Uma das modalidades mais surpreendentes do sistema ecológico do oceano é a interdependência de vida ali existente, e o equilíbrio de vida que é mantido. Ao passo que os caçados pelos predadores dispõem de equipamento protetor, os próprios caçadores também são providos dos meios mais sofisticados de localizar e apanhar sua presa. E, ao passo que suficientes peixes são apanhados pelos famintos predadores para lhes suprir alimento, suficientes exemplares sobrevivem para manter em existência sua espécie. Se não houvesse predadores que apreciassem comer ovos de ostras ou tartaruguinhas, o oceano em breve estaria abarrotado de ostras ou tartarugas. Mas, se as ostras e tartarugas fossem completamente eliminadas pelos predadores, os predadores também deixariam de existir. Apenas um Criador todo-sábio poderia ter provido as condições e elaborado o equipamento de caça e de proteção para alcançar um equilíbrio tão delicado quanto esse.
Quanto ao equipamento de caça, partindo de perto da base da “pirâmide” alimentar, verificamos, segundo a descrição de certo oceanógrafo, que escreveu em Scientific American (setembro de 1969), “olhos em animais microscópicos herbívoros, filtros de formato requintado, mecanismos e comportamento para descobrir concentrações locais, complexo equipamento de pesquisa e, no fundo, apêndices para obter a ajuda da água em movimento para executar a tarefa de filtração”. Certos caramujos usam grandes redes, amiúde pegajosas e transparentes, algumas até de 1,80 metros de diâmetro. Por meio dela, podem pegar até os mais diminutos microrganismos para alimento. As amebas unicelulares localizam o alimento por meios químicos.
Um bom número de organismos que vivem perto da superfície são luminescentes. Mas, nos mais profundos níveis oceânicos em que a luz solar dificilmente penetra, pelo menos dois terços dos animais marinhos produzem luz. Afirma o pesquisador acima mencionado: “Alguns peixes, lulas e eufausiáceos possuem faroletes com refletor, lentes e íris quase tão complexos quanto o olho”. Outros, afirma ele, talvez possuam luminosidade que imite pequeno grupo de plancto luminoso, ao passo que alguns “pescam” com uma luz que balança na frente deles. Os peixes incautos que se aproximam da “isca” são rapidamente engolidos.
O polvo usa olhos similares ao do homem para localizar seu alimento. Os golfinhos e certas baleias possuem um sonar de caça de longo alcance. Emitem sons e sua altamente sensível audição detecta o eco. Pensa-se que o cachalote talvez possa localizar sua presa a longas distâncias, talvez quilômetros. Os tubarões possuem vívido senso olfativo, o sangue dum peixe ferido os atraindo de boa distância.
terça-feira, 18 de maio de 2010
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