O Criador colocou infinita variedade de coisas nas superfícies terrestres da Terra que podem manter a mente dos homens ocupada por tempo indefinido, ao pesquisarem tais maravilhas. Não são menores as maravilhas oceânicas. Encontram-se as mais estranhas criaturas, e todas elas desempenham sua parte essencial no padrão de interdependência, embora, em alguns casos, ainda continue sendo mistério como é que o fazem.
Por exemplo, há a espécie de lampreia, criatura em forma de enguia, com três corações, um dos quais não possui nervos Sua boca é simplesmente uma cavidade redonda. Possui dentes em sua língua e uma única narina. A lampreia habita no fundo oceânico, usualmente semi-enterrada na lama. Tal peixe segrega tanto muco viscoso que, se uma lampreia de 25 a 38 centímetros for colocada num pequeno balde de água, e então este for agitado, dentro de alguns segundos poder-se-á erguer todo o seu conteúdo como um grande bloco de muco viscoso. A flexível lampreia também pode dar um nó com seu corpo. Com que fim? Para que possa aplicar maior força de alavanca contra um peixe moribundo, a fim de penetrar nele com sua língua em forma de grosa. O muco também torna a lampreia uma criatura escorregadia, esquiva de se lidar. Mas, por puxar a si mesma através do nó, ela pode livrar-se de sua própria camada viscosa. Isto elimina o excesso de muco, de modo que não bloqueie as vitais fendas branquiais.
Uma criatura bem conhecida, porém incomum, é a craca. Certa variedade de craca é muitíssimo odiada pelos marujos por seu hábito de cimentar-se quase que irremovivelmente aos cascos dos navios, reduzindo sua velocidade e provocando a resistência que consome combustível. Esta criaturinha fabrica uma cola tão forte que uma película de apenas 0,0762 milímetros de grossura possui uma “capacidade de aderência” de 493 quilos por centímetro quadrado! Esta cola é, na realidade, um cimento que resiste ao calor e ao frio, a ácidos e bases fortes, a solventes orgânicos ou à água. Grudará de forma permanente quase qualquer combinação de substâncias. Visto que endurece e se cura na água salgada, poderia ser útil na medicina. Os dentistas a achariam o cimento ideal para reter as restaurações dentárias. Seria, provavelmente útil na cirurgia plástica, e para emendar ossos fraturados. Tal cimento forte e durável teria amplas utilizações industriais. Os cientistas tentam com vigor analisar e sintetizar esta excelente substância adesiva, mas até agora não tiveram êxito.
A craca, depois de reproduzir-se e desenvolver-se do estágio de larva, fixa-se num (realmente “sobre um”) provável “lar” por meio de seu cimento permanente. Sua carapaça em forma de vulcão possui quatro placas deslizantes que se abrem na “cratera” para deixar que seus pés plumosos se estendam, a fim de puxar plâncton até sua boca. As cracas se grudam a rochas, conchas, baleias, navios, até mesmo a manchas endurecidas de óleo. Há, na realidade, cracas que se fixam em outras cracas.
Muitas cracas possuem tanto os órgãos masculinos como os femininos, porém a maioria das espécies mais comuns não fertilizam a si mesmas. Visto estarem permanentemente ancoradas, como podem encontrar um cônjuge? Para as cracas, isto não representa nenhum problema real. Visto que vivem numa comunidade muito congestionada, tudo que têm de fazer é selecionar um vizinho adequado para a reprodução. Daí, cobrem tal distância por meio de longo tubo retrátil.
Há uma espécie de craca que não se gruda aos navios, mas escolhe rochas submersas. Esta craca é muito mais apreciada por muitos, não só por deixar os navios em paz, mas também por crescer até atingir um peso de 1,400 quilos, e ser uma guloseima, tendo sabor bem parecido ao da lagosta e do caranguejo.
De tudo isto, temos de concordar que o salmista falou verazmente há muito, quando cantou:
“Os que descem ao mar nos navios,
Fazendo negócios nas vastas águas,
São os que têm visto os trabalhos de Jeová
E as suas obras maravilhosas nas profundezas.” — Sal. 107:23, 24.
Os que pesquisam abaixo da superfície do oceano, nas próprias profundezas, vêem maravilhas ainda mais surpreendentes. Descobriram muitas coisas que resultaram benéficas para o homem que vive na terra seca, e, mesmo assim, admitem que não chegaram sequer a ‘arranhar a superfície’. Há muito mais a ser descoberto sobre as maravilhas das profundezas do mar, inesgotável depósito de informações, de alimentos, de riquezas e de infindável deleite para aqueles que têm o prazer de ‘descer ao mar’ para pesquisar suas maravilhas.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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