sábado, 22 de maio de 2010
● A SIBA. A siba comum é encontrada em águas do Mediterrâneo e do leste do Atlântico. Um grande espécime pode ter um corpo de até 60 centímetros de comprimento, seus oito braços se estendendo por outros 25 a 30 centímetros, e, adicionalmente, dois longos tentáculos podem estender-se muito além destes braços para pegar itens alimentícios. Para locomover-se, possui nadadeiras alongadas, ao longo das laterais do corpo, além de um funil, ou sifão, que lhe fornece a propulsão a jato. Como o náutilo dotado de câmaras, a siba também possui um mecanismo parecido a um submarino para variar de flutuabilidade. Mas, diferente das câmaras nacaradas do náutilo, a flutuabilidade da siba compõe-se do osso, o osso de siba (concha). Localiza-se logo abaixo da pele, por toda a extensão das costas da siba. Trata-se de uma estrutura macia, gredosa, tendo até cem finas placas mantidas separadas por colunas, e em forma dum favo de muitas câmaras. É este osso que atua como tanque de flutuação da siba. À medida que a siba cresce e fica mais pesada, adicionam-se mais câmaras ao osso da siba, a fim de aumentar sua capacidade de flutuabilidade. (Incidentalmente, é este osso que é colocado nas gaiolas dos pássaros.) Por um processo de osmose, a siba consegue bombear água para fora das cavidades de seu osso, ou deixar que a água entre. Desta forma, pode variar sua flutuabilidade a fim de subir ou baixar no oceano. Em princípio, as cavidades de seu osso de siba são semelhantes aos tanques de lastro dos submarinos. A siba geralmente permanece a uns 30 a 75 metros de profundidade, mas pode descer a 180 metros.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário