segunda-feira, 17 de maio de 2010

Efeito Sobre as Coisas Vivas

As ‘mortandades’ de peixes nos rios, lagos e oceanos são tão numerosas agora que muitas dificilmente são anunciadas mais pela imprensa.

Nos oceanos, cerca de 90 por cento dos peixes vivem nas áreas costeiras. É precisamente ali em que o homem causa mais poluição, por meio do desaguar de rios venenosos (alguns contendo resíduos de mercúrio) e por escarpamentos de óleo ou o lançamento deliberado de óleo pelos navios. O Dr. Max Blumer, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, afirma que “o homem lança pelo menos três milhões de toneladas de óleo por ano nos oceanos. O total anual talvez chegue a atingir até dez milhões de toneladas.”

Em uma pequena área na costa de Pensacolar Flórida, mais de trinta ‘mortandades’ de peixes, envolvendo milhões de peixes, ocorreram num período de três meses de 1970. No Mar do Norte, recentemente foi descoberta ampla camada de peixes mortos. Tendo vários metros de espessura, estendia-se por cerca de 130 quilômetros. Os peixes haviam sido mortos pela poluição derramada no mar, oriunda dos cursos d’água da Europa.

Os pesticidas, tais como o DDT e outros, levados pelo vento ou escorrendo da terra nos rios, acabam nos lagos e oceanos. Muitos destes pesticidas levam anos para perder sua potência. Pequenos organismos marinhos ingerem os pesticidas. Os maiores peixes comem os peixinhos que comem os organismos contaminados. Por fim, as aves comem os peixes. Em cada estágio da ‘cadeia alimentar’ os pesticidas insolúveis se concentram. Como resultado, muitas espécies, especialmente de aves, acabam morrendo.

Um exemplo se encontra nas Ilhas Anacapa da Califórnia, EUA. Ali, dos 500 casais de pelicanos marrons em acasalamento, apenas um filhote foi produzido no verão setentrional passado, devido aos pesticidas interferirem nos seus sistemas reprodutivos.

E, tenha presente que os pesticidas têm sido encontrados de pólo a pólo, nas focas do Ártico e nos pingüins do Antártico!

Nenhum comentário: