segunda-feira, 17 de maio de 2010

Estabilidade espantosa

A salinidade oceânica varia de lugar para lugar e, às vezes, de estação para estação. As águas mais salgadas ficam no golfo Pérsico e no mar Vermelho, onde a evaporação é muito alta. Regiões oceânicas que recebem água doce proveniente de grandes rios ou de chuvas em abundância são menos salgadas que a média. O mesmo acontece com a água do mar próxima ao gelo derretido das regiões polares, que é água doce congelada. Por outro lado, quando o gelo é formado, a água do mar na proximidade torna-se mais salina. De modo geral, porém, a salinidade oceânica é muito estável.

A água do mar também tem um pH relativamente estável. O pH é a medida da acidez ou da alcalinidade de uma substância, sendo 7 o nível neutro. O nível de pH da água do mar varia entre 7,4 e 8,3, o que é levemente alcalino. (O sangue humano tem um pH de cerca de 7,4.) Seria um grande problema para os oceanos se o pH ficasse fora dessa variação. Na verdade, isso é o que atualmente alguns cientistas temem que aconteça. Muito do dióxido de carbono que os humanos lançam na atmosfera acaba nos oceanos, onde reage com a água e forma o ácido carbônico. De modo que a atividade humana pode estar, aos poucos, acidificando os oceanos.

Muitos dos mecanismos que mantêm a água do mar quimicamente estável não são completamente entendidos. Ainda assim, o que aprendemos ressalta a vasta sabedoria do Criador, aquele que se preocupa com o trabalho das suas mãos. — Revelação (Apocalipse) 11:18.

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