O uso das correntes pelo homem como espécie de pia em que derramar sujeira não é novo. Até bem recentemente, isto não criava nenhum problema grande. A água circulante tem surpreendente capacidade de purificar-se.
Quando a matéria orgânica residual é lançada num rio, o movimento da água rompe e dilui grande parte da sujeira. Daí, o rio “digere” as partículas remanescentes pela oxidação e pelas bactérias aquáteis, que consomem os resíduos orgânicos, transformando-os em compostos inofensivos e inodoros. Até as águas dum riacho que mostrem forte poluição perto duma pequena cidade talvez fiquem inteiramente limpas por volta do tempo em que atinjam apenas alguns quilômetros rio abaixo.
Atualmente, contudo, cada vez mais os cursos d’água da terra sofrem ‘indigestão’, tornando-se escuros, espumosos e mal-cheirosos. Por quê? Estão sendo gravemente sobrecarregados, exigindo-se deles um esforço além de sua capacidade normal de purificar-se.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
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