sábado, 22 de maio de 2010
● O CALAMAR DE ÁGUAS PROFUNDAS. Este gigantesco calamar pode ser a fonte das lendárias fábulas sobre monstros marinhos que agarram os navios com seus tentáculos. Já foram encontrados corpos com mais de 3 metros de comprimento — os quais, se incluíssem os tentáculos, teriam quase 20 metros! Dentre os animais, seus olhos são os maiores que se conhece — uns 40 centímetros de ponta a ponta! Ele se move rapidamente por propulsão a jato. O calamar, semelhante ao náutilo e à siba, pode ajustar-se a diferentes profundidades do mar, mas o faz de forma diferente. Os dois terços superiores do corpo constituem grande cavidade, a celoma. É cheia dum líquido. Se este líquido é removido, o calamar afunda. O líquido supre ao animal a sua densidade neutra na água do mar. A análise demonstra que possui elevadíssima concentração de amônia, de cerca de 8 gramas por litro. Por que isto se dá? Diferente dos mamíferos, o calamar excreta seus resíduos nitrogenados em forma de amônia em vez de uréia. Esta amônia sofre difusão da corrente sanguínea no líquido da celoma, onde se dissocia em íons de amônia. Estes íons têm pouco peso e tornam o líquido mais leve que a água do mar, dando flutuabilidade ao calamar. A revista Scientific American compara isso com o batiscafo de Auguste Piccard, que desce nas profundezas oceânicas. A câmara ampla do batiscafo, cheia de gasolina, mais leve do que a água do mar, mantém a câmara de observação suspensa abaixo dela. Similarmente, o líquido da celoma do calamar de águas profundas serve como aparelho de flutuação. Mas o calamar já tinha isto primeiro, porque seu Criador pensou nisso primeiro.
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