O homem é um grande construtor. Por meio de computadores e com o auxílio de plantas pormenorizadas, explosivos, gigantescas máquinas de terraplenagem, guindastes gigantes e artífices de toda espécie, ele ergue estruturas de grande tamanho e beleza. Todavia, há construtores no oceano cujos esforços, em alguns sentidos, ultrapassam de muito os do homem. É como se o Criador desejasse impressionar no homem que a habilidade criadora provém de Deus, e que quaisquer aptidões que o homem tenha, ele as recebeu de Deus. O homem não pode jactar-se corretamente de sua própria sabedoria. — Jer. 9:23, 24; 1 Cor. 4:7.
De grande destaque entre as estruturas oceânicas são as lindas formações coralinas. No Oceano Pacífico, especialmente, existem centenas de ilhas e atóis coralinos (ilhas que fecham um círculo ao redor duma lagoa) e apenas em anos relativamente recentes o homem conseguiu entender, em certo grau, exatamente como se processou tal construção.
Os corais são minúsculos animais chamados pólipos, a maioria deles tendo apenas uma fração de milímetro, embora alguns atinjam até 30 centímetros de diâmetro. Os pólipos têm corpos cilíndricos, com a boca numa ponta. A outra ponta se fixa no fundo do mar. Por retiraram o cálcio da água do mar, formam esqueletos de calcário. Quando morrem, seus esqueletos são sobrepostos por outros. Incontáveis bilhões de pólipos contribuíram com seus esqueletos para formar ilhas e recifes submarinos. O Recife da Grande Barreira, ao largo da costa nordeste da Austrália, é a maior formação coralina do mundo — cerca de 2.000 quilômetros de comprimento. Tais recifes podem constituir grave perigo para os navios. Mas, também podem servir de proteção, no sentido de proverem águas tranqüilas entre o recife e o continente.
Um “jardim coralino” submarino é uma das mais lindas vistas oceânicas. Possuindo matizes brilhantes, vermelhos, alaranjados, beges, amarelos, violáceos e verdes, encontram-se corais numa ampla variedade de padrões. Alguns parecem árvores ramificadas com estrelas nas pontas; alguns se parecem a folhas, samambaias ou leques; outros os se parecem com cogumelos, com cúpulas ou diminutos órgãos tubulares. Um jardim de coral é o lar de muitos outros animais — anêmonas do mar, medusas e todos os tipos de peixes de cores brilhantes, que vivem dentro de seus lindos castelos de corais ou por perto deles.
Os recifes coralinos submarinos têm sido chamados de “talvez a mais complexa comunidade de todas da natureza”. Disse o Professor John D. Isaacs, diretor de pesquisas sobre a vida marinha do Instituto Seripps de Oceanografia: “Partindo de seus alicerces de antigas montanhas vulcânicas, que afundam lentamente, as criaturas dos bancos de corais ergueram as maiores estruturas orgânicas que existem. Até mesmo o menor atol ultrapassa em muito a qualquer dos maiores feitos de engenharia humana, e uma grande estrutura de atol, em massa real, aproxima-se do total de todas as construções do homem que agora existem.” Pause e pense por um momento no que isso significa exatamente.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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