terça-feira, 18 de maio de 2010

Vida nas Profundezas Abissais do Leito Oceânico

No leito oceânico, a três quilômetros ou mais abaixo do nível do mar, numa temperatura quase de congelamento, as pressões são tremendas e prevalece a escuridão total. Todavia, até mesmo ali persiste a vida. Mas, parece ser num passo mais lento, e a população é muito mais escassa. Pepinos-do-mar com até 45 centímetros de comprimento arrastam-se vagarosamente sobre o fundo lamacento, “comendo” a vasa, isso é, ingerindo a vasa argilosa para obter dela os diminutos organismos, ou para pesquisar o “detrito”, matéria orgânica residual que desceu lá de cima. Há poucas criaturas tão grandes quanto um camundongo; a maioria delas são menores do que as abelhas. Redes com malha mais fina do que um centésimo de polegada captam diminutos mexilhões, vermes e crustáceos.

Alguns dos peixes e outros animais na escuridão abissal são cegos. Há criaturas que andam de modo pomposo, com patas longas e esguias, com pés penugentos, para mantê-las acima da vasa. “Ofiuróides”, aparentados das estrelas-do-mar, às vezes enchem o leito oceânico. Até mesmo em profundidades de uns 1.100 metros, ou mais, uma ocasional arraia passa nadando, procurando alimento no fundo. O leito do mar é recoberto de pistas e trilhas. Fotos tiradas a 10.900 metros na Fossa Challenger, ao sudoeste de Guam, mostram alguns animais ímpares de 2,5 ou 5 centímetros de comprimento. Alguns têm a aparência de pequeninos camarões. Nas tremendas pressões de tais profundezas, o homem ainda não consegue responder de modo afirmativo à pergunta proposta por Deus a Jó: “Andaste em busca da água de profundeza?” — Jó 38:16.

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