terça-feira, 18 de maio de 2010

Onde o “Gigante” Mostra Seus Músculos

É nas inquietas ondas do oceano que vemos sua força. O padrão das ondas, que talvez pareça intricado e confuso numa área tempestuosa, é realmente governado por leis definidas e imutáveis. Numa onda, a força se movimenta à frente, mas a água não. Isto pode ser ilustrado por se colocar uma rolha numa onda. Ela simplesmente se move para trás e para frente, e para cima e para baixo. Uma partícula de água na superfície duma onda, no alto mar, viaja em um círculo, que tem diâmetro igual à altura da onda.

Quando as ondas chegam perto da costa e se reduz a profundidade, as ondas por fim rebentam (e aqui a água e sua rolha realmente vão avante). Interessante fato é que as ondas tendem a convergir ao redor dum ponto do solo, desta forma exercendo grande força sobre ele. Ao longo duma praia reta, a energia é distribuída e a água é mais calma. Há exceções, contudo, porque o leito oceânico na área influi grandemente nas caraterísticas da rebentação. Por estudar uma série, cuidadosamente cronometrada, de fotos aéreas da rebentação, os oceanógrafos conseguem determinar a profundidade e o contorno do leito oceânico ao longo duma praia. Este método foi usado durante a Segunda Guerra Mundial para se planejar o desembarque de tropas anfíbias em praias guarnecidas pelos inimigos.

Vagas forçadas ou de vento são provocadas pelo vento — a força e a duração do vento determinam o tamanho das vagas, algumas das quais atingem uma altura de 30 metros. A força das vagas forçadas é quase inacreditável. Sabe-se que lançaram rochas que pesavam uns 3.200 quilos sobre um muro de seis metros de altura! No Farol Tillamook, junto à costa do Oregon, o farol está a mais de 42 metros acima da baixa-mar, mas teve de ser protegido por fortes grades de aço porque era constantemente destroçado por pedras.

Em Wick, Escócia, vagas forçadas moveram um quebra-mar que tinha um remate de 2.600 toneladas, levando-o como se fosse uma unidade só e lançando-o na água.

As mais destrutivas ondas de todas, porém, geralmente conhecidas como “ondas de maré” são mais corretamente chamadas tsunami (significando “ondas poderosas” em japonês). O termo “ondas de maré” é errôneo, pois tais ondas não são provocadas pelas marés. Para compreender a origem delas, precisamos primeiro saber algo sobre o leito oceânico.

No leito oceânico há centenas de montes marinhos de origem vulcânica. Alguns se esgueiram sobre as águas, formando ilhas, tais como as Ilhas do Havaí. Há também tremendas soleiras rochosas que jazem ao longo das “falhas” no leito oceânico. Sob tensão, racham e rangem, provocando terremotos submarinos. Tais terremotos, junto com furacões ou tufões, e a erupção ocasional dum vulcão, são as causas dos tsunamis. Um dos maiores tsunamis provocados pela ação vulcânica resultou da explosão, em 1883, dum vulcão na ilha de Cracatoa, no Oceano Índico. A explosão destruiu mais de 20 quilômetros quadrados da ilha. Quer resultando da explosão, quer dos mais de 4.000 metros cúbicos de rochas e terra que foram lançados de novo na água, formou-se um tsunami que matou 36.000 pessoas nas praias de Java e Sumatra. Um tsunami anterior, em 1876, varreu as praias da Baía de Bengala, matando 200.000 pessoas. Em 1970, um tsunami que assolou o Paquistão Oriental também matou cerca de 200.000 pessoas.

Os tsunamis se movem a velocidades de até uns 725 quilômetros horários. No alto mar, dificilmente são notados, mas, quando chegam às águas rasas do litoral, criam ondas que causam destruição. Certo capitão dum navio que estava na costa de Hilo, Havaí, pôde contemplar uma onda destruindo o porto e a metade da cidade. Todavia, nem sequer notou quando a onda passou por baixo de seu navio.

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