A interdependência é a chave da vida oceânica. Por vezes, encontramos este princípio aplicado de forma mui inesperada. Há centenas de casos de uma espécie de “parceria” ou arranjo cooperativo entre diferentes criaturas. Por exemplo, há animais marinhos que executam serviços de “médico” ou de “limpador” para com outros. Entre estes acham-se o brilhantemente colorido camarão limpador e o peixe-anjo juvenil, que remove os parasitas de outros peixes. Estes peixes “médicos” esperam em seu “consultório” no recife — usualmente um nicho do coral — que seus “pacientes” cheguem, aguardando sua vez.
O salmonete amarelo, para exemplificar, move-se em cardumes até o habitat dum “médico”, um peixe-anjo juvenil francês. Espera pacientemente na areia, aguardando sua vez. Quando chega sua vez, cada salmonete fica vermelho. Depois de receber tratamento, retorna à sua cor branca e amarelada normal, e o próximo “paciente” fica vermelho.
Alguns peixes solicitam serviço por se erguerem eretos sobre a cabeça ou seu rabo. Certos limpadores cuidam de uma ampla variedade de criaturas, de fato, alguns camarões até mesmo farão uma limpeza numa mão ou unhas dum humano. Outros limpadores são seletivos, especializando-se só em certos “fregueses” ou tipos de peixes.
Nesta atividade cooperativa, chamada simbiose, ambas as partes derivam benefícios. A parte tratada fica limpa de parasitas, de earne doente e de bactérias, e quaisquer feridas que tenha começam a sarar. O limpador, por sua vez, obtém comida.
Na maioria dos casos, o peixe limpador não é prejudicado pelo peixe a quem serve. Em geral, o tratado resposta os serviços que obtém. Por exemplo, a moréia e alguns outros peixes permitem que o limpador penetre em sua boca e lhe limpe os dentes. A anêmona-do-mar permite que o camarão limpador se arraste seguramente por entre seus tentáculos venenosos, realizando seus serviços para o˜ benefício da anêmona e obtendo proteção, bem como algum alimento que surja diante da anêmona. O pequenino peixe-palhaço e o maria-mole são outros que habitam junto com a anêmona. O peixe-flecha vive entre os espinhos pontiagudos do ouriço-do-mar. A mortífera caravela permite que o Nomeus, um peixinho, faça sua casa entre a proteção de seus perigosos tentáculos, que normalmente deixam paralisados outros peixes e os levam à boca da caravela.
Uma parceria cômica, mas mutuamente proveitosa, é alcançada entre o paguro e a anêmona. Ocasionalmente, o paguro permite que a anêmona se agarre às suas costas ou à sua concha. Desta forma, a anêmona vai de “cavalinho” até onde há alimento disponível, ao passo que o paguro é protegido de seus inimigos pelos acessórios venenosos da anêmona.
Até mesmo o voraz tubarão possui um parceiro, a rêmora. O alto da cabeça da rêmora é um grande disco de sucção. Como “taxa” para limpar o tubarão, ela adere ao lado inferior do tubarão e, assim, pode estar por perto para obter seu quinhão das sobras quando o tubarão acha uma refeição.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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