio, mormente pela combustão de elementos fósseis. No entanto, providencialmente, o oceano pode reter o bióxido de carbono ou liberá-lo, dependendo das condições de equilíbrio. Esta excelente provisão do Criador tem muitíssimo que ver com nossa saúde e as condições meteorológicas.
terça-feira, 18 de maio de 2010
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