quarta-feira, 19 de maio de 2010

Bom mergulho!

Na superfície, procure aprender a respirar com ritmo constante — inspire fundo, então expire devagar. Seus pulmões se beneficiarão disso. Lembre-se de que o segredo de um mergulho agradável não é quão longe ou quão rápido você nada, mas o quanto você vê e explora ao nadar. Quando desejar mergulhar, aprenda a relaxar e reter o máximo de oxigênio que puder, para poder ficar mais tempo embaixo d’água. Mas não tente bater recordes de permanência embaixo d’água.

Ao nadar, deslize na água, deixando os braços soltos. Use apenas as nadadeiras, batendo-as de forma longa e num ritmo constante, mantendo os joelhos um pouquinho dobrados. A princípio, será preciso concentrar-se para fazer isso sem esforço e com suavidade, mas em pouco tempo, os movimentos se tornarão automáticos. E se a máscara ficar embaçada? Um modo simples de evitar isso é esfregar um pouco de saliva na máscara antes de colocá-la. Basta enxaguar a máscara depois de alguns segundos, e verá como o vidro permanecerá limpo por um bom tempo.

Pode ser que de vez em quando você sinta dor no ouvido médio durante o mergulho. Isso se chama pressão do ouvido médio. É causada por diferença de pressão no tímpano. Em geral, a dor começa depois de se descer um ou dois metros. Não a ignore nem continue a descer, esperando que ela passe. Ela se tornará pior quanto mais fundo você for, e a pressão pode até romper seu tímpano. O Padi Diver Manual, publicação especializada em mergulho, recomenda que a pressão seja equalizada a cada metro ou menos antes de se sentir dor. Isso é feito apertando-se o nariz e soprando sem muita força. É por isso que a máscara deve ter equalizador, para que se possa apertar o nariz sem ter de tirar a máscara. Com experiência, esse procedimento se torna bem fácil, quase mecânico. No entanto, se começar a sentir dor, é melhor voltar à superfície, porque depois não adiantará nada tentar equalizar a pressão.

Como recreação, o mergulho livre é saudável, educativo e divertido. É uma excelente maneira de se combinar exercício, ar fresco e sol, e é recomendável para praticamente todas as faixas etárias. Aprender a reconhecer e identificar o nome de ao menos um pequeno número de animais marinhos, em si, já torna o mergulho livre um desafio para os que gostam disso. Porém, para muitos, como Tôni, que não faz muito mergulhou em Fiji, o puro prazer de “estar em outro mundo, de cores extasiantes”, já é tudo. Sua amiga, Lena, concorda: “Fiquei tão emocionada com a beleza em minha volta que esqueci onde estava!”

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