segunda-feira, 17 de maio de 2010

Oceanos — quem pode salvá-los?

NUM certo dia, do outono setentrional de 1988, nove homens e quatro mulheres pularam do alto de uma ponte de Nova Iorque — todos de uma só vez. Eles despencaram por uns 20 metros, e então ficaram pendurados imóveis, balançando de cordas de montanhismo, e esperando. Qual era a intenção deles? Era a de bloquear a passagem de uma barcaça carregada de vasa de esgoto, a ser lançada no oceano. O resultado foi anticlimático; a barcaça simplesmente contornou os protestadores, seguindo por outra rota, e lançou seu refugo no mar, como de costume. Os protestadores acabaram sendo presos.

Muitos outros estão lutando tenazmente, mas por meios legais, para impedir a morte dos oceanos do mundo. Há uma abundância de tratados, e proliferam as leis. Sancionaram-se leis que proíbem o lançamento de plásticos no oceano. Navios-tanques têm sido proibidos de jogar no mar a água oleosa usada na lavagem dos tanques. Tem-se tido êxito em limpar certos rios e faixas litorâneas.

Numa visão geral, porém, os triunfos têm sido raros, e os fracassos são comuns. Os ambientalistas receiam que, enquanto for mais barato jogar resíduos no oceano, haverá aqueles que burlarão as leis, assim como a barcaça de vasa de esgoto, mencionada antes, evitou os protestadores. Infelizmente, o que muitas vezes decide tais questões é o dinheiro, a motivação dos lucros. Proteger o meio ambiente rende pouco e custa muito.

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